Discurso e desabafo
Durante solenidade de entrega de 35 casas no conjunto Jerônimo Nogueira, na zona norte de Londrina, o presidente da COHAB-LD, José Roberto Hoffmann, surpreendeu no discurso e desabafou. Visivelmente emocionado, ele atacou "as pessoas do tipo quanto pior, melhor". "Utilizam seus instrumentos, canetas, microfones, atos, oportunidades, para mostrar as suas importâncias, mesmo que seja para atrapalhar ou caluniar. São egoístas e oportunistas", criticou Hoffmann. "Quem acompanha relativamente nosso trabalho, sabe do que estou falando", disse ele, sem citar nomes.

Movimento orquestrado
Depois do grupo do "quanto pior, melhor", Hoffmann direcionou o discurso, que teve tom de resposta, aos supostos organizadores das invasões em áreas públicas da COHAB-LD. "Pessoas maldosas usam as pessoas simples, incutindo em suas cabeças que invadir é um direito. Mas lá na frente, quando essas famílias forem chamadas para as responsabilidades legais dos seus atos, essas pessoas que incentivaram as invasões promoverão reuniões acusando o poder público de discriminação, criarão situações do tipo rico contra pobre." Ao final, disse que "essas adversidades" serão enfrentadas e que vai continuar o seu trabalho no comando da companhia.

Pressão
Também presente no evento de entrega das casas na zona norte, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), reconheceu que Hoffmann tem sofrido pressão no comando da COHAB. "Ele percebe que tem muita gente que rema contra, por motivos que não são legítimos. Ele sente muito, porque tem essa missão de construir mais casas", afirmou Kireeff, durante entrevista à Rádio Paiquerê AM. De acordo com o prefeito, a meta é construir, na parceria com o governo federal, 7 mil casas na cidade até o final da administração. Até agora foram entregues cerca de 180 moradias.

Doações
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, dois projetos de lei de doação de áreas pública. O primeiro tratava de imóvel de 471 metros quadrados, no Conjunto Ilha Bela (zona leste), para a Associação de Mulheres Solidárias do Jardim Interlagos e Adjacências, mantenedora do Centro de Educação Infantil Sebastião Sanches Sarauza, que já funciona no imóvel doado. O outro projeto doa área de 12 mil metros quadrados à empresa Sâmia Alumínios. Avaliado em R$ 1,4 milhão, o terreno fica às margens da Avenida Angelina Ricci Vezozzo (zona norte). A empresa pretende ampliar a indústria de antenas parabólicas, patins e laminados de alumínio, edificando 7,5 mil metros quadrados e gerando pelo menos 50 empregos.

Pauta antiga
O prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) quer dar cabo nas discussões sobre projetos polêmicos como a Lei de Zoneamento e do Sistema Viário, ambas do Plano Diretor, e a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV), que resultará em mudanças na cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), ainda este ano. "Um assunto começou em 2006 (Plano Diretor), o outro, vem de 2001 (última revisão da PGV). Precisamos encerrar essas discussões para novos assuntos que virão no próximo ano", afirmou.

Polêmica nas escolas
A APP-Sindicato entrou em contato com a FOLHA ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, para rebater as declarações do diretor da Escola Estadual Rosa Johnson, de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), Alci Romero. Em entrevista ao jornal, ele falou que a entidade não procurou os educadores para discutir a polêmica envolvendo a prorrogação da eleição dos atuais diretores e vice-diretores das escolas estaduais, proposta pelo governo Beto Richa (PSDB). De acordo com a APP, não procede a informação de que Romero foi à sede da instituição há cerca de 90 dias para tentar conversar e que teria sido colocado para fora. A entidade informou que realizou três encontros nos últimos meses para discutir a questão, sem contar as assembleias, e que o posicionamento acordado é fruto de amplo debate com a categoria.

Votação na terça-feira
A expectativa é que o projeto de lei 434/2014, que trata do tema, seja votado apenas na próxima terça-feira. Isso porque, segundo o regimento interno da Assembleia Legislativa (AL), o requerimento solicitando a transformação do plenário em comissão geral deve ser feito num dia e votado apenas 24 horas depois. Como o líder do PT, Tadeu Veneri, havia pedido vista da matéria na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a única possibilidade de ela ir a plenário antes da análise prévia por parte das comissões temáticas é com a instituição do chamado "tratoraço".

Sessão derrubada
Na última quarta-feira, parlamentares que fazem oposição ao governo não registraram presença no painel eletrônico da Casa e, aproveitando-se da ausência de boa parte dos membros da base aliada, conseguiram derrubar a sessão. O quórum mínimo para haver votação é de 28 deputados, sendo que apenas 25 estavam oficialmente presentes. Na ocasião, o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), chegou a dizer que analisaria, junto ao jurídico, a possibilidade de votar a mensagem na segunda-feira. Por enquanto, porém, ela não consta da ordem do dia da próxima sessão, já divulgada no site da AL.

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