"Porque aos 20 anos, levava choque. Naquela época, não era delação premiada. Era choque"



O drama do avião
Preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o ex-deputado federal André Vargas (sem partido), deve carregar entre os seus maiores arrependimentos o voo pago por Alberto Youssef, para o Nordeste, em férias, há cerca de um ano. Afinal, foi esse episódio em ano eleitoral que ensejou a abertura do processo que resultou na cassação do mandato do então petista, impedindo-o de conseguir a reeleição e, com ela, o foro privilegiado. Embora hoje existam indícios de que a ligação entre os dois vai além da gentileza do avião, se Vargas tivesse mantido o mandato as investigações contra ele estariam em gestação no Supremo Tribunal Federal (STF), longe da caneta do juiz Sérgio Moro.

Vargas pode ser ex-honorário
Após aprovar a concessão de título de cidadão honorário ao ex-deputado André Vargas, a Câmara de Apucarana (Norte) está sentindo que a ideia não foi boa. Autor da proposta, o vereador Magalhães Filho (PT) disse que vai revogar a honraria. "Naquele momento o deputado prestava um grande serviço ao município, com o envio de recursos, então, queríamos estreitar os laços com ele", justificou o ex-colega petista. "Mas hoje vemos que não teria condições morais de receber o título", complementou Magalhães. A revogação tem que ser votada em plenário. Em tempo: o prefeito de Apucarana, Beto Preto (PT), chegou ao cargo com grande apoio de Vargas.

Manutenção das cadeiras
A Câmara de Vereadores de Maringá (Noroeste) arquivou a proposta que aumentaria de 15 para 23 o número de cadeiras na Casa. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, para chegar ao plenário, a proposta de emenda à Lei Orgânica precisava ter, pelo menos, dez assinaturas, o que não aconteceu. Recentemente a FOLHA mostrou que o aumento custaria R$ 7,1 milhões, conforme estudo do Observatório Social. Enquanto isso, em Apucarana (Norte) os vereadores insistem no aumento para 19 vagas a partir da próxima legislatura. Uma nova reunião deve ser realizada na semana que vem.

LDO
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), recebeu na tarde de ontem, do secretário estadual de Planejamento e Coordenação Geral, Silvio Barros, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que regulará o Orçamento do Estado do próximo ano, que prevê uma receita total para fixação de despesa de R$ 41.722.017.420. Com relação aos recursos para o Ensino, Ciência e Tecnologia e para a Saúde, a base de cálculo é estabelecida de acordo com as determinações constitucionais e legais. A previsão de transferência constitucional para a educação é de R$ 8.094.840.822, resultando num valor líquido de receita de R$ 31.987.293.300. Para a Saúde, a previsão de repasses é de R$ 3.237.936.330. Já para a área de Ciência e Tecnologia, a previsão de transferência constitucional é de R$ 392.583.210. A despesa prevista com pessoal é de R$ 17.892.203.649.

Patrimônio natural
Os deputados Plauto Miró Guimarães (DEM) e Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) apresentaram na Assembleia Legislativa projeto de lei que altera o conteúdo da lei do Patrimônio Cultural do Paraná. O objetivo, segundo eles, é modernizar o texto que atualmente não explicita os critérios para o tombamento de Unidades de Conservação (UC). Após a aprovação em Plenário, a Lei 1211/53 vai garantir que uma Área de Preservação Ambiental (APA) possa também fazer parte do patrimônio natural do Estado, depois que o Plano de Manejo for finalizado.

Continua preso
A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgou ontem o mérito do habeas corpus movido pela defesa de Renato de Souza Duque, ex-diretor de serviços e engenharia da Petrobras, e manteve, por unanimidade, a prisão preventiva, confirmando decisão liminar proferida em 27 de março pela corte. A defesa pediu a suspensão da prisão sob alegação de que as contas no exterior supostamente utilizadas por Duque não apresentam sua assinatura e que os indícios de verbas depositadas no Principado de Mônaco são precários. O advogado argumentou ainda que Duque está aposentado da Petrobras desde 2012. Segundo o relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, a prisão cautelar está bem fundamentada, havendo prova da materialidade e indícios suficientes de autoria para sua decretação.

Enrascada
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como enrascada o momento enfrentado pela presidente Dilma Rousseff. Ele disse ainda, durante o 9º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que os opositores ainda vão se "ajoelhar aos pés de Dilma" para agradecer pela sua seriedade e combate à corrupção. Lula afirmou ainda que Dilma não se rende diante da adversidade. "Porque aos 20 anos, levava choque. Naquela época, não era delação premiada. Era choque", ironizou.

Equipe da Folha com agê[email protected]
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