INFORME FOLHA
"A corrupção existe em nichos exclusivos.
Eu não estou no meio do mensalão.
Conduzo uma gestão com transparência"
Voluntário das águas
O ambientalista e membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) João Batista Moreira de Souza, o João das Águas, foi nomeado na manhã de ontem pelo prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), como prestador de serviços voluntários para o município. O trabalho do ambientalista, segundo Kireeff, será transmitir aos secretários os princípios da gestão pelas águas para o secretários, da forma como é prevista no Código Ambiental do município. "É algo que não é de fácil execução se não for pelos próprios criadores e ele é um dos envolvidos nesses conceitos", justifica o prefeito.
Não gostou
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), pretende questionar judicialmente a frase do advogado Mário Oliveira Filho, que defende o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, preso na Operação Lava Jato. Segundo ele, não há obra pública sem pagamento de propina em execução no Brasil. "Pode pegar aí uma prefeitura do interior, uma empreiteirinha com quatro funcionários. Se ele não fizer acerto, ele não põe um paralelepípedo no chão", disse o advogado. Kireeff se irritou com a declaração, que classificou de "irresponsável". "A corrupção existe em nichos exclusivos. Eu não estou no meio do mensalão. Conduzo uma gestão com transparência", afirmou o prefeito.
Psol, minuto de fama
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), usou de ironia ontem para comentar a notícia de que o Psol protocolou junto à Comissão de Ética da Casa uma denúncia contra ele, por suposta quebra de decoro parlamentar. "O Psol já teve o seu minuto de fama com essa iniciativa. É isso o que eu tenho a dizer", afirmou. "Tem alguma coisa para eu dar entrevista mais séria do que essa?", perguntou em seguida, aos jornalistas que acompanhavam a sessão.
Confusão
Mesmo não possuindo representantes no Legislativo, a legenda entrou com a representação por considerar que o tucano ofendeu publicamente os professores e funcionários da educação contrários à aprovação do projeto de lei prorrogando os mandatos dos atuais diretores das escolas públicas estaduais. Durante a votação, no dia 4 de novembro, quatro educadores foram agredidos por seguranças da Casa. Após ser questionado sobre a atitude dos funcionários, Rossoni afirmou, por meio de sua conta no microblog Twitter, que eles seriam condecorados, pois haviam retirado "dois pilantras" das galerias.
Baderna x democracia
"Não me arrependo das atitudes e do que eu respondi. Vamos falar de assunto sério. A minha posição é muito clara quanto à questão dos seguranças. Já tornei pública. Não podemos confundir baderna com liberdade e democracia", completou.
Visita
A deputada estadual eleita Maria Victoria (PP), de 22 anos, visitou ontem a AL para conhecer seu gabinete e conversar com seus futuros colegas. Filha do deputado federal Ricardo Barros (PP) e da vice-governadora eleita Cida Borguetti (Psol), ela será a parlamentar mais nova da Casa e uma das sete novas "herdeiras" políticas do Legislativo. No entanto, garantiu estar preparada e ter consciência da grande responsabilidade que terá pela frente. A jovem, que recebeu 44.780 votos, disse que entre suas prioridades estão a implementação do inglês nas salas de aula e das experiências trazidas da universidade norte-americana de Harvard.
Não abre mão
O líder do governo na AL, Ademar Traiano (PSDB), voltou a dizer ontem que não abre mão de disputar a presidência da Casa. Fortalecido após o anúncio de apoio da bancada do PMDB, de oito parlamentares, ele falou que pretende buscar um entendimento com o deputado estadual eleito Ratinho Jr. (PSC), que recebeu mais de 300 mil votos. "Na verdade eu quero ouvir dele o que ele quer, porque até agora ele não me disse. Apenas sinalizou dentro de uma conversa que era possível buscar um entendimento. O que eu tenho percebido é que há uma movimentação dele junto aos deputados tentando se viabilizar como candidato", afirmou.
Novo secretariado
Traiano também disse que a indicação de seu sucessor na liderança do governo é de responsabilidade exclusiva do governador Beto Richa (PSDB) e que não tem qualquer relação com a disputa pela presidência. Quanto aos nomes do novo secretariado, o tucano disse que, por enquanto, não recebeu qualquer sinalização por parte do chefe do Executivo.
Equipe da Folha com agências
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