INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Paralisação eleitoral
Está agendada para hoje a paralisação dos servidores federais e eleitorais do Paraná. Ao todo, são cerca de 2 mil trabalhadores em todo o Estado. O sindicato que representa a categoria (Sinjuspar) convocou servidores de todas as regiões para a mobilização em frente aos cartórios eleitorais, enquanto que em Curitiba deve haver concentração à tarde em frente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. Os trabalhadores cobram reposição da inflação, que estaria com atraso de 8 anos. Apesar do movimento ter sido proibido em São Paulo, onde a Justiça Federal apontou possíveis prejuízos à organização das eleições, no Paraná a paralisação era organizada normalmente ontem.
Presidenciáveis no Paraná
Pesquisa Ibope divulgada na manhã de ontem mostra um empate técnico entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no Paraná. O tucano aparece com 33% das intenções de voto e a petista, com 32%. A candidata Marina Silva (PSB) tem 19% das intenções. Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) têm 1% cada e os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos são 7% e indecisos, 7%. No levantamento anterior, divulgado em 20 de setembro, os três principais candidatos estavam tecnicamente empatados. Dilma e Marina tinham 29% cada e Aécio, 28%. A pesquisa, encomendada pela RPC TV, ouviu 1.204 eleitores entre 26 e 28 de setembro em 65 municípios paranaenses. A margem de erro máxima é de três pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00886/2014.
Concentração do eleitorado
Londrina tem o terceiro maior local de votação do Estado. Depois do recadastramento biométrico, feito no ano passado, a Universidade Norte do Paraná (Unopar), localizada na rodovia PR-445, passou a abrigar 22 seções eleitorais com mais de 8,6 mil eleitores. De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, primeiro está o Colégio Anglo Americano, de Foz do Iguaçu, com 11,7 mil eleitores; depois vem o Colégio Estadual Tiradentes, de São José dos Pinhais, com 9 mil eleitores; em quarto lugar está o Colégio Estadual Senhorinha de Moraes Sarmento, na capital, com 8,4 mil eleitores.
Sem bala de prata
Prometida por uma semana em seu Twitter, a famigerada "bala de prata" do candidato ao governo do Paraná Roberto Requião (PMDB) não apareceu. A bomba prometida iria ao ar no programa de anteontem à noite, mas não foi. Depois, na sua TV 15, em que comenta os programas do horário eleitoral dos adversários, o peemedebista afirmou ter tido acesso a fotos comprometedoras do adversário Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição. Porém, ao invés de divulgá-las, promete enviar cópias ao tucano e protocolar os originais em denúncia na Polícia Federal. Requião, entretanto, não informou a que tipo de fotos teve acesso ou de que forma poderiam comprometer Beto.
Muito barulho
Desde a semana passada, em seu Twitter, o peemedebista prometia uma bomba que poderia mudar o rumo da eleição e seria, diz ele, mais reveladora que a delação que o doleiro Alberto Youssef se propunha a fazer. "Fujam para as montanhas", escrevia. Porém, em seu programa TV 15, veiculado no site de campanha, o candidato reclamou do vazamento de documentos que seriam inventário de família de sua mulher, supostamente esquecidos em um cofre na Granja do Canguiri, residência oficial do governador e que ocupou entre 2003 e 2010. Disse que foram "surrupiadas" e atribui o vazamento ao adversário tucano. Também criticou o suposto uso de computadores do governo para alimentar canais no site de vídeos Youtube contra o peemedebista.
Prisões vetadas
Desde ontem, até 48 horas depois do encerramento da votação no dia 5 próximo, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto. Já a proibição de prisão de candidatos está em vigor desde o último dia 20. No entanto, quem concorre a um cargo eletivo pode ser detido ou preso em caso de flagrante delito.


