Informe Folha
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
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União é melhor
Para tentar atender o anseio da sociedade, os jornalistas têm procurado constantemente informações no Judiciário há duas semanas para saber se a denúncia da Operação Publicano foi recebida, ou seja, se o processo começou a andar como ação penal. É lamentável que os servidores que atuam no apoio aos magistrados estejam abarrotados de trabalho e com estrutura precária para fazê-lo, mas afirmar que a imprensa está atrapalhando, conforme respostas ouvidas por profissionais de alguns veículos de comunicação, é uma atitude desnecessária neste momento.
Interesses
A denúncia criminal tem 62 acusados formais, dois novos pedidos de prisão encaminhados à Justiça na chamada cota ministerial, anexa à denúncia, além de novos indícios da participação de outros 43 auditores da Receita Estadual de Londrina, formando "talvez o grupo criminoso mais antigo da região", conforme escrevem os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que conduzem a Operação Publicano. Com tudo isso, é natural que a sociedade esteja bastante interessada em saber qual é o andamento do caso, apostando que os envolvidos serão julgados e, caso sejam culpados, condenados com rigor pelo prejuízo que causaram aos cofres públicos. Esse é o trabalho da Justiça. O interesse social se reflete no trabalho da imprensa, cuja obrigação profissional é bem informar o cidadão.
Na briga
Três candidatos estão na briga pela Prefeitura de Bituruna (Sudeste), que terá eleição suplementar no próximo dia 17 de maio; Claudinei de Paula Castilho (PSDB), Vilmar Isoton (PMDB) e Remi Giroto (PSB). Por enquanto, apenas Claudinei teve a candidatura deferida. O vice de Isoton não teria filiação partidária há mais de um ano e acabou indeferindo a chapa. Remi estaria inelegível por decisão judicial. Os dois já recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná.
Em família
A CPI dos Caixas Eletrônicos vai colocar frente a frente pai e filho. Na sua primeira reunião, a comissão aprovou requerimento convidando o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, para comparecer à comissão e "falar sobre como estão as investigações e o que a pasta está fazendo em relação ao assunto". Detalhe: o presidente da CPI é o deputado estadual Felipe Francischini (SD), filho do secretário. Resta saber se o pai vai atender o chamado.
Lava Jato fazendo escola
Os métodos utilizados na investigação da Operação Lava Jato foram assunto ontem durante curso organizado pela Escola de Magistratura (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), Athayde Ribeiro Costa, Antonio Carlos Welter e Roberson Henrique Pozzobon discutiram a atuação do Poder Público no caso, abordando o processo de investigação e refletindo sobre a cooperação com o Judiciário no combate à corrupção. A força-tarefa da Lava Jato é formada por MPF, Polícia Federal (PF), Receita Federal e outros órgãos de colaboração pontual, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Advocacia-Geral da União (AGU). Para Welter, "é essa união em torno de um objetivo comum que trouxe eficiência ao processo".
Vargas perdeu o título
A Câmara Municipal de Apucarana (Norte) revogou nesta semana o título de cidadão honorário que havia concedido ao ex-deputado londrinense André Vargas (sem partido). Ele está preso desde o último dia 10 no desdobramento da 11ª fase da Operação Lava Jato. "Ele não tem mais condições política, moral e ética para continuar com a honraria", justificou o vereador Luiz Cordeiro Magalhães Filho (PT), autor do projeto que concedeu o título ao ex-parlamentar e também autor do projeto de revogação.
Exagero
Foi necessário que 13 deputados federais viajassem até Curitiba para a reunião com o juiz federal Sérgio Moro, que autorizou, como já era esperado, as oitivas de investigados pela Operação Lava Jato na CPI da Petrobras. Desde o início do trabalho dos parlamentares, o juiz tem se mostrado interessado no bom andamento da CPI, tanto que já autorizou que investigados presos fossem até Brasília para depoimento no Congresso, conforme ocorreu com o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.
Cascavel
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná aplicou multa de R$ 145,10 ao ex-prefeito de Cascavel Lísias de Araújo Tomé (2005-2008), por irregularidades em transferências de recursos municipais a entidades não governamentais no primeiro ano de seu mandato. O TC julgou irregular a prestação de contas de transferência voluntária de recursos, por meio de 122 convênios firmados em 2005 com ONGs e Oscips. A soma dos repasses superou R$ 10,31 milhões. Cabe recurso da decisão do TC.


