INFORME FOLHA
Mais adesão à greve
Servidores do Fórum de Londrina prometem paralisação depois de amanhã, a partir das 12 horas, em adesão ao movimento deflagrado por professores da rede estadual de ensino e outras categorias contra o chamado "pacotaço" de Beto Richa (PSDB). Além disso, os servidores também discutirão os benefícios pagos aos magistrados, considerados "exagerados" para a categoria, e pela falta de estrutura no prédio. A paralisação foi definida em assembleia na última sexta-feira, em Curitiba e há a expectativa de adesão de cidades vizinhas. Também haverá coleta de sangue no local, das 13h30 até 17 horas.
Terceirização
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná deve divulgar amanhã levantamento sobre os gastos órgãos públicos com terceirização de serviços. O valor pago a prestadores de serviços chegariam a R$ 400 milhões e os mais contratados são da área de contabilidade, tecnologia da informação (TI) e jurídico.
Executivo libertado
A Justiça Federal do Paraná mandou soltar sexta-feira à noite o executivo João Procópio Junqueira Almeida Prado, apontado como operador do doleiro Alberto Youssef, personagem central da Operação Lava Jato. A decisão é do juiz Sérgio Moro, que conduz todas as ações da Lava Jato. Moro estabeleceu condições para soltar o executivo. João Procópio não poderá deixar o País e terá de comparecer a todos os atos processuais da Lava Jato. O executivo é um dos réus da operação. Segundo a Procuradoria da República, ele mantém contas no exterior por onde transitou valores de Youssef. Além de entregar o passaporte à Justiça, o suposto operador de Alberto Youssef está proibido de mudar de endereço sem prévia autorização judicial e de manter contato com o doleiro.
Gordas aposentadorias
Enquanto o contribuinte brasileiro sofre com o arrocho imposto pela União e os estados devido à crise econômica, um seleto grupo de políticos desfruta de gorda aposentadoria. É o que revela a revista "Congresso em Foco". Segundo a reportagem, 242 deputados e senadores conseguiram a aposentadoria a partir de oito anos de contribuição. Vale lembrar que o trabalhador da iniciativa privada precisa contribuir 30 ou 35 anos para se aposentar. Mesmo extinto em 1999, o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) segue desfalcando os cofres públicos. De acordo com a revista, nos últimos 16 anos o IPC consumiu R$ 2 bilhões.
Benefício extensivo à família
A Congresso em Foco revela ainda que a cada quatro anos surgem novos pensionistas: o parlamentar que estava no mandato no momento da extinção do IPC pode continuar contribuindo para o Plano de Seguridade Social dos Congressistas. Quando deixa o Congresso, pode pedir a aposentadoria pelas regras do IPC. Só no ano passado, o gasto total ficou em R$ 116 milhões, com o benefício de 2.237 segurados, sendo 549 ex-parlamentares e 542 dependentes. Além disso, todo reajuste dos salários dos deputados e senadores é repassado para as aposentadorias. Neste ano, o aumento foi de 26,34%. A pensão de maior valor ficou em R$ 33,7 mil. Por fim, com a morte do ex-parlamentar, a viúva ou os filhos passam a receber pensão. No momento da extinção, eram 2.769 pensionistas. Atualmente, são 2.237.
Duplo provento
A revista aponta ainda situações em que as aposentadorias se acumulam. O ex-senador Antônio Carlos Konder Reis recebe R$ 33,7 mil pelo IPC e mais R$ 23,8 mil por ter sido governador biônico por Santa Catarina, durante a ditadura militar. Já o ex-senador Marco Maciel (DEM-PE) acumula a aposentadoria do IPC, no valor de R$ 30,8 mil, com a pensão especial de R$ 30,4 mil por ter sido governador de Pernambuco. O ex-presidente da República José Sarney terá à disposição duas aposentadorias, uma pelo IPC, no valor máximo do instituto, e outra como ex-governador do Maranhão, no valor de R$ 24 mil. A filha, Roseana Sarney, que deixou o governo em dezembro do ano passado, também receberá pensão como ex-governadora do Maranhão. Já usufrui da aposentadoria de R$ 23 mil como analista legislativo do Senado. O ex-senador Iram Saraiva (GO) deixou o mandato em agosto de 1994 e foi direto para o TCU, onde exerceu o cargo de ministro por nove anos. Tem hoje uma aposentadoria de R$ 22,1 mil pelo IPC e mais a pensão de R$ 43,9 mil do tribunal.
Viúvas
A fartura é tanta que uma viúva recebe pensão de dois estados e ainda do IPC. Maria Guilhermina Martins Pinheiro, que foi companheira do ex-governador Leonel Brizola nos últimos dez anos da sua vida, recebe pensão de R$ 30,4 mil do governo do Rio Grande do Sul e mais R$ 21,8 mil do estado do Rio de Janeiro. Em 2008, Guilhermina conseguiu do Ministério da Justiça a declaração de Brizola como anistiado político. Com isso, foram considerados no cálculo da aposentadoria do IPC os dois anos que ele passou no exílio a partir de 1964, quando ele era deputado federal pela Guanabara. Ela recebe hoje pensão de R$ 12,8 mil pelo instituto. No Paraná, a viúva do ex-senador e ex-governador José Richa (PSDB), Arlete Vilela Richa tem uma renda maior: R$ 13,3 mil pelo instituto e mais R$ 26,5 mil pelo governo do Estado.





