INFORME FOLHA
Rejeitado
A Câmara de Londrina rejeitou ontem proposta do vereador Gaúcho Tamarrado (PDT), subscrita por Tio Douglas (PTB) que isentava a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para estabelecimentos que vendem peças usadas de automóveis com metragem inferior a cinco mil metros quadrados. Pelo Código de Posturas do Município, a concessão de alvarás para estabelecimentos que trabalhem com peças novas ou usadas exige a apresentação de EIV. O texto recebeu onze votos favoráveis, mas o quórum exigido era 13. A proposta já tramitava desde abril do ano passado, mas sempre que entrava em pauta, era retiraada a pedido do autor.
Justificativas
Ao justificar a rejeição ao projeto de Tamarrado, a vereadora Elza Correia (PMDB) afirmou que o assunto já está sendo discutido pelo Executivo na elaboração do EIV Simplificado. Além disso, outros vereadores afirmaram que a ausência de pareceres de órgãos técnicos tiravam a segurança para votar a favor e que a metragem mínima é bastante extensa praticamente a mesma do Centro de Eventos de Londrina.
Nova coordenadoria
Passou sem problemas, em primeira discussão, a proposta do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) de criar a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec). O novo órgão terá a missão de coordenar os assuntos ligados à defesa civil em relação aos efeitos de fenômenos que possam afetar a comunidade, como tempestades e enchentes. Ficará sob a tutela do Secretário de Defesa Civil, Major Rubens Guimarães.
Honraria
A Câmara de Londrina entrega hoje o título de cidadão honorário ao radialista e professor aposentado Cleber Toffoli, que exerceu mandato de vereador entre 1983 e 1988, foi secretário municipal de Educação e Cultura entre 1989 e 1991 e diretor da antiga Comurb. Toffoli responde a pelo menos duas ações civis públicas, impetradas em 2011 e 2012, que correm na 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, pelo envolvimento no caso AMA/Comurb. A solenidade será hoje, às 20h, e a concessão foi proposta pelo vereador Roberto Fu (PDT)
Efeito Al Capone
É histórico o descuido dos infratores com aquilo que parece sem importância no conjunto da obra. Desde o lendário chefe da máfia de Chicago (EUA) no começo do século 20, Al Capone, ao ex-deputado londrinense André Vargas (sem partido), que viajou às custas de Alberto Youssef, é possível citar alguns exemplos de efeito. O ítalo-americano, mandante de gravíssimos crimes, incluindo o sinistro episódio que ficou conhecido como o Massacre do Dia dos Namorados, onde integrantes de uma gangue rival foram assassinados em emboscada, acabou condenado à prisão pela justiça por sonegação de impostos.
Da Elba ao show da Xuxa
No Brasil recentemente redemocratizado, o então presidente Fernando Collor de Melo, suspeito de abrir o governo aos interesses de corruptos, enfrentou os caras pintadas, mas não se sustentou depois que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso conseguiu cópia de um cheque assinado por PC Farias para a compra de uma Fiat Elba para o presidente. Em Londrina, o ex-prefeito Antonio Belinati (PP), pivô do escândalo AMA/Comurb, sofreu a cassação do mandato depois que a Câmara o acusou de promoção pessoal com verba pública para um show que teria a apresentadora Xuxa. Doze anos depois, o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), que responde processos por fraudes em licitações perdeu o cargo por manter dois vigilantes na empresa da família pagos com dinheiro público. E agora Vargas, que perdeu o foro após ser cassado por quebra de decoro, foi preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato.
MON
Obras de Vik Muniz, Daniel Senise e Cícero Dias, que faziam parte da decoração da casa do lobista Zwi Skornicki, agora estão expostas na sala 2 do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Mas o público não se animou muito para conhecer a exposição "Obras Sob a Guarda do MON", que mostra a segunda leva de obras apreendidas como parte das investigações da Lava Jato. Na terça, estreia da exposição, o museu recebeu mais jornalistas do que interessados em arte. A mostra reúne 35 telas que estavam com Skornicki, que vão se juntar a outras 13 obras da primeira leva de quadros apreendidos na Lava Jato e que pertenciam a também doleira Nelma Kodama.
Câmara desinfeta cadeiras usadas por índios
A Câmara dos Deputados organizou um mutirão para higienizar plenário Ulysses Guimarães onde dezenas índios foram homenageados. O local seria usado posteriormente pelos deputados. No total, a força tarefa levou 14 funcionários de limpeza ao plenário. Normalmente, de acordo com a zeladoria da Casa, o espaço fica sob a responsabilidade de quatro encarregados de faxina - dois pela manhã e dois à tarde. No procedimento atípico, eles passaram álcool nos assentos onde mais tarde se assentariam os parlamentares. As cadeiras foram usadas pelos indígenas em celebração ao Dia do Índio, que será comemorado no domingo. Após a sessão solene, um dos funcionários da limpeza brincava: "Depois dos índios, tem que limpar pros deputados, né?".





