"Estão chegando muitas (cartas), mas seguramente mais de 10, 15 ministros já apresentaram"



Cartas de ministros
O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, informou ontem que "mais de 10, 15 ministros", inclusive ele mesmo, já apresentaram uma carta colocando o cargo à disposição da presidente Dilma Rousseff. Na avaliação de Mercadante, o gesto é meramente "diplomático" e de "agradecimento por ter participado" do atual governo. "Estão chegando muitas (cartas), mas seguramente mais de 10, 15 ministros já apresentaram. Tem algumas que foram direto para o gabinete da presidenta. É uma formalidade, foi uma sugestão minha, da Miriam Belchior, faz quem quiser", disse o ministro, em coletiva de imprensa concedida no Palácio do Planalto.

E a carta de Marta
O ministro-chefe da Casa Civil disse que não trabalha com o cenário de a ministra da Cultura, Marta Suplicy, sair do Partido dos Trabalhadores, após pedir demissão do atual cargo. "Nosso partido tem raízes profundas, ela (Marta) participou de toda essa construção." Para assessores palacianos, a atitude de Marta - de entregar uma dura carta de demissão enquanto a presidente Dilma Rousseff estava fora do País - foi vista como uma sinalização de que ela pode se desligar do PT para se filiar ao PMDB, caso a sigla não lhe permita disputar uma prévia com o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na definição do candidato petista que disputará as eleições municipais de 2016.

Subsídios aos policiais civis
Os deputados estaduais aprovaram ontem, em primeira discussão, o projeto de lei 395/2014, autorizando a concessão de uma verba transitória aos servidores que desempenhem as atividades de ensino na Escola Superior de Polícia Civil do Paraná. Foram 31 votos favoráveis e um contrário. De acordo com a proposta, de autoria do Poder Executivo, apenas os agentes que executem as atividades normais de seu cargo, paralelamente ao magistério policial, terão direito ao benefício. A mensagem faz acréscimos e alterações na lei 17170/2012, que trata da remuneração da corporação, e deve retornar à pauta da Assembleia Legislativa (AL) na sessão de segunda-feira, para ser apreciada em segundo turno. Conforme o texto, o subsídio ainda será regulamentado por decreto e estará sujeito à incidência do teto remuneratório. O governador Beto Richa (PSDB) não informou, ao enviar o projeto à Casa, qual seria o impacto financeiro da medida.

Reunião do IPTU
A Comissão de Finanças da Câmara de Londrina, em reunião na manhã de ontem, decidiu pedir mais informações ao Executivo sobre o projeto de lei que atualiza a Planta Genérica de Valores (PGV) para cálculo do IPTU. Segundo o presidente da comissão, Mário Takahashi (PV), as principais dúvidas estão relacionadas a quais contribuintes teriam o imposto reduzido. Conforme anúncio do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), aumentando o desconto de 40% previsto no PL para 50%, cerca de 25% dos contribuintes pagariam menos IPTU em 2015. Mas, a comissão suspeita que os beneficiados não serão os moradores dos bairros de periferia ou com menor renda. Os outros integrantes da comissão, Jamil Janene (PP) e Gustavo Richa (PHS), acham que seria necessário realizar outras audiências públicas. A comissão tem prazo até fevereiro de 2015 para concluir o parecer sobre o projeto da PGV, mas o Executivo busca a aprovação da matéria até final de dezembro.

Divergências
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) admitiu haver divergências entre os aliados ao prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), quanto ao aumento na passagem de ônibus da capital, de R$ 2,70 para R$ 2,85. No entanto, negou que a situação evidencie um suposto afastamento entre Fruet e o PT. "Não há motivo para precipitação. Entendemos que ele deveria ter conversado mais sobre a proposta. Mas é algo muito pontual. Não é uma queixa do partido, e sim de pessoas", ponderou. O reajuste passou a valer ontem.

"Lamúrias"
De acordo com Veneri, os boatos de que o PT estaria isolado na prefeitura não passam de "lamúrias". "Temos a vice-prefeitura, com a Mirian (Gonçalves), as secretarias de Saúde, que tem muito recurso e está aplicando mais do que em anos anteriores, Cultura, Trabalho e a da Mulher", argumentou.

Fruet e Beto
O petista também comentou que a reaproximação de Fruet com o governador Beto Richa (PSDB) se deve muito mais ao estilo do pedetista, conciliador, do que a uma tentativa de realinhar forças já pensando nas eleições municipais de 2016. "Ele (Fruet) conversa com todas as correntes e forças políticas". Na semana passada, o prefeito e o governador se reuniram, no Palácio Iguaçu, para discutir reivindicações e projetos em comum, o que acabou gerando especulações sobre uma suposta reconciliação. Ambos estão rompidos desde a saída de Fruet do PSDB, em 2011.

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