INFORME FOLHA
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segunda-feira, 06 de outubro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
"Eu avisei"
Segundo deputado estadual mais votado do Paraná, com 114 mil votos, Alexandre Curi (PMDB) disse ontem que a redução da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa (AL), de 13 para oito parlamentares, já era esperada. "Eu avisei", afirmou. O peemedebista foi um dos que defendeu a aliança com o PSDB do governador Beto Richa (PSDB), tese derrotada na convenção da legenda, em junho.
Vamos conversar?
Curi também adiantou que o presidenciável Aécio Neves (PSDB) deve chamar os deputados do PMDB paranaense para uma conversa em breve. Ele não revelou quando seria esse encontro, mas falou que a tendência é de que o tucano busque o apoio da legenda no Estado para alavancar sua campanha no segundo turno. A expectativa é de que Aécio retorne ao Estado, onde ficou à frente de Dilma Rousseff (PT), pelo menos mais uma vez nesta campanha.
Sorteio
O presidente da Assembleia Legislativa (AL), Valdir Rossoni (PSDB), anunciou ontem que ele e o primeiro secretário da Casa, Plauto Miró (DEM), decidiram sortear os gabinetes parlamentares que serão ocupados pelos deputados novatos a partir de 2015. A definição se dará em reunião logo depois do segundo turno das eleições, na primeira semana de novembro. Rossoni e Plauto entendem que esta é a alternativa mais justa e democrática aplicável ao caso. Das 54 cadeiras da AL, 21 serão trocadas na próxima legislatura.
Índice de renovação
Deputados da base aliada e da oposição ao governador Beto Richa (PSDB) comentaram ontem o índice de renovação de 38,8% na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, verificado após a apuração das urnas. Para o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), a troca de 21 cadeiras se deve ao fato de o PSC de Ratinho Jr. ser um partido "novo". "Nós sabíamos que isso acontecer, desde quando ele decidiu se candidatar", afirmou.
Efeito Ratinho
Segundo o tucano, muitos políticos que postulavam o cargo se filiaram à legenda justamente para ter mais chances de se elegerem. "Já na próxima eleição, vai acontecer o contrário. O partido inchou e os candidatos de pouca votação vão para outros", avaliou. Rossoni também comemorou o que chamou de grande vitória do governo Beto no Legislativo. "Ele (Executivo) tem partes do PMDB, que apoiava o governador, a bancada do Ratinho e a nossa". Eleito deputado federal, o chefe do Legislativo deixará a Casa no final de dezembro. Até lá, contudo, garantiu que o ritmo dos trabalhos será normal. "Falta tão pouco tempo... Temos que caprichar para não errar no final".
Bancada do PT reduzida
Já o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), aproveitou para alfinetar o PT, que reduziu de sete para três a sua bancada, e a oposição como um todo. "Esse enfraquecimento mostra que a oposição estava no caminho errado". Ele atribuiu o resultado da votação à "desconstrução" da imagem do PT feita pelos governistas em seus discursos, "em função da perseguição implacável que o governo federal nos fez". "Os paranaenses entenderam isso e manifestaram nos votos e nas urnas esse desprezo".
Oposição
O líder do PT, Tadeu Veneri, reconheceu que a coligação encabeçada por Gleisi Hoffmann (PT) fez menos parlamentares do que o esperado oito no total, sendo três do PT. No entanto, falou que pretende desempenhar o mesmo papel de fiscalização na AL. "Vamos ter mais dificuldades do que hoje, é inegável. Mas faz parte do processo. A nós está determinado o papel de oposição e é isso que vamos fazer". O petista deixou claro que neste segundo mandato, o PSDB será ainda mais cobrado. "O governador Carlos Alberto recebe um novo governo sem as dificuldades alegadas quando recebeu o primeiro. Recebe com as suas finanças, o seu quadro, a sua estrutura e as suas propostas. E me parece que agora, de fato, terá de fazer tudo o que prometeu. Não há mais desculpa nenhuma."
Polêmica do casamento
A bancada evangélica da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) vai discutir com o prefeito Gustavo Fruet (PDT) a publicidade do casamento comunitário, que será realizado no dia 7 de dezembro, na capital. A divulgação no Facebook do evento, que incluirá uniões homoafetivas, foi considerada "tendenciosa e unilateral" por alguns parlamentares. A postagem, com imagens tanto de gays como de héteros, seguida da frase "Viva o Amor", chegou a ser retirada das redes sociais, mas foi republicada em seguida.
Moção de repúdio
Na sessão de ontem, os vereadores votariam uma moção de repúdio à publicação. O requerimento, contudo, foi retirado de pauta pela autora, Carla Pimentel (PSC), com a promessa de haver uma audiência sobre o tema com Fruet. Também ontem, militantes da comunidade LBGT estiveram na Casa para entregar uma nota, assinada pela presidente da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, Ana Carla Harmatiuk Matos, que repudia a "discriminação por orientação sexual" ocorrida na Câmara.


