INFORME FOLHA
Governador fala
Sem aparecer publicamente desde a eclosão da crise no funcionalismo, agravada com a greve dos professores, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), deve conceder uma entrevista coletiva hoje, no Palácio Iguaçu. Segundo a Agência Estadual de Notícias (AEN), órgão oficial de comunicação, ele irá se reunir com os secretários de Estado às 9 horas, no Gabinete de Gestão e Informação, e em seguida falará com a imprensa. Ontem, Beto se pronunciou somente por meio da AEN e em exclusivas concedidas a emissoras de televisão. "Praticamente tudo já foi atendido e muitas das reivindicações já estavam encaminhadas mesmo antes da greve", disse o governador. "Estamos trabalhamos para, o mais rápido possível, chegarmos a um entendimento", completou.
Aparando as arestas
O resultado da terceira rodada de negociações entre a gestão tucana e os professores da rede pública estadual repercutiu ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. A ocupação do pátio da Casa, no dia 12 de fevereiro, e os episódios que culminaram com a retirada de pauta, para reexame, do "pacotaço fiscal", contudo, devem deixar reflexos no Legislativo. Parlamentares como Ney Leprevost (PSD) e Paranhos (PSC), antes fieis à base aliada, por exemplo, já se apresentaram como independentes.
Função dura
"Obviamente, a gente tem que entender que esses 34 deputados (que votaram a favor do "tratoraço") são a solidez da base de apoio. Mas alguns, que também integram a base, por questão de consciência acabaram tendo posicionamento diferente. Com esses, é possível estabelecer um ótimo relacionamento", avaliou o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Segundo ele, porém, a bancada governista não tem apenas a incumbência de votar mensagens favoráveis, populares. "Muitas vezes você tem que votar medidas duras. Eu mesmo, nesse plenário, tenho sido vaiado. Também havia sido no governo (de Roberto) Requião (PMDB). Por quê? Porque faz parte. A função de líder do governo é dura mesmo".
Regimento interno
O deputado Pedro Lupion (DEM) foi designado pelo presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), para presidir a Comissão Temporária Especial que analisará a reforma no regimento interno da Casa. O requerimento para a criação do grupo, que contará com sete membros definidos proporcionalmente, de acordo com a representação partidária, foi apresentado anteontem. Lupion já havia conduzido trabalho semelhante em 2014. Com o encerramento da Legislatura, porém, a comissão teve de ser recriada. A expectativa é que, além da extinção do "tratoraço", alvo também de dois projetos de resolução, os parlamentares integrantes analisem questões como reeleição da Mesa Executiva e prazos para análise de mensagens pelas comissões permanentes.
Marcha lenta
A pauta da sessão de hoje da Câmara Municipal de Londrina (CML) está fraca: nenhum projeto será votado. Há apenas uma matéria, mas, trata-se apenas de abertura de prazo para emendas. É um projeto do Executivo que reduz a jornada de trabalho para os guardas municipais. Dois expedientes são pedidos de informações de vereadores ao Executivo; dois são pedidos de prorrogação de prazo para o Executivo dar resposta. A polêmica vai ficar por conta do requerimento de Jamil Janene (PP) e outros seis vereadores para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apuração das irregularidades encontradas em contrato entre a prefeitura e a empresa Missaka para o fornecimento de alimentação para unidades de saúde. Também foram convidados representantes de entidades filantrópicas da cidade para falarem sobre seus trabalhos.
Favorável
Em reunião extraordinária realizada ontem, a Comissão de Justiça (CJ) da CML concedeu parecer favorável aos quatro vetos do Executivo ao projeto de lei 228/2013, sancionado parcialmente pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD), e que se transformou na Lei de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento). Entre os artigos vetados, estão os que permitiam a construção de residências em zonas industriais um e dois (de menor impacto). Os vetos serão discutidos em plenário.
Impeachment e o Financial Times
Artigo publicado ontem no site do jornal britânico "Financial Times" listou dez motivos um impeachment da presidente Dilma Rousseff. O texto é assinado por Jonathan Wheatley, editor-adjunto de mercado emergentes que foi correspondente do jornal no Brasil entre 2005 e 2011. A maioria dos motivos mencionados no texto é de cunho econômico: perda de apoio no Congresso; escândalo da Petrobras; queda na confiança do consumidor; aumento da inflação aumento do desemprego; queda na confiança do investidor; deficit orçamentário; problemas econômicos no geral; falta dágua e possíveis apagões elétricos. O jornalista diz que até mesmo alguns petistas se voltaram contra a presidente: "Alguns membros (do partido) a veem (Dilma) como uma intrusa oportunista".





