INFORME FOLHA
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quinta-feira, 02 de outubro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
"Prefs" volta atrás
Depois de apagar da linha do tempo de seu Facebook uma ilustração sobre o casamento comunitário que acontecerá em dezembro, na Arena da Baixada, inclusive com a participação de casais homoafetivos, a Prefeitura de Curitiba voltou atrás. A postagem, com imagens tanto de gays como de héteros, seguida da frase "Viva o Amor", foi republicada na noite de anteontem, junto a um pedido de desculpas. "Às vezes a gente acerta, às vezes erra. Nós erramos, e pedimos desculpas", dizia o texto, assinado por toda a equipe de comunicação da "Prefs", como a administração é chamada nas redes sociais.
Casamento
O evento, marcado para o dia 7 de dezembro, é promovido pelo Tribunal de Justiça (TJ), em parceria com a prefeitura e com o apoio do Sesc Paraná. Todos os casais com ganho máximo mensal de até três salários mínimos podem se inscrever, independentemente de orientação sexual.
Críticas
A polêmica começou após a bancada evangélica da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) tecer pesadas críticas durante a sessão de anteontem. A vereadora Carla Pimentel (PSC) acusou a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT) de ter usado um meio de comunicação institucional para "fazer apologia ao casamento gay", posicionamento compartilhado por pelo menos mais cinco parlamentares. A decisão da prefeitura de apagar a postagem, contudo, foi repudiada por vários usuários do Facebook, o que levou a administração a reconsiderar.
É campanha
Militantes e simpatizantes peemedebistas aproveitaram a confusão de ontem no barracão da coligação do governador Beto Richa (PSDB), em Curitiba, para se manifestar a favor da candidatura do senador Roberto Requião (PMDB) ao Palácio Iguaçu. Alguns deles, munidos de megafone e adesivos do partido, levaram uma faixa com os dizeres "Fora, Beto", anunciando a realização de um protesto contra o tucano, marcado para amanhã, às 10h30, na Boca Maldita, centro da capital.
Imprensa na confusão
Quando jornalistas entrevistavam Maurício Requião, irmão do senador, um caminhão de som chegou a entoar jingles da campanha. O som, porém, foi logo interrompido, a pedido dos repórteres. Em alguns momentos, houve ainda a distribuição de santinhos. A confusão, que começou pela manhã, só acabou por volta de 16h30, com a apreensão dos panfletos apócrifos que atacavam Gleisi Hoffmann (PT) e a posterior saída de Maurício, Dr. Rosinha (PT) e outros petistas e peemedebistas do local.
Mala direta
Cerca de 12 mil correspondências com acusações contra um candidato a deputado federal da região de Ponta Grossa tinham como remetente o Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL). Após ser surpreendido pelo fato, quando foi procurado pelo representante da Inspetoria Regional dos Correios em Londrina, o OGPL divulgou ontem nota de esclarecimento, repudiando "a utilização de seu nome indevidamente". A entidade informou ainda que está buscando, junto aos órgãos competentes, investigação sobre a autoria da mala direta para responsabilização dos envolvidos.
Sessão relâmpago
A última sessão da Câmara de Londrina antes das eleições de domingo durou menos de duas horas. Antes da 16h30, os vereadores que foram econômicos nos discursos já haviam terminado de votar os cinco projetos da pauta e pedidos de informação. Ao todo, são oito candidatos no Legislativo londrinense. Sete disputam vaga na Assembleia Legislativa e um na Câmara Federal.
CEI dos Alvarás
O relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Londrina que apontou possíveis irregularidades no loteamento do Complexo Marco Zero e na concessão de alvarás e Habite-se para imóveis do Jardim Colúmbia será entregue ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na próxima sexta-feira. O presidente da CEI, Jamil Janene (PP), disse que a reunião será aberta aos demais vereadores e à imprensa. No relatório, a CEI pede várias providências como, por exemplo, apurar eventuais responsabilidades de servidores e rever o processo de aprovação do zoneamento do Marco Zero.
Interrogatórios
Está marcada para a próxima quarta-feira, na Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, os interrogatórios dos réus da ação penal da Lava Jato que apura desvios de dinheiro público das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A partir das investigações que constam neste processo e, com a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, surgiram indícios do envolvimento de diversos políticos num suposto esquema de pagamento de propina dentro da estatal. Além de Costa e de Alberto Youssef, Leandro Meirelles, Leonardo Meirelles, Esdra de Arantes Ferreira, Waldomiro de Oliveira, Pedro Argese Júnior, Márcio Andrade Bonilho e Murilo Tena Barrios serão interrogados pelo juiz Sérgio Moro.
Nova defesa
A advogada Beatriz Catta Preta, que coordenou a delação premiada de Paulo Roberto Costa, renunciou à defesa do réu da Lava Jato. A decisão foi comunicada ontem à Justiça Federal do Paraná, por meio de petição. Quem deve assumir a defesa do ex-diretor da Petrobras é o advogado João de Baldaque Mestieri. Em conversa com a FOLHA no início da semana, Catta Preta afirmou que "a missão foi cumprida" em relação ao acordo de delação fechado com o MPF.


