Governador Rossoni
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), assume hoje, interinamente, o governo estadual. Ele assinará o termo de posse e, em seguida, a autorização de financiamento, no valor de R$ 4 milhões, para obras de pavimentação no município de União da Vitória, no Sul do Estado. Chefe do Executivo, Beto Richa (PSDB) entrou em férias ontem, devendo permanecer afastado até o dia 22 de novembro. Já o vice-governador, Flávio Arns (PSDB), viaja hoje ao Uruguai, em missão oficial, para participar do Congresso Ibero-Americano de Energia.

Agenda
Segundo a assessoria de imprensa de Rossoni, os recursos são do Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano. O encontro com o prefeito Pedro Ivo Ilkiv será às 10h30, no Aeroporto Municipal José Cleto, onde o tucano concederá entrevista coletiva à imprensa. À noite, ele irá a Pato Branco, no Sudoeste, participar da abertura da 16ª Exposição Feira Agropecuária Industrial e Comercial de Pato Branco (Expopato).

Código Florestal
Na segunda-feira, Valdir Rossoni participa, também como governador em exercício, da premiação da 19ª edição do Programa Agrinho, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Durante o evento, ele deve sancionar a lei que normatiza o Programa de Regularização Ambiental (PAR), considerado uma adequação dos imóveis rurais do Estado ao novo Código Florestal Brasileiro. A mensagem, de autoria do Executivo, foi aprovada pela AL no último dia 5.

Gleisi
A ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT) voltou a negar ontem, em entrevista à rádio CBN Curitiba, que tenha recebido R$ 1 milhão de Alberto Youssef para a sua campanha ao Senado, em 2010. O doleiro afirmou, em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), que o montante foi entregue em quatro parcelas, em espécie, ao dono do Shopping Total de Curitiba, Michel Gelhorn, encarregado de fazer o repasse. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa já havia citado a senadora em sua delação.

'Não conheço'
"Se tem uma coisa que me deixou triste foi isso. Primeiro porque eu não conheço Alberto Youssef, não conheço Paulo Roberto, nunca tive contato com essas pessoas. Desconheço completamente essa situação de terem passado dinheiro a um empresário que me repassou dinheiro. Toda a minha doação de campanha eu fui atrás, conversei com vários empresários, está relacionada na minha prestação de contas que foi aprovada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), foi aprovada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Então. não devo absolutamente nada", disse.

Sem acesso
A petista também falou que desde que as denúncias vieram à tona tem tentado pegar as informações, mas que não conseguiu acesso aos depoimentos. "Porque também é um absurdo. Diz-se que a delação premiada é feita de forma reservada. Aí um monte de gente tem informações, eu não sei de que forma essas informações são obtidas, nem o que tem sido falado. Eu não consegui acesso ainda. Estou pedindo com os meus advogados acesso para tomar as medidas cabíveis".

Futuro político
Gleisi também voltou a dizer que não tem qualquer pretensão de fazer parte do primeiro escalão do governo Dilma Rousseff (PT) durante o segundo mandato da presidente reeleita ou até mesmo de disputar a Prefeitura de Curitiba daqui a dois anos. "Foi um momento pra mim muito importante, de grande aprendizado, ser ministra-chefe da Casa Civil. Mas eu sei também que isso teve um custo político no Paraná. Obviamente, me fez ficar muito em Brasília, porque nós trabalhávamos nos finais de semana. Durante a campanha eleitoral eu ouvi muito. Acho que foi uma das coisas que teve impacto na minha campanha", opinou.

Sobre o PT
Segundo ela, o PT paranaense precisa se recuperar, para que a derrota eleitoral de outubro não se concretize em uma derrota política. "Acho que a campanha aqui foi muito difícil, uma campanha que teve muita sustentação na mentira. Essa situação de que eu não ajudava o Paraná, de que fui contra as operações de crédito... E uma campanha muito grande de desconstrução do PT", avaliou. Para a senadora, o partido não enfrentou essa discussão política, o que acabou culminando com o resultado negativo nas urnas. Além de ver o governador Beto Richa (PSDB) se reeleger ainda no primeiro turno, a sigla teve uma redução de sete para apenas três parlamentares na Assembleia Legislativa (AL). "Em política, não existe espaço vazio. Quando você não disputa ideia, não fala, não coloca a sua proposta, obviamente outro coloca. Acho que deixamos (isso) acontecer".

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