INFORME FOLHA
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terça-feira, 21 de outubro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Delação repercute na AL
A declaração do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, de que a campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT) em 2010 teria recebido R$ 1 milhão, o que ela nega, repercutiu ontem também na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. O presidente estadual do PT, Enio Verri, lembrou que não existem provas de envolvimento da ex-ministra da Casa Civil ou de outros membros do partido no esquema de corrupção montado dentro da estatal. "Confio totalmente na Gleisi. Quem está dando credibilidade a ele (Paulo Roberto Costa) é a imprensa. As pessoas estão sendo tratadas como bandidas só porque ele citou, e sem provas, os nomes".
Ausência
Nos corredores da AL, especula-se que esse tenha sido o real motivo de a senadora não aparecer no ato público com a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), realizado na última sexta-feira em Curitiba. Na ocasião, a assessoria de imprensa da legenda informou que Gleisi estava em um compromisso político com a deputada federal mais votada do Estado, Christiane Yared (PTN). De fato, a senadora se reuniu com Yared, intermediando inclusive um encontro da parlamentar com Dilma.
Investigação severa
Para o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), as denúncias não surgiram do nada. "Há uma delação premiada, tornaram-se públicas, e os fatos têm de ser apurados. Tanto vale para os nomes já citados como para os que poderão surgir", disse. Traiano também comentou o fato de o ex-presidente nacional do PSDB Sérgio Guerra ter sido igualmente mencionado segundo Costa, ele recebeu propina para esvaziar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras em 2009. "A investigação tem de ser severa, independentemente de partido. Se o envolvimento for comprovado, que se tomem as providências jurídicas". Guerra morreu em março deste ano, vítima de um câncer.
Audiência em Brasília
A senadora Gleisi Hoffmann (PT) informou ontem que vai interceder junto ao Ministério da Justiça, em especial ao ministro José Eduardo Cardozo, para receber em audiência na capital federal as lideranças dos agentes penitenciários do Paraná. Segundo a petista, eles querem levar às autoridades um quadro real da situação vivida pela categoria no Estado. O Paraná já registrou 22 rebeliões em presídios e cadeias públicas somente em 2014. A ex-ministra da Casa Civil disse ainda que, desde 2012, a União já disponibilizou ao governo estadual em torno de R$ 132 milhões para investimentos em ações preventivas, mas os recursos "têm sido desprezados".
Expulsão?
O líder do PMDB na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Nereu Moura, rebateu ontem as declarações do senador Roberto Requião (PMDB), que na última sexta-feira defendeu a expulsão dos correligionários que insistirem em apoiar o governador reeleito, Beto Richa (PSDB). Derrotado na disputa ao Palácio Iguaçu, o ex-governador chegou a dizer que os suplentes dos chamados "adesistas" já podiam se preparar para assumir os mandatos. "Nós não temos que começar com truculência. Se hoje chegamos a esse ponto, é porque muita coisa errada aconteceu no passado", argumentou Nereu.
'Único caminho'
Na AL, o PMDB reduziu de 13 para oito o número de representantes. Destes, apenas ele e mais dois Anibelli Neto e Requião Filho garantiram publicamente que farão oposição ao tucano. Para o líder da bancada, porém, é possível que outros deputados também revejam sua posição. "É hora de dialogar, de buscar o entendimento e de marchar unido, mas não de forma obrigada, e sim por entendimento de que esse é o único caminho que nos resta", acrescentou.
LEC na Série C
O plenário da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná concedeu ontem votos de congratulações ao Londrina Esporte Clube (LEC), pelo acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. A proposição foi apresentada pelo deputado estadual Tercílio Turini (PPS) e aprovada ao final da sessão plenária.
Mudanças no PPA
Os deputados estaduais aprovaram ontem, em primeira discussão, o projeto de lei 400/2014, do Poder Executivo, que altera o Plano Plurianual (PPA) referente ao período de 2012/2015. Segundo o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), a mensagem faz readequações para dar suporte ao orçamento do próximo ano. A mensagem deve ser votada hoje em segundo turno. As mudanças atualizam ações que não estavam provisionadas, relativas a programas como Desenvolvimento Integrado da Cidadania, Desenvolvimento Rural Sustentável e Abastecimento, Paraná Seguro, Paraná Sustentável, Rede Paraná Multimodal de Transporte e Logística e Saúde para Todo o Paraná. "O governo estabeleceu metas que não estavam previstas, tais como a modernização do Porto (de Paranaguá), porque não havia previsão orçamentária. Agora toma a iniciativa de incluí-las no PPA", afirmou. De acordo com o tucano, os valores, porém, são os mesmos. "Apenas há uma adequação e a previsibilidade".


