CEI da Alimentação
A Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal de Londrina (CML) concedeu ontem parecer favorável ao requerimento do vereador Jamil Janene (PP) e outros seis parlamentares que pede a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar irregularidades no contrato para fornecimento de alimentação para a Maternidade Municipal, a unidade de pronto atendimento (UPA) e as três unidades do Caps (centro de apoio psicossocial). Por meio da assessoria, o procurador limitou-se a informar que o requerimento atende aos dois requisitos formais, que são sete assinaturas e fato determinado a ser investigado. O parecer será informado na sessão de hoje aos vereadores e votado, provavelmente, na quinta-feira.

IPTU progressivo
Em sua segunda reunião pública, a Comissão de Justiça (CJ) da CML concedeu parecer favorável a todos a sete dos nove projetos que estavam em pauta. Entre os mais importantes, estão o que regulamenta a outorga onerosa do direito de construir e o das novas alíquotas do IPTU Progressivo, ambos do Executivo. O primeiro permite construir acima dos parâmetros definido em lei, desde que o proprietário pague taxa ao município. O segundo trata das alíquotas de IPTU para imóveis com subutilizados ou não utilizados.
PCCS do Legislativo
O projeto de autoria da Mesa Executiva da CML, que prevê a criação de 24 novos cargos, incluindo 10 de técnico legislativo, teve a análise suspensa. É que os novos membros da Mesa ainda querem avaliar a proposta e, eventualmente, propor projeto substitutivo.

Veto
A CJ também adiou a análise do veto do Executivo ao projeto de lei 228/2013, que criou a nova Lei de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento). O prefeito Alexandre Kireeff (PDT) vetou quatro artigos, sendo dois que permitiam construção de residências em zonas industriais um e dois. Alegando que precisam de uma discussão mais profunda, os vereadores marcaram reunião extraordinária da CJ para amanhã.

Retorno quente
Um dos deputados estaduais que subiu à tribuna ontem, no retorno dos trabalhos na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Hussein Bakri (PSC) criticou o senador Roberto Requião, acusando-o de ofender parlamentares da base aliada quando do imbróglio que levou à ocupação da AL, há duas semanas. Amigo pessoal do governador Beto Richa (PSDB), o político citou o fato de o peemedebista ter assinado uma ação direta de inconstitucionalidade contestando o piso nacional do magistério. Também afirmou que o senador não assinou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

Alfinetadas
Hussein foi rebatido, contudo, pelo filho do ex-governador, Requião Filho (PMDB). "Se o senhor não sabe quem é Roberto Requião, eu vou dizer. Requião foi aquele que andou sem segurança entre os professores. Requião é o nome que eles gritavam enquanto o senhor estava dentro de um camburão." O discurso do agora vice-líder da oposição arrancou aplausos das galerias, que mais uma vez foram tomadas por docentes.

Greve dos professores
Embora tanto o governo do Estado como os professores afirmem que aconteceram alguns avanços nas negociações envolvendo a categoria e a administração do governador Beto Richa (PSDB), é certo que ainda há muitas arestas para serem aparadas antes do fim da greve da categoria, que já dura 14 dias. Na última sexta-feira, as mais de seis horas de reunião a portas fechadas entre a cúpula da APP-Sindicato e o secretário de Estado da Educação, Fernando Xavier, reservaram momentos de tensão.

‘Dá para mudar o governo?’
Incomodado com a "intransigência" da entidade em não aceitar as justificativas do Executivo para o atraso nos pagamentos dos docentes e outros problemas diagnosticados nas escolas, o chefe da pasta chegou a sugerir a troca no comando do sindicato. "Não dá para mudar a direção da APP?", questionou. Sem perder tempo, a secretária de finanças da APP, Marlei Fernandes, retrucou: "Dá para mudar o governo também?". Quem acompanhou o encontro disse que os ânimos só se acalmaram quando Marlei explicou que a escolha dos membros do sindicato também acontece por meio de eleições.

Exposição
Desde o último sábado, quem passa pelo acampamento dos professores montado em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, em Curitiba, pode conferir uma exposição fotográfica sobre a ocupação registrada na Assembleia Legislativa (AL). O evento é promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), em parceria com a APP-Sindicato e com 13 repórteres fotográficos de diversos veículos de comunicação. As imagens ficarão na ocupação até o fim da greve. Depois, serão expostas na sede do Sindijor-PR.

Autores
Os repórteres fotográficos que participam são Brunno Covello, Henry Milléo, Jonathan Campos, Lucas Pontes e Marcelo Andrade, da Gazeta do Povo, Franklin Freitas e Valquir Aureliano, do Bem Paraná, Joka Madruga, da APP-Sindicato e da Terra Livre Press, Leandro Taques, da Agência Estado, Lineu Filho, da Tribuna do Paraná, Paulo Lisboa, da Brazil Phpto Press, Rodrigo Félix Leal, do Metro, e Theo Marques, da Folha de Londrina.

Equipe da Folha com agê[email protected]
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