"Vitória de Pirro"
Após o PMDB da Câmara liderar uma rebelião da base aliada e, junto com a oposição, aprovar projeto que suspende os efeitos de decreto da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre os conselhos populares, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que o governo não se abaterá com a derrota, definida por ele como uma "vitória de Pirro", de uma "vontade conservadora de impor uma derrota política" para a presidente.

Decretos
"É uma vitória de Pirro, quando o Congresso, de maneira persistente, insistente, acabou criando um decreto legislativo que derrota o decreto da presidente. Nada mais anacrônico, contra os ventos da história, nada mais do que uma tentativa triste de se colocar contra uma vontade irreversível do povo brasileiro, que é de participação", comentou o ministro, ao discursar na abertura da 42ª Reunião do Conselho das Cidades, em Brasília.

Rossoni governador
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), confirmou ontem que irá assumir, pela primeira vez, o Palácio Iguaçu, a partir de 6 de novembro, quando o governador reeleito, Beto Richa (PSDB), irá se licenciar. A expectativa é que ele fique em torno de dez dias no cargo. A assessoria de imprensa de Beto disse que o chefe do Executivo deve tirar duas semanas de férias, mas não confirmou detalhes da programação. Segundo Rossoni, em uma parte desse período, o vice-governador, Flávio Arns (PSDB), possui uma viagem ao exterior, em missão oficial, "me parece que da Copel (Companhia Paranaense de Energia)". "Vou cumprir o papel formal de governador, porque o cargo não pode ficar vago".

Críticas a eleitores
O primeiro secretário da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Plauto Miró (DEM), voltou a dizer ontem que eleitores da presidente reeleita, Dilma Rousseff, "não pensam". Ao subir na tribuna, ele afirmou que representa "aqueles que querem ter a sua carteira assinada, não aqueles que querem continuar recebendo benefícios assistencialistas do governo", e repetiu: "quem pensa votou no Aécio (Neves, do PSDB)".

Ofensivo e raso
Líder da bancada do PT, na AL, Tadeu Veneri classificou como "ofensivo" e "raso" o discurso do colega. "Não se pode desqualificar quem ganha uma eleição presidencial. Não se trata de uma olimpíada de matemática. A equação é simples. Perderam porque tiveram menos votos. O contraditório faz parte da democracia. A ofensa não. Não é o tom que se deve adotar no parlamento. O nível das baixarias não deveria ser reproduzido no parlamento", rebateu.

Motofrete
Irritado com a demora da Prefeitura de Londrina de cumprir a promessa de enviar à Câmara projeto de lei para regulamentar a profissão de motofrete, o vereador Gustavo Richa (PHS) reapresentou matéria de sua autoria que traça normas para o serviço. A proposta havia recebido parecer contrário da Comissão de Justiça (CJ), que apontou vício de origem, ou seja, a iniciativa deveria ser do Executivo. "Em outubro passado, o Executivo havia prometido, em um acordo que tinha com os vereadores, a apresentar projetos para suprimir ilegalidades em razão do vício de iniciativa, mas não o fez", disse Gustavo. "Então, resolvi reapresentar o projeto atendendo pedido da categoria". Ele solicitou à CJ que reanalise a matéria uma vez que a Câmara de Curitiba aprovou proposta semelhante, de autoria de um vereador, sem apontamento sobre vício. O mesmo aconteceu em Londrina com o projeto que regulamentou, em 2000, a profissão de mototaxista, do ex-vereador Salvador Francisco.

Ausentes
Com a sessão ordinária da Câmara Municipal de Londrina adiada de terça-feira para ontem, razão do feriado do Dia do Servidor Público, três vereadores faltaram ontem. Lenir de Assis (PT) informou à presidência que participava de um compromisso pessoal. Terá o salário descontado. Júnior dos Santos Rosa (PSC) e Marcos Belinati (PP) não haviam apresentado justificativa ontem.

Dança das cadeiras
A Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná negou segunda-feira mandado de segurança interposto pelo ex-vereador de Maringá Adilson Cintra (PSB), que deixou o cargo há pouco mais de um mês, em razão de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considerou válida a aliança entre PV e PDT nas eleições de 2012, alterando o cálculo do quociente eleitoral. Além de Cintra, também foi afetado pela decisão Carlos Mariucci (PT). Desde o último dia 25, assumiram cadeiras na Câmara de Maringá o policial Da Silva (PDT) e Luizinho Gari (PDT).

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