Prisão decretada
A juíza da 3ª Vara Criminal, Deborah Penna, decretou a prisão da auditora da Receita Estadual de Londrina, Ana Paula Pelizari Marques Lima, mulher do auditor Márcio Albuquerque de Lima, apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como o líder da organização criminosa que agia no órgão, cobrando propina de empresários para deixar de fiscalizar o recolhimento de ICMS. Lima já teve a prisão decretada em 20 de março, mas está foragido.

Sumiu
Ana Paula, por sua vez, pediu licença logo depois, e não foi mais vista na cidade. A decisão da juíza foi tomada ao receber a denúncia formulada pelo Ministério Público envolvendo 62 pessoas, que agora passam a ser réus no caso desvendado pela operação Publicano. Um dos motivos do MP para pedir a prisão de Ana Paula é o fato de ter supostamente ocultado "objetos e documentos que pudessem vir a prejudicar e também a comprometer os demais integrantes da organização criminosa", além de joias e objetos de valor. A juíza não acatou os pedidos de prisão feitos contra os auditores Amadeu Serapião e Ademir Andrade. A reportagem não teve acesso à decisão da juíza. Entre os 62 réus, estão 15 auditores fiscais. Dez estão presos e três foragidos, incluindo Lima e Miguel Arcanjo.

Novo deputado, velha política
A justificativa do deputado estadual Cobra Repórter (PSC) para votar favorável ao projeto de lei que altera a ParanaPrevidência, a contragosto dos servidores estaduais – e ao qual havia se comprometido votar contrariamente com suas bases eleitorais – demonstra despreparo para o cargo. O direcionamento de obras ou recursos para qualquer região não é ato de benevolência, mas obrigação de qualquer administrador eleito pelo voto. A função de um deputado é representar seus eleitores e votar de acordo com o que eles pedem e não com base em barganhas políticas, uma das práticas mais arcaicas e tacanhas da política brasileira.

Figura decorativa
Já o também novato Tiago Amaral (PSB) parece gostar mais de figurar em fotos do que justificar seus posicionamentos políticos. Assim como no caso do "tratoraço" de fevereiro, o pessebista novamente se abstém de dizer por que é favorável às mudanças na ParanaPrevidência. Não atende às ligações da imprensa e, em seu perfil no site de relacionamentos Facebook, o assunto parece não existir. Conflitos entre policiais militares e manifestantes e galerias vazias na Assembleia Legislativa também não figuram na sua pauta positiva na internet.

Cuidados no discurso
Já na Câmara de Londrina, discursos mal construídos também não foram aceitos por manifestantes que ocuparam as galerias na tarde de ontem. Mesmo sempre atenta aos trâmites e aos projetos de lei que tramitam na Casa e dona de uma oratória invejável, Sandra Graça (SD) foi vaiada ao admitir que ainda não havia lido o projeto de lei que altera a ParanaPrevidência, apesar de conhecer o teor. Também foi cobrada para manter o foco do discurso no Paraná.

E o Paraná?
A fala de Gaúcho Tamarrado (PDT) também foi mal recebida pelos manifestantes. Ao dizer que o Brasil não vai melhorar enquanto houver corrupção, tentou focar o discurso no Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e na falta de investimentos em saúde e educação. Diante de vaias e de cobrança para que mantivesse suas considerações nos problemas estaduais, concluiu dizendo que tem parente internado no Hospital Universitário há dias, sem previsão de alta. Também não colou com os manifestantes.

Enfim, passou
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, o projeto de lei enviado pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para autorizar o pagamento do curso de tiro da Guarda Civil Municipal, que já começou, mas ainda não tem empenho previsto no orçamento. O texto tramita há semanas, mas entrou e saiu de pauta diversas vezes porque alguns vereadores temem que a aprovação culmine com a concordância em uma irregularidade – não é permitido, na administração pública, gastar qualquer valor sem prévio empenho. O texto aprovado ontem, com votos contrários de Elza Correia (PMDB) e Lenir de Assis (PT), foi o substitutivo enviado pelo Executivo para sanar a falha.

Explicações
Segundo o controlador-geral do município, João Carlos Barbosa Perez, o projeto de lei não legaliza uma irregularidade, mas corrige uma inconsistência. O empenho já estava previsto no orçamento do ano passado, mas foi anulado porque estava inscrito como restituição a gastos do governo do Estado, que ministra as aulas, conforme previsto em contrato de cooperação. Porém, em consulta ao Tribunal de Contas (TC) do Paraná, foram orientados a modificar a rubrica para "contribuição ao Estado". Já os recursos do empenho anulado entraram como superavit de 2015. O que segue nebuloso é como justificar os gastos com um curso já em andamento sendo que a previsão orçamentária, até a aprovação do projeto de lei, não existe.

‘Página virada’
Durante a inauguração do Polo Automotivo da Jeep, em Goiana (PE), a presidente Dilma citou as investigações na Petrobras, dizendo que a empresa "está virando uma página na sua história com a Operação Lava Jato". Ao citar a empresa, a presidente defendeu as obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que também foram alvo de investigação. "Sua importância vai além da produção de diesel, vai permitir a implantação de um polo petroquímico."

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