"Prefs" volta atrás
Depois de apagar da linha do tempo de seu Facebook uma ilustração sobre o casamento comunitário que acontecerá em dezembro, na Arena da Baixada, inclusive com a participação de casais homoafetivos, a Prefeitura de Curitiba voltou atrás. A postagem, com imagens tanto de gays como de héteros, seguida da frase "Viva o Amor", foi republicada na noite de anteontem, junto a um pedido de desculpas. "Às vezes a gente acerta, às vezes erra. Nós erramos, e pedimos desculpas", dizia o texto, assinado por toda a equipe de comunicação da "Prefs", como a administração é chamada nas redes sociais.

Casamento
O evento, marcado para o dia 7 de dezembro, é promovido pelo Tribunal de Justiça (TJ), em parceria com a prefeitura e com o apoio do Sesc Paraná. Todos os casais com ganho máximo mensal de até três salários mínimos podem se inscrever, independentemente de orientação sexual.

Críticas
A polêmica começou após a bancada evangélica da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) tecer pesadas críticas durante a sessão de anteontem. A vereadora Carla Pimentel (PSC) acusou a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT) de ter usado um meio de comunicação institucional para "fazer apologia ao casamento gay", posicionamento compartilhado por pelo menos mais cinco parlamentares. A decisão da prefeitura de apagar a postagem, contudo, foi repudiada por vários usuários do Facebook, o que levou a administração a reconsiderar.

É campanha
Militantes e simpatizantes peemedebistas aproveitaram a confusão de ontem no barracão da coligação do governador Beto Richa (PSDB), em Curitiba, para se manifestar a favor da candidatura do senador Roberto Requião (PMDB) ao Palácio Iguaçu. Alguns deles, munidos de megafone e adesivos do partido, levaram uma faixa com os dizeres "Fora, Beto", anunciando a realização de um protesto contra o tucano, marcado para amanhã, às 10h30, na Boca Maldita, centro da capital.

Imprensa na confusão
Quando jornalistas entrevistavam Maurício Requião, irmão do senador, um caminhão de som chegou a entoar jingles da campanha. O som, porém, foi logo interrompido, a pedido dos repórteres. Em alguns momentos, houve ainda a distribuição de santinhos. A confusão, que começou pela manhã, só acabou por volta de 16h30, com a apreensão dos panfletos apócrifos que atacavam Gleisi Hoffmann (PT) e a posterior saída de Maurício, Dr. Rosinha (PT) e outros petistas e peemedebistas do local.

Mala direta
Cerca de 12 mil correspondências com acusações contra um candidato a deputado federal da região de Ponta Grossa tinham como remetente o Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL). Após ser surpreendido pelo fato, quando foi procurado pelo representante da Inspetoria Regional dos Correios em Londrina, o OGPL divulgou ontem nota de esclarecimento, repudiando "a utilização de seu nome indevidamente". A entidade informou ainda que está buscando, junto aos órgãos competentes, investigação sobre a autoria da mala direta para responsabilização dos envolvidos.

Sessão relâmpago
A última sessão da Câmara de Londrina antes das eleições de domingo durou menos de duas horas. Antes da 16h30, os vereadores – que foram econômicos nos discursos – já haviam terminado de votar os cinco projetos da pauta e pedidos de informação. Ao todo, são oito candidatos no Legislativo londrinense. Sete disputam vaga na Assembleia Legislativa e um na Câmara Federal.

CEI dos Alvarás
O relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Londrina que apontou possíveis irregularidades no loteamento do Complexo Marco Zero e na concessão de alvarás e Habite-se para imóveis do Jardim Colúmbia será entregue ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na próxima sexta-feira. O presidente da CEI, Jamil Janene (PP), disse que a reunião será aberta aos demais vereadores e à imprensa. No relatório, a CEI pede várias providências como, por exemplo, apurar eventuais responsabilidades de servidores e rever o processo de aprovação do zoneamento do Marco Zero.

Interrogatórios
Está marcada para a próxima quarta-feira, na Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, os interrogatórios dos réus da ação penal da Lava Jato que apura desvios de dinheiro público das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A partir das investigações que constam neste processo e, com a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, surgiram indícios do envolvimento de diversos políticos num suposto esquema de pagamento de propina dentro da estatal. Além de Costa e de Alberto Youssef, Leandro Meirelles, Leonardo Meirelles, Esdra de Arantes Ferreira, Waldomiro de Oliveira, Pedro Argese Júnior, Márcio Andrade Bonilho e Murilo Tena Barrios serão interrogados pelo juiz Sérgio Moro.

Nova defesa
A advogada Beatriz Catta Preta, que coordenou a delação premiada de Paulo Roberto Costa, renunciou à defesa do réu da Lava Jato. A decisão foi comunicada ontem à Justiça Federal do Paraná, por meio de petição. Quem deve assumir a defesa do ex-diretor da Petrobras é o advogado João de Baldaque Mestieri. Em conversa com a FOLHA no início da semana, Catta Preta afirmou que "a missão foi cumprida" em relação ao acordo de delação fechado com o MPF.

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