INFORME FOLHA
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Prestação de contas
A Prefeitura de Londrina arrecadou mais do que gastou e mantém em caixa R$ 96 milhões deste total, R$ 23 milhões vem do exercício anterior. Os números referentes ao caixa municipal foram apresentados ontem na prestação de contas do segundo quadrimestre do ano. Embora positivo, o saldo é composto também por recursos vinculados, ou seja, com destinação específica. Apenas parte da sobra é de recursos livres, R$ 46 milhões, que podem ser usados conforme o planejamento da administração. "Mas não dá pra dizer que estamos tranquilos, afinal temos os compromissos do final do ano, como folha de pagamento, 13º terceiro salário e aporte de R$ 14 milhões para a CMTU", comentou o diretor da Secretaria de Fazenda, João Carlos Perez. Até o momento, foi realizada uma receita corrente de R$ 939 milhões, 66,26% do estimado para o ano (R$ 1,4 bilhão).
Projeção reduzida
A projeção de arrecadação livre da Fazenda era de R$ 727 milhões, mas o cenário desfavorável reduziu o índice para R$ 645 milhões. De acordo com o secretário de Fazenda, Paulo Bento "o último quadrimestre foi horrível em arrecadação". O IPTU, principal fonte de recursos próprios do município, atingiu 67% de recebimentos, ou seja, R$ 95 milhões.
Profis
Apesar de ter reafirmado a filosofia da "justiça fiscal" da administração ao ser questionado sobre a realização do Programa de Renegociação Fiscal (Profis), Paulo Bento não descartou completamente a medida. Adotado na gestão anterior, para incrementar o caixa no final do ano, no Profis o contribuinte inadimplente pode se livrar dos juros e multas ao procurar a prefeitura para negociar. "Não temos intenção de fazer Profis. Mas, se houver um desastre econômico, fazer o quê?".
Metas
Durante a prestação de contas, o secretário de Planejamento, Daniel Pelisson, informou que na próxima semana a prefeitura publicará em seu portal na internet (www.londrina.pr.gov.br) o relatório completo de execução das metas propostas. O Programa de Metas tem cerca de 170 itens e as ações estão distribuídas em sete eixos e são divulgadas a cada 120 dias. Os eixos são desenvolvimento sustentável; inclusão social; qualidade de vida; promoção da segurança pública e da defesa dos direitos fundamentais; promoção do meio ambiente equilibrado, do saneamento básico, da gestão de resíduos sólidos e do combate à poluição; atendimento dos serviços públicos municipais; e a melhoria na gestão pública.
Fogo amigo
Uma gravação em que o senador Alvaro Dias (PSDB) detona o governador Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição, virou a principal arma dos adversários no horário eleitoral gratuito. O vídeo foi "ressuscitado" por Gleisi Hoffmann (PT), mas foi veiculado no horário eleitoral gratuito de Roberto Requião (PMDB) e repetido pelo PRTB nos espaços destinados aos candidatos a governador (Geonísio Marinho), senador (Adilson Senador da Família) e deputados estaduais. Beto chegou a tentar barrar na Justiça Eleitoral a reprodução da fala do correligionário, mas teve o pedido negado pelo juiz Guido José Döbeli.
Beto no espaço de Requião
A Justiça Eleitoral concedeu a Beto Richa (PSDB) direito de resposta de um minuto dentro do horário eleitoral do adversário do PMDB, Roberto Requião. Ele poderá rebater as acusações de que teria permitido a realização de festa de aniversário de uma facção criminosa dentro do Presídio Estadual do Piraquara, no início do mês, com direito a bolo e salgadinhos. Segundo a versão do governo, a comemoração foi da Semana do Encarcerado, celebrada entre 1º e 5 de setembro. Outro direito de resposta cedido a Beto foi veiculada ontem, no site de Requião, para rebater acusações sobre o caixa de campanha do candidato à reeleição. O direito de resposta foi confirmado pela Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná em 19 de setembro.
Bens bloqueados
A 2ª Vara Cível de Cornélio Procópio determinou a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito de Leópolis (Norte Pioneiro) de 2005 a 2008 Antonio Gonçalves, o Toninho (PTB), e do atual presidente da Câmara de Vereadores, João Aparecido da Silva, o João Nambu (PR). Gonçalves teria cedido de forma irregular um terreno do município para o parlamentar para a instalação de uma empresa. O valor total dos bloqueios é até R$ 111.387,78. O contrato, segundo o Ministério Público, foi feito de modo verbal, o que é proibido.


