"Não vai sobrar pedra sobre pedra"



Desmoralização da CPI
O líder do PPS na Câmara, o paranaense Rubens Bueno, afirmou ontem que os desdobramentos da Operação Lava Jato vão levar o "governo Dilma Rousseff à ruína". "Confirma-se uma previsão que ela não queria ver realizada: não vai sobrar pedra sobre pedra. Desta vez, ao contrário do que fizeram após o mensalão, será impossível reconstruir o castelo da corrupção", afirmou Bueno, em nota. Para Bueno, integrante da CPI mista da Petrobras, a ação também desmantela a manobra do Palácio do Planalto para impedir o avanço dos trabalhos da comissão parlamentar. "Operação desmoraliza o comando da CPMI da Petrobras, que se negou a votar convocação de ex-diretor preso nesta sexta-feira (ontem) pela Polícia Federal. Quero ver o que o presidente e o relator vão falar na próxima semana", cobrou o líder do PPS, que é autor de requerimentos de convocação e quebra de sigilos de Duque e das empreiteiras investigadas no escândalo.

Eficiência
Na terça-feira, a CPI mista da Petrobras não apreciou os requerimentos contra Duque. Para o líder do PPS, a instalação de uma nova comissão parlamentar será "fundamental" para punir os políticos envolvidos no esquema. "A parte criminal está sendo realizada com eficiência pelo comando da operação Lava Jato. Cabe a nós, no Congresso, investigar em uma CPI os políticos e, após a conclusão das investigações, encaminhar os devidos pedidos de cassação de mandato para o Conselho de Ética", defendeu o deputado.

Zona Azul
O projeto de lei que prevê devolução de troco para quem estacionar nas vagas gerenciadas pela Zona Azul e não permanecer todo o período no local foi alvo de discussão na sessão da Câmara de Londrina de quinta-feira, mas acabou, novamente, sendo retirado de pauta pelo autor, o vereador Mário Takahashi (PV). "Não podia correr o risco de o projeto ser arquivado", justificou o parlamentar. Pelos discursos dos colegas, o parlamentar percebeu que a maioria pretendia votar contra o projeto com o temor de que a Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), entidade mantenedora da Zona Azul, fosse prejudicada com a incumbência de devolver troco. O gerente da Zona Azul, Wellington Marcatti, sustenta que haveria custos elevados para atualizar o sistema dos atuais parquímetros.

Mesmo sistema
Já Takahashi diz que em Florianópolis os parquímetros são exatamente os mesmos usados em Londrina e lá os usuários recebem troco quando não ficam o período todo na vaga. Marcatti diz que o sistema da capital catarinense ainda apresenta falhas. O PL foi retirado por tempo indeterminado. "Vamos voltar a conversar com o município e tentar encontrar um jeito para que o consumidor não seja prejudicado", comentou o vereador.

Continua afastado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, indeferiu anteontem o pedido dos advogados de Fabio Camargo para que o ex-deputado estadual retomasse imediatamente suas funções no Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Com isso, manteve decisão de setembro deste ano, do ministro Gilmar Mendes. O conselheiro está afastado desde 4 de abril, quando Mendes havia o reconduzido, por meio de liminar, voltando atrás em seguida.

E nada de nova eleição
Apesar da movimentação, referente à suspensão de segurança 4945, Camargo segue recebendo seus salários, de cerca de R$ 25 mil, normalmente. Lewandowski também reforçou o impedimento de que a Assembleia Legislativa (AL) do Estado realize novas eleições para preenchimento da cadeira do ex-parlamentar no TC, pelo menos até que o Tribunal de Justiça (TJ) julgue o mérito de um mandado de segurança impetrado pelo empresário Max Schrappe, um dos candidatos derrotados no pleito.

Defesa
Na peça, Schrappe alega a existência de supostas irregularidades no processo, como ausência de documentação necessária e número insuficiente de votos para vitória no primeiro turno. "O STF reafirmou que ele não pode ser substituído enquanto não terminar o processo. Nós entendemos que a verdade vai prevalecer até o final dessa tramitação e que a normalidade será restabelecida com a volta dele ao cargo", afirmou o advogado Igor Tamasauskas, que representa Camargo.

Terra Rica
A Promotoria de Justiça de Terra Rica (Noroeste) ajuizou ação civil pública, por ato de improbidade administrativa, contra o atual prefeito da cidade, Devalmir Molina Gonçalves, o Mi Molina, do PSL, e outras 12 pessoas, entre elas o presidente e outros cinco integrantes de uma Comissão de Licitação, um assessor jurídico, um pregoeiro, uma empresa e três empresários. O Ministério Público aponta desvio de recursos públicos através de fraude em processo licitatório realizado pelo município, bem como superfaturamento de preços na contratação de empresa de consultoria em gestão pública.

Equipe da Folha com agências [email protected]
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