INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de janeiro de 2015
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Devassa em Rolândia
A permanência do presidente da Câmara de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), José de Paula Martins (PSD), no posto de prefeito interino pode ter sido curta, mas problemática para Johnny Lehmann (PTB). Martins trocou todo o secretariado por gente de sua confiança e pediu uma espécie de auditoria sobre a situação de cada pasta. Ele aguardava a entrega dos relatórios para a tarde de ontem, mas não foi encontrado para comentar o conteúdo. Por mais que problema algum chegue a ser encontrado, a devassa vai municiar o vereador contra o Chefe do Executivo neste segundo biênio dos mandatos. Afastado por decisão monocrática no Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro passado, Lehmann conseguiu na mesma Corte o direito de voltar ao cargo e permanecer até a análise do mérito. Entretanto, Martins ainda não foi notificado do despacho assinado pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli.
Inimigo parlamentar
Martins já se tornou inimigo político de Lehmann ao presidir, no ano passado, uma Comissão Processante (CP) criada após uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) apontar possíveis irregularidades de contratação de mão de obra para a saúde terceirizada por intermédio do Hospital São Rafael. Depois que o relator Sandro Alex (Pros) inocentou Lehmann das acusações, Martins elaborou relatório em separado condenando o chefe do Executivo. Porém, a votação em plenário, em janeiro passado, manteve o prefeito em sua cadeira.
Curso de tiro para a GM
O secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Fernando Francischini, autorizou a realização do curso de tiro para a Guarda Municipal de Londrina. A informação foi postada na rede social do próprio secretário com uma foto do termo de convênio celebrado entre a secretaria e a prefeitura. O secretário Municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, preferiu aguardar a documentação oficial para se pronunciar sobre o assunto.
Critérios contábeis contestados
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) enviou um ofício em resposta ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), confirmando que o governo do Paraná não utilizou os critérios adequados para calcular as despesas com a folha de pagamento do Estado. Conforme a STN, a gestão de Beto Richa (PSDB) ultrapassou o limite de gastos em sete pontos percentuais no último quadrimestre de 2013, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A íntegra do documento, com data de dezembro de 2014, foi publicada no site do peemedebista.
Sem feito prático
Segundo Requião, a manobra representa uma "fraude contábil" e teria sido usada para o Executivo conseguir a aprovação de uma série de empréstimos internacionais. O entendimento, contudo, não deve resultar em implicações práticas. Isso porque, também no ano passado, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) conseguiu obter uma liminar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), abrindo caminho para a liberação das operações de crédito solicitadas. A STN pede, apenas, que a posição informada ao senador seja também comunicada ao governo, ao Senado, ao Ministério Público (MP) e ao Tribunal de Contas (STN).
'Questão antiga'
Procurada pela FOLHA, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que, como se trata de uma resposta enviada ao senador, e não de uma solicitação direta ao Executivo estadual, não teria por que se manifestar. Também lembrou que o STF já havia se posicionado a respeito e que a própria STN, à época, deu parecer favorável ao Paraná.
'Adesistas' em apoio a Pessuti
O grupo dos chamados "adesistas" do PMDB paranaense, que em 2014 defendeu a coligação com o PSDB do governador Beto Richa (PSDB), em detrimento da candidatura própria de Roberto Requião, deve realizar sua primeira reunião do ano no próximo dia 20. Na ocasião, os participantes planejam lançar a tendência "PMDB Social e Popular", formada por peemedebistas como Doático Santos, Orlando Pessuti e Osmar Serraglio, que acabaram destituídos da executiva estadual da legenda. Em seu blog, apelidado de "Frente Ampla", Doático afirma que o encontro será também um "ato de desagravo e solidariedade ao Pessutão".
Suspensão
No último dia 2 de outubro, a Comissão de Ética e Disciplina suspendeu Pessuti de suas atividades na sigla por 60 dias, alegando infidelidade partidária. Isso porque, dias antes do primeiro turno das eleições, o ex-governador gravou um depoimento no horário eleitoral de Beto, no qual afirmava que "eleição com Requião sempre tem armação". O prazo venceu em dezembro, no entanto, a questão deve ser retomada neste ano.
Imbróglio
Foi também durante a campanha passada que Pessuti, Serraglio, Doático e outras duas lideranças do PMDB paranaense perderam o comando da executiva para o grupo de Requião, por terem "trabalhado contra" a candidatura própria. Um recurso questionando a expulsão tramita na 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ).


