INFORME FOLHA
Hotel Youssef é saqueado
O hotel que o doleiro Alberto Youssef construiu na Bahia foi invadido, saqueado e pichado ontem em Porto Seguro (BA) por um grupo de vândalos. Ninguém foi preso e não se sabe quantas pessoas estiveram na ação. Imagens da imprensa local mostram materiais de construção degradados e vasos sanitários no chão, num cenário de abandono. "Petrobras é do povo", "Quem rouba de ladrão tem cem anos de perdão" e "O Hotel é do povo" foram algumas frases deixadas no local, que está sem funcionar há cerca de dois anos.
Fruto de atividade criminosa
Batizado de "Príncipe da Enseada" e integrante da rede Web Hotéis, o estabelecimento está em poder da Justiça Federal desde janeiro deste ano, quando o Youssef abriu mão de imóveis e outros bens que possui no Brasil, após um acordo. Apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras, Youssef disse à Justiça que os estabelecimentos e bens que abriu mão são fruto de dinheiro oriundo de atividade criminosa.
Denúncia
Um empresário de Foz do Iguaçu está cobrando da Prefeitura de Londrina quase R$ 100 mil por serviços supostamente prestados além do contrato firmado em julho do ano passado para fazer o transporte de alunos que participaram dos Jogos da Juventude. Ele encaminhou denúncia à Câmara Municipal (CML), na qual pede o afastamento do presidente da Fundação de Esportes (FEL), Márcio Corrêa, e a cassação do mandato do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), por improbidade administrativa, "uma vez que elegeu pessoas incapazes de ocupar cargos públicos". Também afirma ter encaminhado cópia da denúncia ao Ministério Público (MP).
Serviço a mais
O denunciante afirma que sua empresa, a Missão Turismo (Aguirre Transportadora Turística Ltda.), percorreu 2,8 mil quilômetros a mais do que o contratado, o que somaria R$ 17 mil, e seus funcionários fizeram 1,5 mil horas extras, somando R$ 76,5 mil. O valor exigido é praticamente o valor original do contrato. Segundo ele, o fiscal de contrato fez "manobras" com objetivo de "burlar o contrato, obter vantagens sem os devidos pagamentos, prejudicando uma pequena empresa que cumpriu com suas obrigações".
Em averiguação
O presidente da FEL nada soube dizer sobre o contrato. Afirmou que sabe da cobrança do empresário, mas não pôde dizer se, de fato, a transportadora trabalhou além do que foi contratado. "Está sendo feita uma avaliação pela FEL e pela Secretaria de Gestão Pública", esquivou-se. "Se houve serviços a mais, serão pagos." Corrêa mencionou apenas que dos R$ 2,8 milhões licitados para os Jogos da Juventude, "apenas este contrato de R$ 100 mil teve dificuldades".
Pedido de informações
A denúncia do empresário gerou pedido de informações da vereadora Elza Correia (PMDB), aprovado ontem por unanimidade na CML.
Reunião
As comissões de Finanças e de Política Urbana e Meio Ambiente da CML se reúnem hoje, às 14 horas, para discutir o projeto de lei 200/2014, que regulamenta a outorga onerosa do direito de construir, instituto que permite avançar os parâmetros construtivos definidos na Lei de Zoneamento desde que o interessado pague taxa ao município. Além dos vereadores, vão participar representantes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), Conselho Municipal da Cidade (CMC), Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) e Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Conselho da Infância
Em crise financeira, o governo do Paraná decidiu adiar as reuniões de fevereiro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), que aconteceriam entre anteontem e hoje, em Curitiba. Integrantes do órgão receberam um comunicado via e-mail, informando que, "tendo em vista a não abertura do orçamento para 2015", a administração estaria sem condições de solicitar diárias e passagens aos representantes das entidades, que são provenientes de diferentes regiões do Estado. Não há previsão de novas datas para a realização dos encontros. Nem a informação do cancelamento, nem a pauta que seria discutida foram publicados no site do órgão.
Regimento
Apesar de ser paritário, isto é, constituído tanto por membros do Executivo como da sociedade civil organizada, operacionalmente o Cedca funciona no âmbito da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Seds). Cabe ao Conselho, entre outras funções, formular a política de promoção e defesa dos direitos infanto-juvenis, o que inclui a gestão dos recursos do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), angariados por meio de contribuições dedutíveis do Imposto de Renda. Conforme o regimento interno do Cedca, as reuniões ordinárias são mensais e só podem ser transferidas ou canceladas por motivo justificado, com concordância de 2/3 dos conselheiros.
Justificativas
Em nota, a Seds confirmou o problema de caixa e justificou que as despesas para a realização dos encontros são custeadas com recursos do Tesouro do Estado. "Informamos que a decisão de adiamento da reunião ocorreu no dia 23 de fevereiro, um dia antes da data de realização das reuniões das Câmaras Setoriais do Cedca, o que impossibilitou a consulta aos conselheiros", diz trecho do documento. "Salientamos que o adiamento da data da reunião não trará prejuízo para as deliberações do Conselho", completa a nota.





