Informe Folha
Caiu. De novo
O vereador de Londrina, Roberto Fú (PDT), sofreu novamente um acidente ao realizar trabalho voluntário de poda de árvores. Ele foi encaminhado ao Hospital Evangélico. Em sua página no Facebook, o vereador informou que irá passar por cirurgia na perna, mas está bem. Não há detalhes sobre o acidente, que ocorreu no Jardim Igapó (zona sul) na sexta-feira à tarde. Em agosto de 2009, Fú havia sofrido acidente semelhante ao consertar o telhado da casa de sua irmã, no Conjunto Roseira (zona sul).
Lava Jato
A senadora Gleisi Hoffmann (PT) divulgou nota oficial ontem, no final da noite, sobre o fato de estar sendo investigada como envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. Ela manifestou tristeza e tranquilidade. "Tristeza por ter meu nome envolvido em caso de corrupção. O maior patrimônio que eu tenho, construído ao longo destes anos é o meu nome e a minha trajetória pública em defesa do direito das pessoas e de uma sociedade com justiça social. E tranquilidade, porque eu não temo a investigação e terei condições de provar que nada tenho com este esquema que atacou a Petrobras. A investigação é oportunidade de esclarecimento dos fatos e espero que seja a forma de acabar com o julgamento antecipado". A parlamentar conclui a nota dizendo que "não conheço e jamais mantive contato com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef" e diz estar disposta a colaborar com todo o processo investigatório.
Posse
O advogado e professor londrinense Zulmar Fachin toma posse amanhã como membro da Academia Paranaense de Letras Jurídicas (APLJ), instituição criada em 1998, que reúne os autores das publicações mais relevantes sobre direito do estado. Fachin é o único londrinense a ocupar uma das 40 cadeiras. Ele foi eleito para a vaga deixada pelo advogado também londrinense Nely Lopes Casali, que atuou na fundação dos cursos de direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade do Norte do Paraná (Unopar). Casali faleceu em um acidente automobilístico em 2007, aos 85 anos.
Poucas mulheres na política
O Brasil tem uma das taxas mais baixas do mundo de presença de mulheres do Congresso Nacional. Dados divulgados pela União Inter-Parlamentar (UIP) indicam que de um total de 190 países, o Brasil ocupa apenas a 116ª posição no ranking de representação feminina no Legislativo. Na Câmara dos Deputados, 9,9% dos assentos são ocupados por mulheres - 51 de um total de 513. No Senado, elas estão em 12 das 81 cadeiras, o equivalente a 13%. O informe foi publicado pela UIP com a meta de chamar a atenção para a necessidade de que países promovam uma participação política maior das mulheres. Apesar de o Brasil ter sua primeira presidente mulher, a entidade alerta que a representação democrática está abaixo dos padrões internacionais.
Oriente Médio tem números melhores
Também estão em posição melhor que o Brasil diversos países de maioria muçulmana onde, segundo ONGs como Anistia Internacional, a situação da mulher nem sempre é de igualdade de condições com os homens e onde violações aos direitos humanos são frequentes. Superam o Brasil em termos de participação de mulheres em Parlamentos países como a Jordânia, Síria, Somália, Líbia, Marrocos, Indonésia, Iraque, Paquistão, Afeganistão, Tunísia, Emirados Árabes e mesmo a Arábia Saudita, com 19% de assentos no Congresso reservados para as mulheres. Em comparação ao restante da América do Sul, a posição das brasileiras no Congresso também é de inferioridade. Uruguai, Paraguai, Chile, Venezuela, Panamá, Peru e Colômbia são alguns dos países com maior representação de deputadas que no Brasil. "Apesar da existência de cotas no Congresso brasileiro desde 1997, a participação de mulheres na Câmara dos Deputados aumentou apenas de 7% para 9%", indicou a entidade em seu informe anual, publicado em Genebra.
Assembleia Legislativa teve 21 deputadas
A primeira mulher a assumir uma cadeira como deputada estadual no Paraná, há mais de 50 anos, foi Rosy de Macedo Pinheiro Lima, escritora e advogada. Eleita aos 33 anos pela União Democrática Nacional (UDN), ela atuou de 1947 até 1950, durante a Legislatura Constituinte. Desde a posse da deputada Rosy até hoje, outras 20 mulheres já ocuparam uma das 54 cadeiras do plenário no Legislativo paranaense, que completou, recentemente, 160 anos. As informações são da assessoria de imprensa da Casa.
Bancada pequena
Atualmente, a bancada feminina da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná é integrada pela deputada Cantora Mara Lima (PSDB), que foi reeleita; e mais três parlamentares de primeiro mandato: Claudia Pereira (PSC), Cristina Silvestri (PPS) e Maria Victória (PP). Na legislatura passada, assim como hoje, apenas quatro deputadas exerceram mandato na Assembleia: Cantora Mara Lima (PSDB), Rose Litro (PSDB), Luciana Rafagnin (PT) e Marla Tureck (PSD). Além delas e de Rosy, que foi a única mulher a atuar durante a Constituinte, já passaram pela Assembleia Amélia Hruschka, Arialba do Rocio Freire, Irondi Pugliesi, Vera Antonio Agiberti, Emilia Belinatti, Ligia Pupatto, Serafina Martins Carrilho, Marlene Salete C. Perreira, Arlete Caramês, Elza Correia, Cida Borghetti, Beti Pavin e Rosane Ferreira.
Vereador compraria voto com consultas
A Promotoria de Justiça de Ipiranga (Sudeste), apresentou denúncia contra um vereador do município por corrupção eleitoral. O Ministério Público (MP) não divulgou o nome do político nem o teor da denúncia. Conforme o MP, o acusado, que também é médico, "desde o período que deu início à disputa eleitoral até as vésperas da eleição como faz coincidentemente a cada renovação de legislatura , passou a franquear gratuitamente em seu consultório particular acesso quase que irrestrito a cidadãos ipiranguenses com a finalidade de cooptar em seu favor eleitores para o pleito realizado em 2012". Após as consultas particulares, afirma a denúncia, o parlamentar encaminhava os pacientes aos serviços públicos de saúde para realização de exames e obtenção de medicamentos, o que chegou a provocar sobrecarga nos sistema de saúde do município.





