INFORME FOLHA
"Quero dizer que enquanto eu estiver na presidência desta Casa, até o último dia, a liberdade, a democracia não será confundida com baderna"
Sorteio dos gabinetes
A Mesa Executiva da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná sorteou ontem, como havia anunciado, os gabinetes dos 21 parlamentares que assumirão seus mandatos em 2015. A maioria deles não acompanhou o sorteio, mas indicou representantes para fazê-lo. A exceção foi justamente Ratinho Jr. (PSC), eleito deputado estadual mais votado, que não se interessou em saber onde será locado.
Não fica?
Nos bastidores da AL, comenta-se que o "pouco caso" do parlamentar se deve ao fato de que ele dificilmente ocupará seu espaço. Cotado para assumir novamente a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu), o filho do apresentador de televisão Carlos Massa também pode disputar a presidência da Casa. Neste caso, ocuparia o gabinete que hoje pertence a Valdir Rossoni (PSDB), e não o de um membro "comum".
Campanha
Candidato "em plena campanha" ao posto, o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), aposta na primeira alternativa. Já há, inclusive, "bolões" de servidores e deputados da AL sobre quem será o sucessor de Rossoni. Além dos mais cotados, Ratinho e Traiano, concorrem ao cargo o primeiro secretário, Plauto Miró (DEM), e um peemedebista, que pode ser tanto Luiz Claudio Romanelli como Artagão Júnior ou Alexandre Curi. A tendência é que, se não lançar de fato candidato, a bancada do PMDB, de oito parlamentares, apoie um único nome.
Requião Filho
Outra curiosidade do sorteio é que o novato Requião Filho (PMDB), herdeiro do senador Roberto Requião (PMDB), ficou com o gabinete da presidência da AL. Ou seja, ocupará a sala do sucessor de Rossoni. Como o gabinete de Traiano é, na visão dos atuais deputados, um dos melhores, há quem brinque que o peemedebista, um dos futuros integrantes da oposição ao governador Beto Richa (PSDB), tenha de torcer pelo tucano na disputa.
Cidadão benemérito
O primeiro secretário da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Plauto Miró (DEM), sugeriu ontem a concessão do título de cidadão benemérito do Estado ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da operação Lava Jato. Porém, como o DEM já atingiu o número máximo de apresentações desse tipo de reconhecimento, que é de quatro a cada dois anos, coube ao líder do PT, Tadeu Veneri, ceder parte da cota do partido ao DEM.
Aplausos
Nascido em Maringá, Moro é professor da UFPR e juiz federal há 18 anos. "Um homem corajoso e incorruptível", disse Plauto. "Como deputado de sete legislaturas apresentei poucos títulos. Hoje (ontem) o fiz com a consciência de que o Paraná precisa dizer ao Brasil que não quer corrupção e aplaude e apoia quem a combate", discursou.
Chegou ao empresariado
Veneri explicou que a bancada cedeu sua cota ao DEM, mesmo alguns parlamentares tendo a intenção de apresentar outros títulos, dada a importância da pessoa e do momento. "Eu continuo acreditando que a operação Lava Jato pode ser um marco na história recente, pelo menos do Judiciário brasileiro. É a primeira vez que nós temos donos de grandes grupos empresariais presos", afirmou.
Votação polêmica
Ausente das discussões em plenário na semana passada, quando assumiu interinamente o governo do Paraná, o presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Estado, Valdir Rossoni (PSDB), voltou a falar ontem, ao retomar seu posto, sobre a polêmica votação da proposta que prorrogou os mandados dos diretores das 2,1 mil escolas públicas estaduais. No último dia 5, quando a mensagem passou em comissão geral, quatro educadores disseram que foram agredidos por seguranças da Casa, depois de Rossoni pedir que eles fossem retirados das galerias.
Manifestação
A confusão começou quando um manifestante entrou no plenário e entregou uma nota de R$ 10 ao líder do governo, Ademar Traiano (PSDB). Em seguida, houve bate-boca e xingamentos. "Agradeço o apoio que recebi dos parlamentares. Entendo aqueles que discordaram da minha atitude. Mas quero dizer que enquanto eu estiver na presidência desta Casa, até o último dia, a liberdade, a democracia não será confundida com baderna", afirmou Rossoni.





