Rixa, o jogo
Um jogo virtual criado pelo estudante de publicidade e propaganda Jonathan Soares, de 18 anos, faz sucesso na internet ao criticar a repressão do governo do Paraná a professores e servidores contrários às alterações na Paranaprevidência e que culminou com mais de 200 feridos em embate com a Polícia Militar. Em "Rixa, o jogo", o internauta controla uma professora que tem de protestar o maior tempo possível desviando de balas de borracha e cães da polícia até entrar na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná.

Manifestação difícil
No endereço http://rixaojogo.com.br, o jogador usa as setas do teclado para desviar das balas de um policial e dos pitbulls. Tentar entrar na AL também leva à derrota e a mensagem "Ei, você não pode entrar aí", surge na tela. O jogo é difícil e a maioria não consegue ficar mais que sete ou oito minutos sem ser mordido ou baleado.

Empresário livre
O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, determinou ontem que o empreiteiro Dario de Queiroz Galvão Filho, da Galvão Engenharia, seja transferido para prisão domiciliar, mas monitorado com tornozeleira eletrônica. A decisão de Moro de mandar o empresário para casa acolhe ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) - o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Corte, deferiu habeas corpus da defesa do empresário e revogou o decreto de prisão preventiva que pesava contra ele. Na semana passada, os ministros da Segunda Turma do STF decidiram reverter prisão preventiva em medidas cautelares a Ricardo Pessoa, dono da UTC, e a outros oito executivos.

Youssef quer prisão domiciliar
Peça central da Operação Lava Jato, o doleiro londrinense Alberto Youssef vai pedir prisão domiciliar - a exemplo dos empreiteiros que teriam formado cartel para assumir o controle de contratos bilionários na Petrobras. A informação é do criminalista Antonio Figueiredo Basto, que defende o doleiro. Em setembro de 2014 ele fez delação premiada em acordo com a força tarefa da Lava Jato. Revelou nomes de deputados e senadores que teriam recebido propinas do esquema de corrupção na estatal petrolífera. O pacto prevê que o doleiro, ainda que condenado em todas ações penais da Lava Jato, só permanecerá na prisão entre 3 anos e 5 anos, no máximo. Ele já está preso desde 17 de março de 2014, quando foi deflagrada a Lava Jato.

Clube das empreiteiras
Empreiteiras investigadas pelos desvios na Petrobras doaram R$ 79 milhões ao PT e ao PSDB nas eleições do ano passado, segundo levantamento da Agência Estado com base nas prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados, disponíveis para consulta no site do órgão, mostram que quase um terço das doações ao Partido dos Trabalhadores partiram de construtoras sob suspeita na Operação Lava Jato. Já no caso da contabilidade tucana, o percentual sobe para 42%.

Valores altos
Na lista de empresas que depositaram na conta do PT estão UTC, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Engevix e Odebrecht. Juntas, elas foram desembolsaram R$ 55.586.000 de um total de R$ 191.573.512. Do lado do PSDB, o valor doado pelas empresas foi menor, mas teve maior representatividade. Entre as empresas doadoras e suspeitas de participaram do "clube" estão Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão. Elas transferiram R$ 22,3 milhões de um total de R$ 52.177.300.

PEC da Bengala
A aprovação da proposta de emenda constitucional conhecida como PEC da Bengala adia a aposentadoria de 20 ministros durante o período do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Isso porque, além das cinco indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a presidente perde a chance de fazer, Dilma também deixará de nomear três ministros para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), três para o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e seis para o Superior Tribunal Militar (STM). Entram ainda na conta, três ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) que iriam se aposentar até o final de 2018, mas permanecerão na Corte de Contas. No caso das indicações do TCU, no entanto, os nomes deveriam ser indicados pelo Congresso Nacional.

Beneficiados
O primeiro ministro do STF beneficiado pela mudança na data de aposentadoria é o decano da Corte, Celso de Mello, que completa 70 anos em novembro. Entram na lista de ministros do Supremo que teriam de deixar a Corte no governo Dilma mas poderão continuar na cadeira a partir de agora: Marco Aurélio Mello (que completa 70 anos em 2016), Ricardo Lewandowski (2018), Teori Zavascki (2018) e Rosa Weber (2018).

Mais beneficiados
No STJ, o ministro Napoleão Nunes seria alcançado pela compulsória em dezembro deste ano e os ministros Félix Fischer e Laurita Vaz teriam de sair em 2017 e 2018, respectivamente. O TST tem três ministros beneficiados pela PEC da Bengala: Renato de Lacerda Paiva (2017), Emannoel Pereira (2017) e Fernando Ono (2018). No STM, são seis integrantes nesta situação: William de Oliveira Barros (2015), Alvaro Luiz Pinto (2015), Marcus Vinicius Oliveira dos Santos (2017), Fernando Sérgio Galvão (2017), Luis Carlos Gomes Mattos (2017) e Cleonilson Nicácio Silva (2018). No TCU, a ministra Ana Arraes se aposentaria em 2017 e os ministros Raimundo Carreiro e José Múcio, em 2018.

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