Dobrou a votação
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), criticado por sua atuação e por sua falta de atuação na campanha eleitoral, disse ontem que agiu conforme havia dito que agiria. O deputado federal não reeleito Reinhold Stephanes (PSD) reclamou que não houve empenho do correligionário em sua campanha. O parlamentar fez apenas 5 mil votos em Londrina, o dobro obtido na última eleição, garantiu Kireeff. "Fiz o que havia combinado: recomendei o voto nele, declarei que votaria nele, mas disse que não faria campanha. E também ficou claro que recomendaria o voto para a reeleição do Alex Canziani (PTB) e do (Luiz Carlos) Hauly (PSDB)". O prefeito disse que conversou com Stephanes após as críticas do correligionário em entrevista à FOLHA, no último dia 8. "Não restou mágoa".

Visitas de Kireeff
Os eleitos já passaram no gabinete para se colocarem à disposição do prefeito e da cidade. Ontem, Kireeff reuniu-se com Canziani. Ao longo da semana, já havia estado com Hauly e os deputados estaduais Tercílio Turini (PPS) e Cobra Repórter (PSC). Com Marcelo Belinati (PP), a quem derrotou no segundo turno das eleições de 2012, Kireeff manteve conversa telefônica. "Conversamos no domingo, após o resultado. Eu pedi ajuda e ele se colocou à disposição para ajudar".

'Irresponsável'
O prefeito não gostou das declarações do senador Roberto Requião (PMDB). O candidato derrotado acusou Kireeff de definir o apoio para Beto Richa (PSDB) mediante a liberação de verbas para o município. "O Kireeff dizia que estava indefinido e tornou a eleição um negócio. O Beto foi lá e liberou uma verba e ele declarou apoio", atacou o peemedebista. "Essa frase, por ter duplo sentido, é no mínimo irresponsável", defendeu-se o prefeito.

Simulador de IPTU
Cobrado publicamente por associações de moradores esta semana para que disponibilize um simulador para que o contribuinte possa saber quanto efetivamente pagará de IPTU em 2015 caso a Planta Genérica de Valores (PGV) seja aprovada, Kireeff disse que determinou à Fazenda que providencie o mecanismo. "Espero que ele esteja funcionando até o momento em que a Câmara tiver analisado tecnicamente, do ponto de vista legal, a planta. Acho que poderia haver esta sincronia", comentou.

Denúncia
O empresário Hilderlei Lessa protocolou ontem na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público denúncia sobre suposto pagamento de vantagem indevida pela empresa Juntas Santa Cruz ao vereador londrinense Gaúcho Tamarrado (PDT). À FOLHA, Lessa disse que não tem provas, mas quer alertar as autoridades sobre a suspeita antes que uma área de 1,9 mil metros quadrados seja doada à empresa. Segundo ele, há comentários de que o empresário pagou R$ 150 mil a Tamarrado para que votasse a favor do projeto. O Executivo, autor da proposta, pediu a suspensão da tramitação até o esclarecimento da denúncia. Segundo a assessoria do Ministério Público, a denúncia ainda não foi distribuída a nenhum dos promotores. Tamarrado e também um dos donos da empresa Juntas Santa Cruz, Carlos Castilho, registraram boletim de ocorrência contra Lessa, sob a acusação por crimes de calúnia, injúria e difamação.

Dados de pesquisa
O ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou na noite de anteontem que o Instituto Paraná envie para a campanha da presidente e candidata do PT, Dilma Rousseff, informações sobre a pesquisa publicada nesta semana que aponta Aécio Neves (PSDB) como favorito no segundo turno. Caso não seja possível enviar as cópias de planilhas do Instituto Paraná via e-mail, decidiu o ministro, a campanha de Dilma pode obter os dados diretamente na empresa, fornecendo ao instituto mídia para salvar os dados ou arcando com custos de cópias físicas.

Prazo
Os documentos, pela determinação do ministro, deverão ser fornecidos no prazo de dois dias. "Intime-se o Instituto Paraná de Pesquisas e Análise de Consumidor para que disponibilize o acesso aos documentos solicitados, preservada a identidade dos entrevistados", decidiu o ministro. A Coligação Com a Força do Povo, da presidente Dilma, acionou o TSE, pedindo o acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados da pesquisa realizada pelo instituto. O levantamento foi publicado na quarta-feira pelo portal da Revista Época.

Investigação
O PT fundamentou o pedido de informações alegando "necessidade de investigação de supostas irregularidades", como superdimensionamento do porcentual de eleitores com nível superior, ausência de porcentual considerado para cada nível de escolaridade, falta de critérios para ponderação quanto ao nível econômico do eleitor e ausência da designação dos Estados e Municípios em que a coleta foi realizada. Pela pesquisa do instituto, o adversário tucano da petista na corrida ao Planalto teria 54% das intenções de votos válidos, enquanto Dilma teria 46%.

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