Campanha tucana
De passagem por Londrina, ontem, onde concedeu entrevista coletiva, o senador Alvaro Dias (PSDB) afirmou que o candidato do partido à presidência, Aécio Neves, deve se concentrar em alguns lances da disputa. "É uma campanha curta (no segundo turno), então, eu penso que ele deve se concentrar nas entrevistas para a imprensa, na preparação para os debates e na gravação dos programas", falou Alvaro, defendendo menos corpo a corpo com o eleitorado nesse período.

Plateia
Embora a assessoria do senador Alvaro Dias tivesse convocado a imprensa londrinense para uma entrevista coletiva, a plateia no Hotel Bourbon, local do evento, estava composta também por aliados políticos, amigos e assessores do tucano. Foram vistos por lá o presidente da Sercomtel, Christian Schneider, e o chefe de Gabinete do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), Márcio Stam. "Vim representando o prefeito e também como amigo do Alvaro", falou Stam.

"Agenda Paraná"
O deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), que anteontem entregou pessoalmente ao presidenciável Aécio Neves (PSDB) uma carta de compromissos da chamada "Agenda Paraná", disse que pretende fazer o mesmo com a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), nesta sexta-feira. O documento, elaborado após discussões na Assembleia Legislativa (AL), trata de demandas específicas do Estado, como infraestrutura de transporte, indústria, agronegócios e exportações.

Discriminação
"A Agenda Paraná é um instrumento político oficial importante, que lista obras e ações programadas para o relacionamento entre o Estado e a União". Ele criticou o que chamou de "discriminações históricas" da União para com o Paraná, tema que vem sendo constantemente explorado pelo governador reeleito Beto Richa (PSDB), de quem é aliado. "Espero poder explicar à presidenta Dilma o que é; ela às vezes é um pouco mal criada, como já foi em outras circunstâncias...".

Voto na Dilma
Apesar do apoio a Beto e das alfinetadas ao governo federal, Romanelli garantiu que votará em Dilma. "Sou do PMDB, defendo a reeleição da presidenta e tenho uma posição muito clara em relação a isso. Respeito naturalmente quem apoia a candidatura do senador Aécio, e não crio essa luta entre o bem e o mal". Para mostrar que está com a petista, o peemedebista criticou a intenção do ex-governador de Minas Gerais de nomear Armínio Fraga como ministro da Fazenda. "Ele foi o ministro do arrocho, da recessão e do desemprego. Penso que ele (Aécio) poderia sinalizar com o nome de alguém que tenha uma visão desenvolvimentista do Brasil".

Visita de cortesia
O deputado estadual eleito Tiago Amaral (PSB) disse ontem que está na política por convicção, e não por influência do pai, o conselheiro do Tribunal de Contas (TC) Durval Amaral, que é também ex-parlamentar. "Meu pai foi uma das pessoas, claro, que me apresentou à política que dá certo e que dá resultado. Mas só estou na política porque acredito que não existe outro instrumento de transformação da sociedade, de melhoria da qualidade de vida. É vocação", resumiu. O londrinense, que recebeu mais de 86 mil votos, fez ontem o que chamou de visita de cortesia à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, para se apresentar e se colocar à disposição dos futuros colegas e da imprensa.

Licença para processar
O procurador-geral da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Luiz Carlos Caldas, autorizou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa a analisar o pedido de licença para processar o governador reeleito Beto Richa (PSDB). A informação foi repassada pelo líder do PT, Tadeu Veneri, que na semana passada questionou o fato de o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), não ter colocado a questão ainda em votação. A solicitação foi feita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2011 e 2012, por meio de dois ofícios, mas nunca levada a plenário.

Caso antigo
Em junho de 2009, o Ministério Público Federal (MPF) abriu uma ação contra Beto por suposta irregularidade na destinação de R$ 100 mil do Fundo Nacional de Saúde. O questionamento corresponde ao período de novembro de 2006 a dezembro de 2008, época em que o tucano era prefeito de Curitiba. Em entrevista à FOLHA no último domingo, o governador disse que a verba seria empregada na reforma de uma unidade de saúde. "Nós devolvemos o dinheiro, não foi usado, porque resolvemos mudar a obra", explicou. Ele falou ainda que faz questão de que o processo seja julgado o quanto antes, "para que não haja mais exploração negativa".

Unânime
Os vereadores de Londrina aprovaram na sessão de ontem, por unanimidade, as contas do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) relativas ao ano de 2010. Antes da votação, alguns parlamentares sentiram necessidade de justificar o voto favorável a Barbosa, cassado em 2012 por infração político-administrativa. Lenir de Assis (PT), Elza Correia (PMDB), Sandra Graça (SD) e Professor Fabinho (PPS) disseram que diante do parecer do Tribunal de Contas (TC) do Paraná de que as contas estavam regulares e dos apontamentos da Comissão de Justiça não havia como votar de forma contrária. "Não há nada nos documentos que exijam que tenhamos posicionamento contrário", disse Sandra. As contas de 2009 de Barbosa também foram aprovadas pelo TC e Câmara.

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