Cortadeira
Apesar do mato alto em diversas áreas públicas pela cidade, um fato inusitado marcou o serviço de roçagem de Londrina nesta semana. Na tarde de quinta-feira, um grupo de pelo menos sete trabalhadores da empresa terceirizada, equipados com cortadores costais, ocupou o jardim da Rádio Paiquerê AM, na Avenida Higienópolis, perto do Lago Igapó 2, e tosou o que viu pela frente. Embora seja área particular e bem cuidada, o encarregado da equipe alegou ter recebido uma ordem para limpar o "canteiro da Paiquerê". Depois que metade do jardim já estava roçada, um funcionário da CMTU explicou que foi um mal entendido e que o trabalho era para ser feito nos canteiros públicos próximos à emissora.

Verão sem paletó na Justiça
Liminar concedida pela conselheira Luiza Frischeisen, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dispensa até o fim deste verão o uso de paletó e gravata em audiências, sessões e em todas as dependências do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). A decisão, válida até 20 de março, atende a pedido da seccional regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), que pedia adaptação às condições climáticas durante o verão.

A Justificativav"Não usar paletó e gravata nas dependências dos tribunais, ainda que esse seja o traje tradicional para os homens, não fere o decoro, sendo certo que a liturgia dos atos das audiências e sessões está garantida pelo rito e não pelos trajes daqueles que participam da mesma, quando o terno e gravata são substituídos por outro traje social, ainda mais com as altas temperaturas registradas neste verão e, em especial, nas cidades do Estado do Rio de Janeiro", afirmou a conselheira do CNJ.

Contas de Paranapoema
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná julgou irregulares as contas de 2010 da Câmara de Paranapoema (Norte), sob responsabilidade de Dirceu Batista de Carvalho e Valdeci Carvalho Leandro, presidentes do Legislativo naquele ano. O motivo foi o recebimento de remuneração pelos vereadores acima do valor devido. Em função da decisão, os dois ex-presidentes deverão restituir os valores excedentes, de R$ 4.499,87, com direito de cobrança contra os demais vereadores. Valdeci Carvalho Leandro ainda terá que pagar multa de 10% do valor pago a mais. Segundo o TC, o pagamento de remuneração acima do valor caracterizou-se em razão de ter havido reajuste apenas para os vereadores e não para os demais servidores da Câmara. Cabe recurso da decisão.

PSOL na disputa pela presidência da Câmara
Com uma bancada de apenas cinco parlamentares, o PSOL decidiu lançar a candidatura de Chico Alencar (RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados. O objetivo é marcar posição contra as candidaturas do peemedebista Eduardo Cunha (RJ), do petista Arlindo Chinaglia (SP) e de Júlio Delgado (PSB-MG). O partido discutia internamente a possibilidade de apoiar Delgado, visto como uma candidatura de independência em relação ao Palácio do Planalto, já que Cunha e Chinaglia são postulantes da base governista. Alencar já disputou o comando da Casa em 2011 e 2013. "Esta decisão da bancada buscará expressar não os interesses da corporação, mas do corpo social na sua diversidade, nas suas carências, na afirmação de seu protagonismo", diz a nota divulgada pelo deputado em sua página do Facebook.

Ex-prefeito de Campo Grande acusado de improbidade
O ex-prefeito de Campo Grande (MS) Nelson Trad Filho (PMDB-MS), 7 pessoas e a empresa Anfer Construções tornaram-se em réus em ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal. Eles são acusados de participar de esquema de fraude, superfaturamento, pagamento indevido e autorização ilegal de uso do Aterro Sanitário Dom Barbosa II, na capital sul-mato-grossense. Segundo a decisão judicial, um relatório da Controladoria-Geral da União apontou fortes indícios de que, durante o processo de licitação destinado à contratação de empresa para implantação do aterro sanitário, "houve direcionamento/favorecimento da vencedora Anfer Construções e Comércio Ltda.".

Superfaturamento
A CGU apurou também que houve superfaturamento de R$ 114.474,23 nos itens pagos à empresa. A obra, iniciada em 2006, teve o custo total estimado em R$ 4.926.771,24. Paralisada durante três anos e meio, ela foi inaugurada mesmo estando inacabada. Se forem condenados, todos estarão sujeitos as sanções estabelecidas na Lei da Improbidade Administrativa, que prevê ressarcimento integral do dano aos cofres públicos, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente.

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