INFORME FOLHA
Plano Diretor em pauta
Os projetos de lei 228 e 229, de 2013, serão, finalmente, votados na próxima segunda-feira, em sessão extraordinária, conforme deliberação da Mesa Executiva da Câmara Municipal de Londrina (CML). As duas matérias tratam da Lei de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento) e Plano Viário, as últimas integrantes do Plano Diretor. Até lá, os vereadores prometem fazer uma força-tarefa neste final de semana para analisar as 240 propostas de alteração feitas após audiência pública realizada em novembro. Até ontem, 60 propostas já haviam sido analisadas em reuniões entre os vereadores. Os projetos serão votados em primeira discussão.
Discussão...
Enquanto discursava ontem sobre a emenda de R$ 2,5 milhões para a Fundação de Esportes, o vereador Jamil Janene (PP) reclamou da ausência dos colegas em plenário. Alguns estavam conversando com representantes do Executivo, fora de seus lugares.
Rony Alves (PTB), que não estava na sua cadeira, mas conversando, pediu imediatamente a palavra. "Os vereadores não estão em seus lugares, mas estão acompanhando as discussões. Estão ouvindo enquanto conversam com secretários, tiram dúvidas sobre as emendas", justificou.
... e risos
A discussão prosseguiu fora dos microfones, entre Janene e Elza Correia (PMDB), que pediu a palavra para dizer que se sentiu ofendida pelo colega ter chamado sua atenção, já que ele "é o rei de levantar-se e conversar fora do plenário". O pepista novamente pediu a palavra e acalmou os ânimos. "Eu nunca faltei a uma sessão sem motivo. Só não estive em uma porque estava viajando justamente com a vereadora Elza Correia." A declaração despertou risos. "Em missão oficial da Câmara", completou ele.
Cadeira giratória
Está no comando do Executivo de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), desde ontem, a vereadora Sabine Giesen (PMDB). Como presidente do Legislativo, ela assumiu temporariamente a cadeira de Johnny Lehmann (PTB), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, o mandato dela será até o próximo dia 31, em razão da mudança da Mesa Diretiva da Casa. A partir de janeiro, a cadeira na prefeitura será ocupada pelo presidente eleito na Câmara. "Estou me atualizando. Vou tentar fazer o melhor para a cidade neste final do ano, na limpeza da cidade e no atendimento de saúde", disse Sabine, que negou mudanças nas secretarias.
Eleição na Câmara
Por enquanto, apenas a chapa encabeçada pelo vereador de oposição, José de Paula Martins (PSD), se apresentou para eleição que vai escolher o novo comando da Câmara de Rolândia. A eleição está marcada para a segunda-feira, às 18 horas. "Conversamos bastante com os colegas e conseguimos articular a montagem só da nossa chapa", comentou Zé de Paula. São dez parlamentares em Rolândia e, segundo ele, seis estão apoiando a chapa única. Após a confirmação no voto, Zé de Paula assumirá a prefeitura provisoriamente até que a Justiça Eleitoral decida realizar novas eleições na cidade. No período a Câmara será presidida por Alex Santana (Pros).
Recurso
A defesa de Lehmann apresentou ontem ao TSE um agravo pedindo que a ministra Maria Theresa de Assis Moura reconsidere a decisão que cassou a liminar que mantinha o prefeito no cargo. De acordo com o advogado Guilherme Gonçalves, "reforçamos o argumento de que não há relação entre a eleição dele e a publicação veiculada pelo jornal local". Ele disse ainda que "o próprio TSE reconheceu não haver abuso de poder econômico na eleição". Se houver uma reversão, Lehmann volta ao cargo, depois de ter sido cassado porque teria utilizado um jornal para fazer campanha política.
Contra a extinção do CPRA
Servidores do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) resolveram criar uma petição no site Avaaz.org, pedindo que o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), reveja a decisão de extinguir o órgão. No projeto de lei 508/2014, em tramitação na Assembleia Legislativa (AL), Beto propõe que o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) passe a incorporar as atribuições do "esvaziado" CPRA. Na petição, os autores argumentam que a proposta do Executivo representa um retrocesso. Retirada de pauta na última terça-feira, após um acordo de lideranças, a mensagem deve ser votada na próxima semana, antes do recesso parlamentar.
Cartel dos trens de São Paulo
A Justiça Federal bloqueou R$ 600 milhões das contas de cinco multinacionais e de uma empresa brasileira acusadas de participarem do cartel metroferroviário que teria operado entre 1998 e 2008 em São Paulo - governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. A decisão judicial atende pedido da Polícia Federal que, na semana passada, concluiu o inquérito do cartel e indiciou 33 investigados, entre executivos das multinacionais, lobistas e também o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira, e o diretor de Operações da estatal, José Luiz Lavorente. A PF indiciou os alvos por corrupção passiva, formação de cartel, corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crime licitatório.





