INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Flávio Arns assume
Assim como havia anunciado na semana passada, o governador do Paraná Beto Richa (PSDB) se licenciou ontem de suas funções no Executivo, para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral. Segundo a assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu, o vice, Flávio Arns (PSDB), assumiu a cadeira às 8 horas, devendo ficar no cargo até o fim das eleições. Os tucanos vivem a expectativa de vencer o pleito no primeiro turno, evitando assim o desgaste de um eventual embate direto com o senador Roberto Requião (PMDB). Apesar de possuir o maior índice de rejeição entre os oito candidatos, o peemedebista apresenta bom histórico nas disputas no segundo turno. Da última vez que concorreu ao cargo, derrotou Osmar Dias (PDT) por uma margem de apenas dez mil votos.
Ministro em Curitiba
O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), participa hoje, às 11 horas, em Curitiba, de um encontro no diretório municipal do PDT, para manifestar apoio à candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Paraná. A "adesão" do pedetista à campanha da senadora é a segunda de um ministro de Estado em três dias. No último sábado, a chefe da Secretaria de Política Para as Mulheres, Eleonora Menicucci, esteve com Gleisi em um ato político voltado aos direitos das mulheres, também na capital paranaense. Principal cabo eleitoral da petista, contudo, Dilma Rousseff (PT) não veio ao Estado nenhuma vez desde o início da corrida eleitoral.
Da tevê para a internet
Se na tevê a bala de prata de Roberto Requião (PMDB) não se confirmou, a coligação liderada pelo PMDB passou a divulgar ontem que computadores do Palácio das Araucárias foram utilizados para abastecer canais no site de vídeos Youtube que atacam o senador. Para eles, a atitude configura uso da máquina a favor do candidato à reeleição e prometem entrar com representação por abuso de poder e uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) na tentativa de cassar o registro de Beto. A acusação tem como base documento da própria Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) admitindo que houve acesso aos servidores do Google, que mantém o site de vídeos, em momento indicado pelo PMDB. Entretanto, afirma que não é possível identificar os usuários ou qual serviço foi acessado o Google oferece, também, serviços como e-mail gratuito, armazenamento de arquivos em nuvem (on-line) e rede social (Google Plus).
Esperando a denúncia
A assessoria de imprensa do governo do Paraná afirma que só deve haver alguma atitude quando a denúncia se formalizar. Além disso, decreto datado de dezembro passado assinado por Beto disciplina o comportamento dos servidores durante o período eleitoral e, se houver investigação e alguma irregularidade for detectada, as medidas cabíveis serão tomadas de acordo com o que manda o regulamento.
Não pode mais
O candidato à reeleição para o Senado Alvaro Dias (PSDB) conseguiu evitar a veiculação de uma entrevista concedida por ele em que ataca seu correligionário Beto Richa. Concedidas em 2012 ao blog Paçoca com Cebola, as declarações foram recuperadas pela equipe de Gleisi Hoffmann (PT), a primeira a utilizar o vídeo. Porém, após a Justiça Eleitoral negar a Beto liminar que barrava a reprodução das imagens, o vídeo se multiplicou nos horários eleitorais de Requião e do PRTB.
Mudar de ideia, pode
Na nova decisão, o juiz eleitoral Guido José Döbeli admite que, apesar de o vídeo ser verdadeiro e seu conteúdo, notório, o fato de ser veiculado em 2014 pode levar o eleitor ao entendimento errôneo de que a rivalidade entre Beto e Alvaro persiste até hoje. "Com efeito, ainda que o Senador da República tenha expressado sua opinião em 2012 acerca da condução do Governo do Estado das Araucárias, nada impede que de lá para cá tenha mudado de opinião e se aliado politicamente a Carlos Alberto Richa para a disputa do certame eleitoral de 2014. Essa alternância de posicionamentos políticos não é inédita na política nacional tampouco é capaz de causar estranheza no eleitor", opinou o magistrado.
Documentos apreendidos
A Justiça Eleitoral apreendeu panfletos dentro dos comitês dos candidatos Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), durante o fim de semana, em Cianorte. De acordo com a coordenação jurídica da campanha de Beto Richa (PSDB), autora do pedido, a determinação de busca e apreensão foi expedida para todo o Estado, mas só naquela cidade foram encontrados. Foram cerca de dez mil impressos encontrados no comitê petista e aproximadamente cinco mil no peemedebista.


