Quem foi?
Causou estranheza a declaração do governador Beto Richa (PSDB) em entrevista à RPC na noite de ontem na qual declara que não retirou da pauta os projetos do chamado "pacotaço", mas que apenas foi informado da decisão que teria sido tomada pela presidência do Legislativo. Na tarde de ontem, a própria Agência Estadual de Notícias (AEN) divulgou nota oficial informando a decisão do governo do Estado de suspender a tramitação dos textos "para reexame das matérias e, em função dos lamentáveis acontecimentos que culminaram com a invasão dos prédios do Poder Legislativo, para preservar a segurança e a integridade física de deputados e servidores públicos".

Louros rejeitados
Já o deputado estadual Cobra Repórter (PSC), após a repercussão negativa de seu voto favorável ao pedido de urgência e formação de Comissão Geral, tentou ontem assumir para seu partido os louros da retirada dos projetos de lei da pauta. No seu perfil no site de relacionamentos Facebook, publicou que a abertura com o governador "foi fundamental para que fosse ele convencido a retirar todo o pacote de medidas que estava para ser votado nesta quinta". Não deu resultado: nos comentários, vários eleitores argumentaram que a medida só foi tomada devido à mobilização dos servidores públicos e que ele havia perdido seus votos – alguns chegaram a ofendê-lo. Após mais de 80 comentários e 17 compartilhamentos, o texto foi apagado.

Felipe Francischini e os professores
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o deputado estadual Felipe Francischini (SD), que assumiu neste ano seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, ofendendo os professores que protestavam contra a votação do "pacotaço" fiscal, enviado à Casa pelo governador Beto Richa (PSDB). As imagens foram gravadas na terça-feira, pouco antes a ocupação do plenário pelos manifestantes.

‘Comprados’
No vídeo, Felipe conversa com pelo menos duas pessoas em uma das áreas de acesso ao plenário. Usando palavras de baixo calão, ele relaciona os docentes a integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), dizendo que todos são "comprados". Em seguida, cita a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que custou mais de US$ 1 bilhão aos cofres da Petrobras. O deputado votou a favor da abertura de comissão geral, o "tratoraço", para analisar os projetos do governo estadual. A FOLHA questionou o deputado sobre o ocorrido, pouco tempo após o encerramento da sessão de ontem. No entanto, ele se recusou a falar sobre o assunto ou mesmo a comentar o processo de votação.

De olho no CNJ
Maria Tereza Uille Gomes não é mais secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná. Ela pediu exoneração para concorrer a uma vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a qual foi indicada pelo Ministério Público do Paraná. A exoneração é temporária, segundo a assessoria de comunicação do governo, e foi publicada no Diário Oficial do Estado de ontem. Em seu lugar assume interinamente o diretor geral da pasta, Leonildo de Souza Grota.

Urgência em projetos
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), encaminhou à Câmara Municipal (CML) pedidos de votação em regime de urgência para três projetos de lei (PL): o 200/2014, que regulamenta a outorga onerosa do direito de construir; o 7/2015, que prevê pagamento parcelado para desapropriar área da Companhia de Habitação (Cohab) destinada a zona industrial; e o 9/2015, que altera a Lei do Sistema Viário, sancionada este ano por Kireeff. Ele também havia solicitado urgência ao PL 8/2015, para alterar artigos da Lei de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento urbano), também sancionado este ano, porém, antes disso, os vereadores devem votar os vetos de Kireeff a quatro artigos.

Pressa
O líder do prefeito na CML, vereador Júnior dos Santos Rosa (PSC), disse que a pressa quantos aos PLs 200 e 9 se dá em razão da necessidade de fazer vigorar as novas leis integrantes do Plano Diretor (PD), esperadas há mais de seis anos pela cidade. "A outorga onerosa deve estar aprovada quando a Lei de Zoneamento e o Sistema Viário entrarem em vigor", afirmou. Em linhas gerais, a outorga onerosa é uma concessão do município para que o proprietário de um imóvel construa além do que é permitido para aquela área. Essa permissão é obtida mediante o pagamento de um valor à administração.

Parque industrial
Quanto ao parcelamento do pagamento de área da Cohab, o líder declarou que o Executivo tem pressa em implantar o parque industrial na região noroeste da cidade. A área, localizada às margens da Avenida Saul Elkind, sentido Londrina/Cambé, tem 15 alqueires e está avaliada em aproximadamente R$ 24,7 milhões. O pagamento seria feito em até oito anos, a partir de 2016.

Equipe da Folha com agê[email protected]
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