Adiado, pela terceira vez
Na Câmara Federal, a reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) de ontem foi cancelada por falta de quórum. Um novo encontro do colegiado foi marcado para hoje, às 15h15. Na pauta, está a votação do recurso do deputado federal André Vargas (PT-PR) contra a decisão do Conselho de Ética que recomendou a perda do seu mandato. O conselho considerou que as relações entre Vargas e o doleiro Alberto Youssef violaram as normas de decoro parlamentar. Youssef emprestou a Vargas um jatinho para que ele e a família pudessem passar férias no Nordeste. Além disso, Vargas é suspeito de intermediar interesses de empresas fantasmas do doleiro em contratos com o Ministério da Saúde. Esta é a terceira vez que votação do recurso é adiada na CCJ, por falta de quórum.

Na corda bamba
O parecer do relator do caso na CCJ, deputado federal Sergio Zveiter (PSD-RJ), é pela rejeição do recurso. Na avaliação dele, o Conselho de Ética garantiu a André Vargas o amplo direito de defesa e o princípio do devido processo legal.
Se a CCJ negar o recurso de Vargas, o processo de perda de mandato estará pronto para ser incluído na pauta do plenário da Câmara dos Deputados. A cassação depende do voto favorável de 257 deputados, em votação aberta.

Visita a doleiro
O deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT) começou a coletar ontem assinaturas para a criação de uma comissão externa da Câmara dos Deputados para visitar no hospital o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato. Youssef está internado desde o último sábado em Curitiba, após forte queda de pressão arterial. O tucano defende que o Congresso precisa acompanhar de perto a evolução do estado de saúde do principal delator do esquema de corrupção que teria se instalado na Petrobras. "Queremos saber a real situação dele", disse Leitão. Boletim divulgado ontem informa que o doleiro mantém quadro clínico estável e começou a fazer fisioterapia e reposição de nutrientes. Segundo o boletim do hospital Santa Cruz, Youssef apresenta exames dentro da normalidade e continua "consciente, lúcido e orientado".

Boataria
No dia da eleição, a Polícia Federal desmentiu boatos de que o doleiro havia sido envenenado. Youssef passou mal no sábado, dois dias depois de a revista Veja publicar que ele teria afirmado à PF que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff sabiam do suposto esquema de corrupção na estatal. Ele tem problemas cardíacos e já havia apresentado quadro similar em outras duas ocasiões.

Personalizados
A Prefeitura de Londrina e o governo do Paraná têm uma linha direta de comunicação agora: o Facebook. Desde que o perfil da administração municipal foi reformulado, há cerca de três semanas, o tratamento dado pelos internautas passou a ser personalizado no termo "Pref". E, anteontem, foi o governo do Paraná que respondeu a um "Bom dia" com o comentário "Um ótimo dia para você Pref e para todos os londrinenses!". A administração local respondeu de pronto: "Para você também, Gov! E para todos os paranaenses".

Asséptico
Um outro comentário poderia deixar a administração municipal em maus lençóis. Uma internauta emendou ao bom dia um pedido de avaliação do resultado do pleito do último domingo. Sem poder dar opinião sobre assuntos políticos, a resposta foi asséptica: "Fizemos a nossa parte nas urnas independente da opção de voto, Thaís. Agora vamos lutar por um país melhor, afinal o poder emana do povo e em seu nome deverá ser exercido".

"Estreia" na oposição
Como prometeu logo após a reeleição, ainda no primeiro turno, do governador Beto Richa (PSDB), o líder do PMDB na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Nereu Moura, fez ontem sua "estreia" na oposição. O parlamentar subiu à tribuna para, em pronunciamento bastante contundente, criticar o projeto de lei que prorroga o mandato dos atuais diretores das escolas estaduais. Nereu disse que votará contra e que, apesar das divergências, espera que seus correligionários façam o mesmo. Dos atuais 13 integrantes da bancada, apenas Anibelli Neto e Cleiton Kielse apoiaram publicamente a candidatura própria, do senador Roberto Requião (PMDB). Os demais, durante praticamente toda a legislatura, engrossaram a base de apoio a Beto, situação que, segundo o líder, deve mudar a partir de 2015, mesmo com a redução da bancada, para oito representantes.

Partido fortalecido
Na contramão de muitos de seus companheiros de partido, que apoiavam a aliança com o PSDB para "se garantirem" na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná ou na Câmara em 2015, o deputado federal reeleito João Arruda (PMDB) afirmou que o PMDB paranaense saiu "fortalecido" das urnas. Em artigo publicado em sua página no Facebook, o peemedebista falou que a candidatura própria, de Roberto Requião, colocou a sigla "na direção certa, expôs o caráter de cada liderança peemedebista, elegeu quatro deputados federais e oito estaduais". "Fomos o partido que recebeu mais votos para deputado federal e, apesar de todas as dificuldades que tivemos na disputa ao governo do Estado", escreveu. Dos 13 peemedebistas hoje na AL, contudo, cinco não conseguiram se reeleger, mesmo com número considerável de votos: Waldyr Pugliesi, Stephanes Junior, Cleiton Kielse, Luiz Eduardo Cheida e Caíto Quintana.

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