"Não sei sobre o indiciamento, mas posso dizer que não agredi o prefeito. Ele acabou caindo e se machucou"



Apoio extraoficial

Peemedebistas que defendiam a aliança do partido com o PSDB do governador Beto Richa (PSDB) arranjaram uma forma de "driblar" a legislação eleitoral e pedir votos, ainda que não oficialmente, ao tucano. Nas ruas de Curitiba, cavaletes de candidatos a deputado estadual como Alexandre Curi (PMDB) e Stephanes Jr. (PMDB), que integram a base de apoio a Beto na Assembleia Legislativa (AL), receberam adesivos com a foto e o número do atual chefe do Executivo.

Infração?

No início de julho, a executiva estadual do PMDB aprovou uma resolução interna que permite aos postulantes à AL e à Câmara dos Deputados subir nos palanques de partidos que não fazem parte da coligação encabeçada pelo senador Roberto Requião (PMDB). A medida, contudo, não permite que os peemedebistas peçam votos diretamente a outros concorrentes a cargos majoritários. A dúvida é se os adesivos, que, em tese, podem ser colados por qualquer pessoa, como que numa intervenção urbana, representam de fato uma infração.

Flagrados

Os vereadores de Nova Londrina (Noroeste) Mário Sonsim (PDT) e Nelson da Costa (PSD) foram presos em flagrante essa semana, por suposta compra de votos. Após denúncia encaminhada ao cartório eleitoral, foi organizada uma operação conjunta, com a participação do Ministério Público Eleitoral (MPE), Polícia Civil e Polícia Militar, que flagrou os parlamentares num carro plotado com propaganda de diversos candidatos a deputado. "Estavam com agendas, com nomes e contabilidade anotados, além de vales em diferentes valores, para álcool e gasolina", explicou o promotor Diego André Coqueiro Barros. Sonsim e Costa não são candidatos.

Por dentro de lei

De acordo com Barros, Sonsim e Costa foram presos na quarta-feira, ouvidos na delegacia e liberados após pagamento de fiança. O inquérito aberto vai apurar se havia a participação de mais pessoas no eventual crime e para quem os vereadores estariam trabalhando. "Há 15 dias, reunimos aqui as lideranças partidárias para falar sobre a legislação eleitoral, o que pode e o que não pode, inclusive os dois estavam lá, representando os seus partidos", comentou o promotor. A reportagem não conseguiu falar com o delegado de Nova Londrina sobre a investigação. Na Câmara de Vereadores da cidade, o presidente Mário Pileg Junior (DEM) disse, por meio da assessoria, que vai esperar a conclusão do inquérito para se manifestar. Sonsim e Costa não estavam no Legislativo e não deram retorno.

Estatuto do Idoso

A confusão com o prefeito de Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina), Tide Balzanelo (PT), rendeu ao servidor municipal Antonio Tavares o indiciamento por lesão corporal. "Ele acabou enquadrado no Estatuto do Idoso, em razão da idade do prefeito", informou o delegado Paulo Gomes. Tide, 67 anos, registrou boletim de ocorrência contra Tavares no dia 15 de setembro, alegando ter levado um soco no rosto depois de uma discussão na prefeitura. O servidor, que ocupava um cargo comissionado na época, nega. "Não sei sobre o indiciamento, mas posso dizer que não agredi o prefeito. Ele acabou caindo e se machucou."

Retirado de pauta

Devido à apresentação de emendas, o projeto de lei (PL) que delega à Sercomtel Telecomunicações o serviço de iluminação pública foi retirado de pauta na sessão da última terça-feira da Câmara Municipal de Londrina. Ao todo, quatro emendas foram protocoladas, mas duas já foram arquivadas a pedido dos autores. Restaram a emenda de Elza Correia (PMDB) que fixa em 15 anos o prazo para delegação – o PL prevê prazo indeterminado – e a de Roberto Fú (PDT), prevendo que não poderá haver aumento no percentual da contribuição para a iluminação pública (Cosip), pago por todos os contribuintes na conta de energia elétrica. A de Elza teve parecer favorável das comissões técnicas e aval do presidente da Sercomtel, Christian Schneider. "Em nada prejudica o projeto", disse ele. Já a de Fú, apresentada apenas terça-feira, ainda não foi analisada.

Autorizada

Schneider disse que a empresa que executará o novo serviço – a Sercomtel Iluminação Pública – já foi autorizada em assembleia dos sócios. "Temos de registrar na Junta Comercial, o que só ocorrerá após a aprovação do projeto." Segundo a Sercomtel, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proíbe que a Sercomtel Telecomunicações atue em área distinta da concessão, mas não impede que ela constitua ou participe de empresas de outros setores. Já o estatuto da Sercomtel permite que ela seja sócia de empresa que tenha relação com "quaisquer outras forma legítimas de prover comunicações".

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