"Desgaste é pouco. Isso é um horror"



Censura

O Ministério Público (MP) quer evitar a censura a revista e blog em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). O caso teve início com uma ação ajuizada pelo município contra os proprietários dos veículos de comunicação, cobrando que fossem retirados da internet comentários julgados ofensivos ao prefeito Padre Beffa e a assessores. O MP, entretanto, rechaçou a pretensão de "promover a censura aos veículos de comunicação, em atitude flagrantemente contrária ao que estabelece o ordenamento jurídico brasileiro".

Justiça acatou

A questão em Arapongas segue no judiciário, que foi favorável ao município em primeira instância. O Tribunal de Justiça (TJ) reformou a decisão. Ontem, o MP recorreu, novamente, ao TJ para que o processo seja extinto sem análise do mérito. Paralelamente, a 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas instaurou investigação civil para responsabilização do prefeito por ato improbidade administrativa, pela utilização da Procuradoria do Município em benefício próprio. As informações são da assessoria do MP.

Prazos do TC

Os prazos processuais no Tribunal de Contas (TC) do Paraná,, com início ou término nos últimos dias 28 e 29 de abril, foram prorrogados para o primeiro dia útil subsequente. O TC fica no Centro Cívico. Segundo a decisão do presidente do órgão, conselheiro Ivan Bonilha, os motivos da prorrogação foram a mobilização de servidores públicos e os "conflitos próximos à sede do Tribunal". O TC reconhece que "fatos imprevistos dificultaram o acesso ao Tribunal por meio das ruas no entorno do Centro Cívico" e que "estes fatos podem resultar na impossibilidade da prática de atos processuais no Tribunal pelas partes e advogados".

Rocha

O presidente do diretório estadual do PMDB no Paraná, Rodrigo Rocha Loures, assumiu a chefia de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, pasta comandada pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB) desde o início do mês. A designação de Loures foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de anteontem. Assim, ele deixa o cargo que ocupava há quatro anos na Vice-Presidência. A Secretaria de Relações Internacionais é responsável pelo relacionamento do governo federal com o Congresso Nacional.

Batalha campal

O embate entre policiais militares e professores na quarta-feira contribuiu para minar ainda mais a relação entre o governador Beto Richa (PSDB) e sua base de apoio na Assembleia. Para alguns, o tucano está "isolado" e "encastelado". Os deputados admitem que o confronto cobrará seu preço. "Desgaste é pouco. Isso é um horror", disse o líder do governo na Assembleia, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), pouco depois do final da votação. "Foi uma batalha campal."

Juventude socialista

Richa sustenta sua posição. Em entrevista à Folha de S.Paulo, atribuiu a responsabilidade pelos confrontos a black blocs infiltrados na manifestação. Quem visita seu gabinete vê sobre sua mesa fotos de manifestantes que o criticam nas redes sociais. "Veja, ele é da juventude socialista", diz o governador. Entre os parlamentares, a queixa é de que Richa vê a Assembleia como "quintal" do Palácio Iguaçu: se um projeto foi enviado, a Casa deve aprovar. Os deputados se sentem desprestigiados, excluídos do debate pelo Executivo e se ressentem de sofrer as consequências das medidas impopulares do tucano.

'Mãe da gente'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu aos trabalhadores presentes no evento de 1º de Maio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para que tenham paciência com a presidente Dilma Rousseff. "Quero pedir a vocês que muitas vezes ficam nervosos com a Dilma, irritados, que temos de ter paciência, como temos de ter com a mãe da gente. Ela foi eleita para governar quatro anos. Temos de ver o resultado final desse governo. Não tenho dúvida que daqui a quatro anos estaremos comemorando o êxito do seu mandato", afirmou Lula, em evento, no Vale do Anhangabaú, no início da tarde de sexta-feira.

Lixo

Irônico, o ex-presidente chegou a dizer que a elite brasileira deveria agradecer sua passagem e a de Dilma no governo. Lula reclamou ainda sobre o que considera insinuações na imprensa sobre seu suposto envolvimento na Lava Jato, que apura denúncias de cartel e corrupção na Petrobras. "Eu não ia dizer isso aqui, mas estou notando todo santo dia insinuações: Ah! Lá na Operação Lava Jato, estão esperando que alguém cite o nome do Lula porque o objetivo é pegar o Lula. Essas revistas brasileiras são um lixo e não valem nada. Eu certamente serei criticado por estar sendo agressivo, mas queria dizer que peguem todos os jornalistas da Veja e da Época e enfiem um dentro do outro que não dá 10% da minha honestidade neste País", criticou Lula.

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