INFORME FOLHA
Ronaldo: fenômeno no voto?
Bem-sucedido nos gramados e no mundo dos negócios, o ex-jogador Ronaldo Nazário deu sinais claros de que não descarta se arriscar no campo político. Em entrevista ao portal Terra, o ex-craque e hoje empresário afirmou que não tinha como negar ter sentido "um gostinho a mais" pela política após a participação ativa na campanha presidencial do senador Aécio Neves (PSDB). "Olha, eu fiquei tão envolvido com a política que eu senti sim, não vou enganar. Foi muito bacana", disse Ronaldo sobre sua participação na campanha presidencial. "Eu me envolvi diretamente, participando da campanha, indo nas ruas com ele (Aécio), ou sozinho, fazendo os eventos, envolvendo as pessoas."
'Amigos de noite e de dia'
Ronaldo declarou apoio à candidatura de Aécio no fim de maio, justificando que o mineiro é seu amigo há mais de 15 anos e parceiro de saídas "de noite e de dia".
Questionado se aceitaria uma eventual indicação para ser ministro na hipótese de vitória do tucano, Ronaldo disse que não houve conversa com Aécio neste sentido. "Olha, eu entrei na campanha sem nenhum acordo com o Aécio, foi um apoio incondicional, porque é um cara que eu conheço há muito tempo. É um cara que eu confio, que eu gosto, que é um grande amigo. Nunca conversamos sobre possibilidade do futuro, se eu assumiria alguma coisa. Eu abracei o projeto como um projeto que seria o melhor para o Brasil, sem nenhuma expectativa", disse o ex-jogador.
'Políticos da chuteira'
Caso se enverede para a política, Ronaldo seguirá os passos não só de Romário, mas de um time de ex-jogadores que escolheram a carreira política depois da aposentadoria nos gramados. Entre os exemplos estão o ex-goleiro Danrlei, recém-eleito deputado federal; os atacantes Bebeto, Jardel e Roberto Dinamite, que foram deputados estaduais, e o meia Biro-Biro, que foi vereador.
Dissolução de diretórios
O Conselho de Ética do PPS notificou os diretórios municipais e as comissões provisórias da legenda em 185 cidades, incluindo Londrina, para que se manifestem sobre o mau desempenho obtido pelos candidatos a deputado estadual ou federal nestas cidades. O partido considera que o não cumprimento da cláusula de desempenho que prevê votação de pelo menos 30% do que foi alcançado em 2012 pode caracterizar infidelidade partidária, devido ao apoio de outros candidatos que não eram do partido. Os notificados terão 15 dias para se defender e as penalizações podem variar de simples advertência até a dissolução dos diretórios locais.
Falta de apoio
De acordo com o presidente estadual do PPS, Tobias de Santana, dos cerca de 300 diretórios municipais paranaenses, 76 não cumpriram a cláusula de desempenho para deputados estadual ou federal, 41 não cumpriram para federal e 68 para estadual. O presidente, entretanto, não quis dar previsão de quantos diretórios devem ser dissolvidos. "Serão vários. Em alguns casos, pelo que observamos, não tinha a menor razão de não se atingir o mínimo de votação no município", afirma.
Sem entender
Ex-presidente do PPS em Londrina, o deputado estadual reeleito Tercílio Turini (PPS) disse não compreender o motivo de o diretório local estar na mira do estadual. "Eu fui um dos mais votados no Estado e tive a maior votação da cidade", lembrou, excluindo a possibilidade de infidelidade partidária. O presidente estadual Tobias de Santana explicou que houve cidades em que a legenda encontrou dificuldade em obter candidaturas devido à não formalização ou à retirada após a homologação, mas não especificou se seria o caso do município.
Esfriou
Considerada em estado avançado logo após o segundo turno, a fusão do PPS com o PSB esfriou, segundo o deputado estadual Tercílio Turini, devido às incertezas sobre uma possível reforma política que pode ocorrer no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. De acordo com ele, a legenda pretende, por enquanto, criar um bloco partidário forte com o PSB e outros três ou quatro partidos antes de decidir pelo futuro.
PSD já pensa em 2016
A Executiva Estadual do PSD do Paraná se reúne na manhã desta segunda-feira, em Curitiba, na sede do seu diretório, para começar a discutir as estratégias da legenda visando as eleições municipais de 2016. Segundo a assessoria de imprensa da sigla, a ideia é formar chapas majoritárias e proporcionais no maior número possível de cidades do Estado.
Kireeff e Leprevost
O PSD do Paraná tem como presidente o deputado federal Eduardo Sciarra e como secretário geral o deputado estadual Ney Leprevost, cotado para disputar a prefeitura da capital. O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, também integra a executiva, que ainda conta com nomes como os do deputado federal Reinhold Stephanes, do ex-ministro da Saúde Alceni Guerra, do deputado federal eleito Evandro Roman, da deputada estadual Marla Tureck e do empresário Joel Malucelli.
Reforma política em pauta
A bancada do PT na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná promove na próxima terça-feira, a partir das 9 horas, no Plenarinho da Casa, uma audiência pública para debater o tema do "Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva pela Reforma Política". Segundo a assessoria de imprensa da AL, o evento conta com apoios de diversas lideranças do movimento sindical.





