Relator pede investigação de juiz
O juiz substituto de 2º grau Márcio José Tokars, relator que concedeu habeas corpus a investigados na operação Voldemort, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), queria acionar a Corregedoria Geral de Justiça, no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, para que apurasse o andamento do processo em Londrina. Foi voto vencido no julgamento da última quinta-feira, quando a 2ª Câmara Criminal confirmou o mérito do habeas corpus dado a Luiz Abi Antoun. Conforme informações disponíveis no portal do TJ, "restou vencido o relator, apenas, quanto à determinação, de ofício, para a remessa de cópia dos autos à Corregedoria Geral de Justiça".

Prisões
Em Londrina a ação penal referente à operação Voldemort – que apura fraude na contratação da oficina Providence – tramita na 3ª Vara Criminal. Na fase investigatória, o juiz Juliano Nanuncio expediu mandados de prisão preventiva contra os envolvidos, incluindo Abi e o ex-diretor do Departamento de Transporte Oficial do Estado, Ernani Delicato. Todos conseguiram habeas corpus. O último a conseguir a liberação no TJ foi o empresário Paulo Roberto Midauar. Ele segue preso, porém, porque também é investigação na operação Publicanos. Ontem a reportagem entrou em contado com a 3ª Vara Criminal, mas o magistrado está em férias.

Dinheiro no caixa
O leilão promovido pela Prefeitura de Londrina com bens de devedores do município terminou com três imóveis vendidos, num total aproximado de R$ 4,2 milhões. O maior valor corresponde a uma chácara à beira do lago Igapó, arrematada por R$ R$ 4,1 milhões – outros dois foram vendidos por cerca de R$ 100 mil e R$ 40 mil. De acordo com o procurador-geral do município, Paulo César Valle, a venda não significa que os valores serão totalmente revertidos para o erário, já que a dívida pode ser menor que o lance final. Neste caso, o valor excedido é pago ao ex-proprietário.

Segunda data
O edital do leilão de ontem previa cerca de 20 imóveis de contribuintes inadimplentes com a Prefeitura de Londrina, principalmente devido ao não pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Entre eles, está o Canadá Country Club, que não foi arrematado. Mas, segundo Paulo César Valle, a maioria deve voltar na segunda praça, prevista para o dia 28 deste mês. Enquanto isso, é possível que alguns sejam retirados, já que os proprietários podem parcelar a dívida ou depositar os valores em juízo, dependendo do caso.

Mais dinheiro para asfalto
Nos trâmites que culminaram com o aumento da passagem de ônibus em Londrina para R$ 3,25, um dos mais altos do país, o vereador Tio Douglas (PTB) protocolou projetos de lei que afetam diretamente a qualidade dos serviços prestados aos passageiros. O primeiro, protocolado no dia 7 de abril, força as concessionárias do serviço público a reverterem R$ 0,10 para aquisição de massa asfáltica para recuperar as vias atendidas pelo transporte coletivo. O valor seria repassado diretamente à administração, que ficaria responsável pelo serviço. O texto aguarda parecer da Comissão de Justiça sobre a legalidade e constitucionalidade.

De álcool em gel a internet
No segundo projeto, que deu entrada no último dia 15, Douglas pede que os ônibus sejam equipados com painel informativo sobre ruas e bairros atendidos pelos veículos, além de internet sem fio e álcool em gel para as mãos. O texto prevê 90 dias para adequação das empresas e, no caso de desrespeito, multa de R$ 100 mil na segunda infração e de R$ 1 mil diários na terceira notificação. Também está sob responsabilidade da Comissão de Justiça.

Contrapartida
Segundo o autor, as medidas são uma maneira de as empresas de transporte coletivo devolverem algo ao município e que isso é apenas o início de sua empreitada. "Nunca vejo uma contrapartida (das empresas). Só dizem que precisam aumentar a passagem", diz o parlamentar. Caso haja vício de iniciativa – ou seja, as matérias sejam de competência exclusiva do Executivo -, Douglas diz que fará requerimento ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para que sejam encaminhados pela Prefeitura de Londrina.

Cunhada de Vaccari se entrega
A cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Marice Correa de Lima, se entregou ontem à tarde à Polícia Federal em Curitiba. Ela está com prisão temporária decretada pela Justiça Federal do Paraná, depois que teve seu nome citado nas primeiras fases da Operação Lava Jato. Marice teria recebido propina da empreiteira OAS em dezembro de 2013. A suspeita é que familiares de Vaccari tenham sido usados para esconder valores ilícitos recebidos pelo ex-tesoureiro.

Equipe da Folha com agê[email protected]
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