INFORME FOLHA
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terça-feira, 12 de maio de 2015
Equipe da Folha com agências <br>[email protected] 
Cirurgia
O empresário Paulo Roberto Midauar acusado de integrar as quadrilhas desbaratadas pelas operações Voldemort e Publicano, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina pediu à 3ª Vara Criminal autorização para fazer uma cirurgia. O procedimento seria realizado em hospital de Curitiba, mas não foi especificado. A juíza substituta Deborah Penna indeferiu o pedido no último dia 30, argumentando que "não restou comprovada a urgência ou emergência da cirurgia requerida". Ontem a defesa reiterou a solicitação de autorização, mas, até o final da tarde de ontem não havia decisão judicial.
Prisão
Dono de uma distribuidora de combustíveis, Midauar está preso há quase dois meses desde 17 de março. Na Voldemort, é acusado de integrar quadrilha liderada por Luiz Abi Antoun, parente do governador Beto Richa (PSDB), que fraudou licitação para conserto de viaturas do Estado; na Publicano, é acusado de sonegação fiscal e pagamento de propina a auditores da Receita, cuja organização seria chefiada por Márcio de Albuquerque Lima, também preso.
Audiência
Ontem, Midauar seria levado à 3ª Vara Criminal para acompanhar audiência em que é acusado de sonegação fiscal por processo originário de Bandeirantes (Norte Pioneiro), cidade onde tem estabelecimentos comerciais. Porém, a testemunha que seria ouvida não compareceu. Além disso, seu advogado, Maurício Carneiro, pediu dispensa de Midauar na oitiva (caso ela ocorresse), alegando que deslocá-lo até o Fórum poderia significar exposição desnecessária de seu cliente.
Revisão de leis
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná deve instituir nos próximos dias a sua 26ª comissão técnica permanente, para revisar as leis estaduais. De autoria de Tiago Amaral (PSB), em parceria com a Mesa Executiva, o projeto de resolução 14/2015, que trata do tema, passou ontem em segunda votação, por 46 votos a 1. Curiosamente, o único deputado a se posicionar contra a medida foi Cobra Repórter (PSC), que assim como Amaral é da região de Londrina. Segundo o político do PSB, o objetivo da iniciativa é adequar as normas à realidade, sob os aspectos técnico, social e econômico.
Conflito
Como exemplo de discrepância, o parlamentar citou a polêmica que surgiu no final de 2014 em relação ao dia 19 de dezembro, em que se comemora a emancipação política do Paraná. Na ocasião, houve dúvida se a data seria ou não feriado. Após consultar juristas e representantes de entidades comerciais, a AL acabou decidindo que haveria expediente normal.
Verbas perdidas
A Comissão de Seguridade Social da Câmara de Londrina aprovou ontem convite para o secretário municipal de Saúde, Mohamed El Kadri, e a diretora da 17ª Regional de Saúde, Teresinha de Fátima Sanchez, para que expliquem, na sessão do dia 19, o cancelamento do repasse de R$ 20 milhões para a construção do Hospital da Zona Oeste de Londrina. Com local de construção ainda indefinido, as verbas foram redirecionadas pelo governo do Estado para unidades de Curitiba e Maringá. A medida causou indignação de vereadores. Segundo El Kadri, a diretora regional informou que as verbas serão destinadas novamente assim que o houver terreno definido e projeto arquitetônico.
De muletas
O vereador Roberto Fu (PDT) retornou ontem às atividades na Câmara de Londrina, depois de pedir afastamento por 90 dias no início de março devido à fratura no fêmur sofrida em decorrência da queda de uma árvores na zona Sul. O parlamentar conseguiu libração médica para retomar os trabalhos com antecedência.
Vagas na Educação
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, projeto de lei do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) criando 235 cargos na área de Educação. Serão 180 postos para professores das séries iniciais do ensino fundamental, 44 professores para educação infantil, 10 de educação física e uma vaga para nutricionista. O texto entrou ontem em regime de urgência, após uma pauta fraca com apenas a proposta de concessão de título de utilidade pública para a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes, também em primeira discussão.
Uraí
O prefeito de Uraí (Região Metropolitana de Londrina), Sergio Pitão (PSC), deve recorrer ao Judiciário para barrar a investigação contra ele na Câmara de Vereadores. Após receber denúncia de suposta irregularidade na contratação de uma empresa para transporte de pacientes para tratamento em outras cidades, os vereadores colocaram em pauta a possível abertura de uma Comissão Processante (CP) contra ele. A votação, com pedido liminar de afastamento, deve ocorrer na sessão da próxima semana.
Retaliação
Sergio Pitão alega que está sofrendo retaliação de vereadores que são "declarados seus desafetos políticos". Ele afirmou que a contratação dos serviços de transportes ocorreu de maneira regular. "Todo o processo foi num momento emergencial, pois era preciso transportar os pacientes e os servidores estavam em greve", garantiu. O presidente da Casa, Adilson Mata (PR), tem entendimento diferente e afirma que os motoristas estavam em atividade normalmente.


