INFORME FOLHA
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Equipe da Folha com agências <br> [email protected] 
"Minha principal dúvida é saber quem serão os beneficiados com o aumento do desconto"
O assunto é IPTU
Composta basicamente por vereadores de oposição ao governo do prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), a Comissão de Finanças (CF) da Câmara de Vereadores marcou para hoje, às 11 horas, uma reunião para tentar buscar um consenso sobre o projeto 190/2014, que atualiza a Planta Genérica de Valores (PGV) para cálculo do IPTU. Fazem parte da comissão Mário Takahashi (PV), como presidente, Gustavo Richa (PHS) como vice e Jamil Janene (PP) é membro. Regimentalmente, a CF tem prazo até 16 de fevereiro de 2015 para dar parecer. Porém, o Executivo conta com a compreensão dos vereadores para acelerar a análise e garantir a votação do projeto ainda este ano para que a nova planta possa ser aplicada a partir do ano que vem.
Desconto para quem?
Porém, segundo Takahashi, os vereadores ainda têm muitas dúvidas. "Minha principal dúvida é saber quem serão os beneficiados com o aumento do desconto de 40% para 50% anunciado pelo prefeito", disse. "São as pessoas mais carentes ou os imóveis mais novos, que já estão com os valores venais atualizados?", pontuou. Ele acrescentou que pretende pedir esclarecimentos à Secretaria de Fazenda e, eventualmente, a técnicos de áreas como contabilidade e economia. "O tempo que levaremos para concluir a análise depende do tempo que demorarmos para obter as informações solicitadas", esquivou-se Takahashi ao ser questionado sobre a data em que CF deve emitir o parecer.
Tumulto
O imobiliarista João Fulgêncio, o mesmo que havia tumultuado a audiência pública realizada na Câmara de Londrina há uma semana para debater a atualização da Planta de Valores do IPTU, novamente, ontem, durante a sessão do Legislativo, criou confusão. Enquanto o vereador Jamil Janene (PP) discursava, ele, de uma das galerias, começou a gritar. Enérgico, Rony Alves (PTB), presidente da Casa, solicitou silêncio. Como ele se recusava a ficar calado, pediu aos seguranças para retirar Fulgêncio das galerias. Antes de ser tocado, porém, o imobiliarista deu as costas e saiu. Ele é contra a correção da planta.
Violência na Vila Torres
A violência na Vila Torres, comunidade de Curitiba onde duas crianças foram mortas em menos de uma semana vítimas de uma guerra entre gangues, repercutiu ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Em pronunciamento na tribuna da Casa, o líder do PT, Tadeu Veneri, que é também presidente da Comissão de Direitos Humanos, disse que é preciso parar de agir como se a localidade não fizesse parte do município.
Longo prazo
"Nós precisamos de uma solução a longo prazo. Esse não é um problema da Vila Torres. É um problema de todos nós parlamentares", disse. Segundo ele, "não adianta colocar a polícia lá por um ou dois dias". "Vamos esperar que mais uma criança morra ou um policial seja assassinado para tomar uma providência definitiva?", questionou.
Contraponto
Para o líder do governo Beto Richa na AL, Ademar Traiano (PSDB), porém, o Executivo agiu "rapidamente" em relação aos episódios. "A oposição tem que fazer o seu contraponto. Eu vejo isso com naturalidade. Se ela não viesse aqui tecer críticas ao governo, talvez não tivesse razão de estar na Assembleia. O governo agiu tomando providências e, ainda ontem (anteontem), eu ouvi o secretário de Segurança dizendo que instalaria um módulo policial para atender àquela região".
"Chegou o meu momento"
Traiano voltou a dizer ontem que segue firme em sua campanha para se eleger presidente da Casa. "Estou conversando com todos os parlamentares, preparando uma chapa que possa contemplar todas as correntes políticas aqui dentro da Assembleia. Acho que chegou o meu momento e estou trabalhando para isso. Não escondo o desejo e a vontade de buscar aquilo que é um objetivo meu".
Adversários
O tucano contou que respeita o colega Ratinho Jr. (PSC), eleito deputado estadual mais votado do Estado, mas que "eleição é voto". O primeiro secretário da AL, Plauto Miró (DEM), e um representante do PMDB a princípio Luiz Cláudio Romanelli ou Artagão Júnior também devem se credenciar para a disputa.
Apoio de Beto?
Como "trunfo", Traiano lembra de sua proximidade com o governador reeleito, Beto Richa (PSDB). "O governador tem dito insistentemente que se manterá neutro no processo, mas acredito que no momento oportuno ele possa opinar. E pela relação que tenho aqui, de convivência de quatro anos como seu líder, acredito eu que estou credenciado a assumir o cargo".


