Comissão externa
A Câmara de Londrina deve definir hoje quem são os três vereadores que comporão a Comissão Temporária Externa criada para acompanhar a tramitação dos dois projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. De autoria do governador Beto Richa (PSDB), o chamado "pacotaço" foi retirado de pauta na semana passada depois de intensos protestos de servidores estaduais contrários às propostas, mas deve voltar "destrinchado" em outros textos mais específicos.

SEI
O Jornal Oficial do Município de Londrina trouxe ontem a nomeação dos sete membros do grupo de trabalho que vai implantar na administração municipal o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que tem a promessa de reduzir a utilização de papéis e proporcionar mais velocidade e eficiência nos trâmites dos processos da prefeitura. O sistema foi cedido pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região.

Remuneração
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) marcou para a próxima quinta-feira, às 9h, assembleia geral extraordinária para debater a remuneração da diretoria executiva da empresa. O convite aos acionistas foi publicado ontem no Diário Oficial do Município.

Comissões na Câmara
A definição da presidência das 22 comissões permanentes da Câmara Federal ficou para a próxima quinta-feira. Só então os líderes partidários se reunirão para definir a composição dos grupos técnicos. A ordem da escolha é baseada na proporcionalidade dos blocos formados no dia da posse pelas bancadas dos 28 partidos com representação na Câmara. O maior bloco, liderado pelo PMDB, é composto por 11 legendas. O segundo bloco, liderado pelo PT, tem cinco partidos e o terceiro, do PSDB, tem quatro legendas – o PDT também faz parte, mas será considerado como partido isolado porque aderiu após o dia da posse. Não fazem parte de bloco algum o Psol, PTC, PT do B e PSL.

Encontro com papa Francisco
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, encontrou-se ontem com o papa Francisco, em audiência no Vaticano. Durante 20 minutos de encontro privado, os dois discutiram a conjuntura política mundial, problemas da América Latina e trocaram impressões sobre o papel do Poder Judiciário na promoção da justiça e paz social e na garantia de direitos fundamentais. Na audiência, o papa mostrou preocupação em garantir a melhoria das condições de vida nos países da América Latina, sobretudo para grupos sociais desassistidos. De acordo com a assessoria do STF, o papa também falou sobre formas de conciliar desenvolvimento social com proteção ao meio ambiente e sobre o papel do Judiciário nessas questões.

Audiência com a rainha
Lewandowski está na Itália desde a última quinta-feira para uma série de compromissos oficiais.
O presidente do STF se reuniu também com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin. Amanhã, Lewandowski estará em Londres para compromissos relacionados ao evento Global Law Summit, que reúne autoridades e advogados em celebração aos 800 anos da Magna Carta de 1215. O texto é considerado um marco no Direito Constitucional. Na segunda-feira, o presidente do STF será recebido no Palácio de Buckingham, com previsão de audiência com a Rainha Elizabeth.

CNBB e a corrupção
O combate à corrupção deve ser um dos objetivos da Igreja Católica em 2015, afirmou ontem o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, ao abrir a Campanha da Fraternidade, cujo tema neste ano é Fraternidade: Igreja e Sociedade. Promovida desde 1964 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante o tempo da quaresma, que se inicia na Quarta-Feira de Cinzas, a campanha convida os católicos a refletir sobre um problema do País e a adotar ações concretas para resolvê-lo.

Reforma política
"A corrupção é um grande mal político e social que contraria a fraternidade", disse dom Odilo, acrescentando que, além de ser uma decisão pessoal do corrupto, a corrupção é um mecanismo que facilita a roubalheira e o desvio de recursos destinados a objetivos comunitários. O combate a esse mal deve ser incluído na reforma política, segundo o cardeal. O processo de redemocratização, iniciado na década de 1980, observa o texto-base da Campanha da Fraternidade, "sofre sistematicamente com a corrupção".

Bandeiras da Igreja
Integrante da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, a Igreja Católica apoia a proibição de financiamento de candidatos por empresas (pessoas jurídicas) e a implantação do financiamento democrático, público e de pessoas físicas; a adoção do sistema eleitoral chamado "voto transparente" , proporcional, em dois turnos; a promoção da alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos dos partidos (as mulheres somam 51% do eleitorado, mas é de apenas 9% a representação feminina na política) e, finalmente, o fortalecimento da democracia participativa, com plebiscito, referendo e projeto de lei de iniciativa popular.

Equipe da Folha com agê[email protected]
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