"Conversei com o prefeito Kireeff sobre meio ambiente, mas não acertamos nada"



Ressuscitado
Desde que saiu derrotado na disputa a uma vaga na Assembleia Legislativa (AL), em outubro passado, quando tentava a reeleição, Luiz Eduardo Cheida (PMDB) estava esquecido. Não se ouvia falar no nome dele. Esta semana, boatos – ou não – davam conta de que ele havia sido convidado pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para assumir a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), cargo que já ocupou durante parte do mandato de Nedson Micheleti (PT) e, em nível estadual, nos governo de Roberto Requião (PMDB) e Beto Richa (PSDB).

'Desconversa'
"Conversei com o prefeito Kireeff sobre meio ambiente, mas não acertamos nada", disse Cheida à FOLHA. Questionado, portanto, se houve um convite, ele negou: "Não houve um convite". E, se o convite fosse feito, ele aceitaria? "O futuro a Deus pertence", respondeu o ex-deputado.

Lecionando
Cheida disse que, desde novembro, começou uma recapacitação e atualização para voltar a exercer a medicina, já que estava afastado da profissão há vários anos, em função da atividade política. Ele é em gastroenterologista e intensivista e sempre atuou em hospitais privados. O peemedebista também já voltou a lecionar em um colégio particular da cidade. Sobre o futuro político, Cheida disse que não tem pensado em se candidatar. "Não tenho nenhum projeto neste momento."

'Nem sim nem não'
Kireeff, por sua vez, não confirmou nem desmentiu o "boato". "Estou conversando com várias pessoas sobre a pasta porque vou fazer mudanças, como já havia anunciado há alguns meses. Mas não falo em nomes, por enquanto", afirmou o prefeito.

Acumulando
Enquanto Kireeff procura por um nome para a Sema, o presidente da Companhia de Trânsito e Urbanização (CMTU), José Carlos Bruno, assumiu interinamente a pasta. Ele vai acumular as pastas até 9 de março, já que a titular, a servidora Maria Sílvia Cebulski, está de férias.


Entrega das chaves
A Associação Beneficente Galvão Bueno, que funcionava em terreno doado pela Prefeitura de Londrina em 2004, devolveu as chaves do imóvel ao município. A informação consta de resposta do Executivo a pedido de informações do vereador Roberto Fu (PDT). Segundo ofício encaminhado pelo Secretário de Gestão Pública à Câmara Municipal (CML), o imóvel está reservado para a Secretaria Municipal de Defesa Social. Caso esta pasta desista de ocupar o prédio, ele será destinado à Corregedoria-Geral do Município.

Histórico
A associação, cujo propósito era atender idosos no local – um terreno de 9,2 mil metros quadrados no Vale do Reno (zona sul), área nobre de Londrina – construiu um prédio de 700 metros quadrados, mas nunca chegou a concluir a obra, que previa também ambulatórios. No ano passado, durante o processo de reversão da área ao município, a entidade informou que desistiu de construir o ambulatório porque a localização do prédio era inviável para o acesso de pessoas carentes. Na época da doação, no governo de Nedson Micheleti (PT), diversas entidades alertaram para este fato.

Legislação
Em geral, as leis de doação de áreas determinam que o não cumprimento da finalidade gera a reversão automática ao município. Eventuais benfeitorias – com neste caso, em que houve a construção da sede – também são revertidas ao doador.

Esfriando
A nova Mesa Executiva da CML, que tomou posse este ano, resolveu pôr fim ao clima quente nas sessões legislativas: publicou esta semana edital de licitação para a compra e instalação de 20 aparelhos de ar-condicionado, com teto máximo de R$ 66 mil, destinada exclusivamente a empresa micro empresas e de pequeno porte. Na modalidade de pregão presencial, a licitação tem a abertura dos envelopes prevista para 4 de março.

Especificações
No edital, consta que serão comprados dois aparelhos de 30 mil BTUs (capacidade de refrigeração), ao preço máximo de R$ 6,1 mil cada um. Também está prevista a compra de dois de 24 mil BTUs (R$ 4 mil); dois de 18 mil (R$ 3,2 mil); nove de 12 mil BTUs (R$ 2,5 mil); e cinco de 9 mil BTUs (R$ 2,2 mil), além de 10 realocações (instalação de equipamentos já em funcionamento em outro local), ao custo de R$ 4,9 mil. Todos os aparelhos incluem condensador e evaporador tipo hiwall, com sistema inverter.

Equipe da Folha com agê[email protected]
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