INFORME FOLHA
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domingo, 18 de janeiro de 2015
Equipe da Folha com agências <br>[email protected] 
Eleição em Cambira
É hoje que os eleitores de Cambira (Norte) vão às urnas para escolher o prefeito que vai gerir a cidade pelos próximos dois anos. Os vereadores Maurílio dos Santos (PRB) e Emerson Toledo (PSDB) tentam a preferência da maioria dos 6.256 eleitores aptos ao voto no município. O vencedor deve ser conhecido por volta das 18h e será empossado no dia 6 de fevereiro. A disputa foi acirrada entre os dois candidatos de Cambira, que trouxeram figurões para subir em seus palanques. Do mesmo partido de Toledo, o governador Beto Richa (PSDB) aproveitou a passagem pela região, na última quarta-feira, quando assinou a criação da Região Metropolitana de Apucarana (e outras três no Estado), e foi pedir votos à noite para o correligionário. Já Maurílio buscou outros nomes de destaque, como o da senadora Gleisi Hoffmann (PT) e do senador Roberto Requião (PMDB), além de deputados como Enio Verri (PT) e Requião Filho (PMDB). Na cidade, os boatos é que a disputa é milimétrica.
Norte e Sul
Não é apenas Cambira que terá eleição suplementar hoje. Santa Maria do Pará (PA) também tem novo pleito neste domingo, o terceiro para a atual gestão. Reeleito em 2012, Lucivandro Silva Melo (PR) e Paulinho Alencar (DEM) tiveram seus registros cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará por compra de votos. Outra eleição foi realizada em fevereiro do ano passado, vencida pela mulher de Lucivandro, Diana Melo (PR). Porém, dois meses depois, o TRE cassou o diploma dela por entender que ela não poderia ter disputado porque seu marido não havia se desincompatibilizado do Executivo em tempo hábil de seis meses. Já em Cambira, a ex-prefeita Maria Neusa Rodrigues Bellini (PSDB) teve o registro de candidatura cassado sob acusação de abuso de poder econômico ao distribuir combustíveis.
Mudanças na Sema
A Prefeitura de Londrina constatou que a área ambiental do jeito que está, não dá mais. Foi publicado no Jornal Oficial do Município o decreto que institui uma comissão especial de servidores para estudar a reestruturação das atividades da Diretoria Operacional da Secretaria do Ambiente (Sema). Para justificar a medida, a prefeitura argumenta que "atualmente há cerca de 3.400 processos para erradicação (de árvores) já deferidos através de vistorias e laudos técnicos", além da necessidade de buscar "alternativas economicamente viáveis para proporcionar maior agilidade aos atendimentos, reduzir os custos administrativos e indenizatórios e proporcionar maior segurança à população". No ano passado, quanto tentou iniciar uma reforma administrativa, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) foi acusado por ambientalistas de tentar acabar com a Sema. Em recente entrevista à FOLHA, ele evitou o conflito com a classe, mas afirmou que foi mal interpretado.
Menos burocracia
Repercutiu positivamente na Associação dos Municípios do Paraná (AMP) a mudança na presidência do Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Ao assumir o cargo, o novo presidente Ivan Bonilha falou em reduzir a burocracia na hora de avaliar as contas municipais e evitar punições aos prefeitos por erros considerados formais nos procedimentos. O presidente da AMP e prefeito de Nova Olímpia (Noroeste), Luiz Sorvos (PDT), comemorou. "É muito bom ter a atenção do TC para esta questão. Não estamos pedindo menos rigor na fiscalização, mas as dificuldades das prefeituras devem ser consideradas nos julgamentos."
Só no discurso
Após adotar um discurso alarmista em relação à saúde financeira do Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori (PMDB) autorizou o aumento do próprio salário, além dos vencimentos do vice-governador, José Paulo Cairoli (PSD), secretários, deputados estaduais, magistrados e integrantes do Ministério Público na última semana. Os salários passam de R$ 17,3 mil para R$ 25,3 mil mensais no caso do governador, de R$ 20,0 mil para 25,3 mil para os parlamentares e de R$ 11,5 mil para R$ 18,9 mil para o vice-governador e secretários de Estado. Já desembargadores do Tribunal de Justiça, procuradores, defensores públicos e conselheiros do Tribunal de Contas passarão a receber mensalmente R$ 30,4 mil.
Convênio sob suspeita
O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou irregular o convênio do Ministério do Trabalho para formação profissional de jovens, o Projovem, em Curitiba. O fato pode levar à exigência de devolução de até R$ 10 milhões. Uma das ONGs envolvidas, a Associação Reimer, apresentou em sua prestação de contas notas de aluguel de um apartamento na praia de Boa Viagem, no Recife, tíquetes de pedágio em Santa Catarina, anúncios de rádio no Rio Grande do Sul e notas de prestação de serviços com descrição vaga, no valor de até R$ 800 mil. Para o TCU, os valores serviram de "capital de giro" para a entidade.
Ameaça de multa
O convênio do Projovem foi firmado com a Prefeitura de Curitiba em 2007, durante o governo de Luciano Ducci (PSB). A administração municipal foi intimada pelo TCU a apresentar mais documentos que comprovem a execução das despesas, sob risco de ter de devolver R$ 10 milhões. Em nota, o secretário do Trabalho de Curitiba à época, Paulo Bracarense, disse que houve "fiscalização rigorosa" sobre o convênio e que muitas notas foram glosadas e serviços foram refeitos.


