INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de outubro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Herdeiros políticos
O vereador Jamil Janene (PP), ao usar os microfones da Câmara de Londrina para defender os colegas que não se elegeram no último domingo, não poupou elogios ao clã Belinati. Ressaltou as expressivas votações do deputado federal eleito Marcelo Belinati (PP), o mais votado em Londrina, e de Belinatinho (PP), o segundo mais votado na cidade, mas não eleito para a Assembleia Legislativa. "Se o Marcelo e o Antonio Carlos estão onde estão é mérito do seo Antonio, o eterno prefeito de Londrina", proclamou, contando que passou os últimos dez dias de campanha ao lado de Belinati e percebeu "o carinho que as pessoas têm com ele". "Eu sei que ele tem problemas com a Justiça, mas não sou eu quem vai condená-lo". Jamil Janene é primo do ex-deputado federal José Janene (morto em 2010), que foi um dos principais aliados de Belinati.
Rolândia ou Londrina?
Eleito deputado estadual em sua primeira disputa, com 29.097 votos, Cobra Repórter (PSC) não gosta da classificação de políticos com base no domicílio eleitoral. Ele, que mora e vota em Rolândia, trabalha em Londrina e em Cambé. "Não tem que ficar com esse negócio de Tercílio (Turini, PPS) é de Londrina, Tiago (Amaral, PSB) é de Cambé e eu, de Rolândia. Temos que pensar que somos deputados do Norte do Paraná", proclama. A questão é que, como homem público com visibilidade na tevê, Cobra foi o primeiro mais votado em Rolândia, onde abocanhou os sufrágios de 42,6% dos eleitores, e o terceiro de Londrina, com 3% dos votos, mas também teve presença expressiva em outras da região. Ele subiu à Assembleia Legislativa do Paraná com a ajuda de Ratinho Junior (PSC), cuja votação ajudou a levar mais 11 parlamentares para Curitiba.
Poluição visual
As eleições terminaram domingo, mas os canteiros e rotatórias de Londrina ainda abrigam cavaletes de propaganda eleitoral. Em razão disso, a Câmara de Vereadores aprovou ontem requerimento de autoria de Tio Douglas (PTB) para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) providenciar a retirada do material de campanha.
PMDB do Paraná e Aécio
O líder do PMDB na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Nereu Moura, disse ontem que não pretende participar de nenhuma conversa com o governador reeleito Beto Richa (PSDB) sobre um possível apoio ao presidenciável Aécio Neves (PSDB). Segundo ele, o partido foi oposição a Beto nessas eleições e é assim que precisa agir. No entanto, o peemedebista falou que também será difícil para seus correligionários participar da campanha de Dilma Rousseff (PT), como propõe o senador Roberto Requião (PMDB). "O PT cometeu graves erros. Tinha o governo federal sozinho, não dividiu com ninguém. Ministros dos outros partidos eram de ministérios de quinta categoria. Os de conteúdo eram todos do PT. E, no Paraná, nós do PMDB nunca fomos chamados para nada. Apoiar só por apoiar não dá", afirmou.
Aécio em Curitiba
O candidato tucano à presidência da República, Aécio Neves, confirmou agenda no Paraná na campanha deste segundo turno. Segunda-feira, às 12 horas, ele estará em Curitiba com o governador reeleito Beto Richa (PSDB) para um encontro entre correligionários no Restaurante Madalosso.
Até tu?
"Até o (Rodrigo) Rocha Loures dividiu cartaz com o Ratinho Junior na campanha", disparou o senador Roberto Requião (PMDB), anteontem, ao comentar sobre o racha no partido, durante sua primeira manifestação pública após o resultado das urnas de domingo. Lembrando que Loures assumiu este ano o comando do PMDB do Paraná como "representante" do "MDB de guerra" de Requião.
Ofícios ignorados
O líder do PT na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Tadeu Veneri, apresentou ontem um requerimento à Mesa Executiva solicitando que seja votado um pedido de licença para processar o governador Beto Richa (PSDB). A solicitação foi feita em dois ofícios encaminhados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2011 e 2012, segundo ele sem o conhecimento dos demais deputados. Até agora, contudo, não foi colocada em pauta pelo presidente Valdir Rossoni (PSDB).
Aval da AL
A ação penal 687, proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), diz respeito ao período de 14 de novembro de 2006 a 31 de dezembro de 2008, quando Beto era prefeito de Curitiba. Conforme consta nos autos, o órgão apura se o tucano empregou recursos públicos recebidos do Fundo Nacional de Saúde mediante um convênio, no valor de R$ 100 mil, em desacordo com os planos a que se destinavam. Como o processo foi aberto em 2011, um ano depois de Beto se tornar governador, conseguindo assim foro privilegiado, a continuidade das investigações depende da aprovação da licença prévia, por dois terços dos membros da AL.
Ação penal
"O que eu não entendo é porque a Assembleia ficou durante esses quase três anos com esse pedido sem que fosse dado conhecimento ao público", questionou Veneri. O petista disse que soube do envio dos ofícios cerca de 15 dias atrás, mas que, por conta do processo eleitoral, achou que o momento não seria o mais adequado. "O Carlos Alberto Richa poderia alegar que nós estávamos fazendo por questões meramente eleitorais, o que acabaria trazendo um grande problema para todos. Mas estamos vendo que há uma ação penal e que ela é clara", afirmou.


