INFORME FOLHA
CEI da Alimentação
O vereador Jamil Janene (PP), autor do requerimento para abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar irregularidades no contrato firmado em 2011 entre o município e a empresa Missaka, que fornece alimentação para a Maternidade Municipal e para os centros de apoio psicossocial (Caps), disse em nota em nota encaminhada à FOLHA que não defendeu, em discurso feito na Câmara na última quinta-feira, os dois ex-prefeitos cassados de Londrina Antonio Belinati (PP) e Barbosa Neto (PDT).
Apenas comparação
"Em momento algum fiz a defesa indireta dos ex-prefeitos Barbosa Neto (PDT) e Antonio Belinati (PP), quando usei da palavra na sessão da última quinta-feira para defender a abertura da CEI da Alimentação. Apenas rebati o argumento (da vereadora Elza Correia PMDB) de que a Câmara estaria banalizando um instrumento como a CEI. Outros prefeitos, em situações semelhantes, também foram investigados pela Câmara de Vereadores. Foi apenas uma comparação. É papel da Câmara fiscalizar", disse ele.
Dois guardinhas
Em plenário, o vereador pepista fez o seguinte discurso sobre Barbosa, cassado em julho de 2012 por ter contratado para trabalhar em sua rádio dois guardas que eram pagos, de fato, pela prefeitura, por meio do contrato com a Centronic, empresa que prestava serviços de vigilância ao município: "Eu admiro uma Casa como a Câmara de Londrina, que abriu uma CEI para investigar um prefeito que acabou perdendo o mandato por dois guardas. Dois guardas que, inclusive na Justiça do Trabalho, ele foi absolvido, que não tinha vínculo nenhum; que inclusive esse prefeito que foi cassado já ganhou na Justiça que foi cassado irregularmente por esta Casa (sic)".
Não é um show de R$ 400 mil
Sobre Belinati, cassado em junho de 2000, por excesso de gastos na inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI), Janene declarou: "É engraçado que esta Casa abriu uma Comissão Especial do show ali do PAI, quando foi cassado o senhor Antonio Belinati e aqui (contrato com a Missaka) não é um show de R$ 400 mil; aqui não é um guardinha de R$ 2 mil por mês, R$ 1,5 mil. Aqui é R$ 12 milhões (sic)".
Mais uma vez
A prefeitura de Londrina renovou, de novo, a permissão para a Sanepar continuar explorando os serviços de água e esgoto na cidade. O decreto de renovação foi publicado na edição de quinta-feira do Jornal Oficial do Município. O contrato original, firmado em 1973, expirou em dezembro de 2003 e, desde então, a prefeitura, por decreto, renova a permissão. A alegação dos prefeitos têm sido a impossibilidade de decidir o futuro do serviço sem um estudo abrangente sobre o contrato com a Sanepar. Existe possibilidade de entregar a concessão à Sanepar, licitar o serviço ou municipalizar, mas, o tal estudo jamais fica pronto.
Felipe Francischini
O deputado estadual Felipe Francischini (SD) negou ontem, em vídeo publicado no Facebook, ter chamado os manifestantes que ocuparam a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná de "burros" e "imbecis". O parlamentar, filho do secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Francischini (SD), aparece em imagens divulgadas nas redes sociais xingando os servidores momentos antes de professores e sindicalistas tomarem o plenário da AL, na última terça-feira.
Videozinho safado
"Pessoal, tem um videozinho muito safado rolando aí, recortado e com legenda mentirosa, dizendo que eu falei mal dos professores do Paraná. Na verdade eu falei mal é desses petistas que roubaram o nosso País. E com esse vídeo e essas mentiras não vão me fazer parar. Vou investigar cada vez mais, porque o nosso País não pode perder para a corrupção e esse bando de vagabundo que se instalou no governo federal. Vou continuar firme e quem me conhece sabe o que eu estou falando", disse.
Resposta
Em nota, ele também respondeu à notícia de que o presidente do PT do Paraná, Ênio Verri, entraria com medidas judiciais contra o seu mandato. "Espero que o deputado federal Ênio Verri tenha coragem de processar também os petistas envolvidos no Mensalão e os que assaltaram os cofres da Petrobras". Anteontem, após o encerramento da sessão que votaria o "pacotaço" fiscal do governador Beto Richa (PSDB), a FOLHA procurou Felipe. No entanto, ele falou que não comentaria o assunto, nem explicaria o motivo de ter apoiado as medidas do governo estadual.
OAB e a ocupação
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná também se pronunciou, por meio de nota, sobre a ocupação do pátio da Assembleia Legislativa (AL), em ação que acabou evitando a votação do "pacotaço" fiscal. "A retirada do projeto de lei 60/2015, por parte do governo do Estado, após as manifestações populares e de entidades da sociedade civil, mostra que, ao final, prevaleceu o bom senso que deveria ter pautado as ações do Poder Executivo", diz o documento.
Contra o açodamento
O órgão lembrou que desde o início havia se posicionado contra "o açodamento com que o projeto de lei foi enviado à Assembleia Legislativa". Também disse que está "aprofundando os estudos a respeito da constitucionalidade dos diversos assuntos contidos na mensagem governamental, mantendo a possibilidade de contestá-la nas esferas judiciais, desde que volte a ser apresentada com os vícios constantes do projeto original, inclusive o necessário debate prévio com a população paranaense".





