INFORME FOLHA
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
"Agora há pouco, uma pessoa me perguntou: 'Lula, mas a Marina te ama'. Eu falei: 'Eu também amo ela, mas escolher presidente não é uma questão de amor, se não, eu escolhia a Marisa (Letícia, esposa)'"
Eleição com armação
O governador Beto Richa (PSDB) disse ontem, durante evento de campanha com o senador Aécio Neves, que "estava demorando" para o senador Roberto Requião (PMDB) apresentar alguma armação nesta campanha, mas que o povo paranaense está "calejado". As declarações foram feitas após o peemedebista anunciar que fará uma revelação bombástica sobre o tucano em seu programa eleitoral de segunda-feira. "Vocês sabem, a história comprova, que toda eleição que tem Requião, tem armação. Ele foi eleito em 1990 com o maior estelionato do Paraná, talvez do Brasil, com aquele falso personagem criado, sugerindo ser pistoleiro contratado pela família Martinez, e duas outras eleições com a história do pedágio baixa ou acaba. Uma enganação. Nada disso aconteceu", afirmou.
Crítica liberada
A Justiça Eleitoral rejeitou pedido de Beto Richa (PSDB) e permitiu a veiculação de um vídeo no qual o senador Alvaro Dias (PSDB) tece críticas ao atual governador, que tenta a reeleição. Na gravação antiga, recuperada e divulgada por Gleisi Hoffmann (PT), Alvaro diz que o Paraná "vai mal", como se o governador não tivesse tomado posse, e que o Estado "não pode ser submetido à incompetência e desonestidade". Na decisão, o juiz eleitoral Guido José Döbeli anota que a entrevista é real. "Políticos se expõem e sabem desde sempre que estarão sujeitos a críticas ácidas, contundentes, em qualquer tempo, não podendo esconder fatos na campanha eleitoral, porque lhe são desfavoráveis", despachou o magistrado.
Atendimento ao eleitor
A partir de agora, o eleitor que tiver dúvidas relativas ao pleito do dia 5 de outubro poderá entrar em contato com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, por meio do telefone (41) 3072-4840. O canal de atendimento funcionará de segunda-feira a sexta-feira, das 9 às 19 horas e, neste sábado e domingo, das 13 às 17 horas. Já no final de semana das eleições, ficará aberto nos seguintes horários: sábado (4), das 9 às 17 horas, e domingo (5), das 7 às 17 horas. Podem ser esclarecidas questões como locais de votação e justificativa eleitoral.
Licença
Na reta final da campanha, o vereador Gustavo Richa (PHS), candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa, pediu licença não remunerada, prevista no artigo 96 do Regimento Interno da Câmara de Londrina. O afastamento começou ontem e segue até 5 de outubro, data da eleição. Os outros sete vereadores candidatos permanecem nos cargos.
'Não é uma questão de amor'
Após pesquisas de intenção de votos mostrarem recuperação da presidente Dilma Rousseff na corrida pela reeleição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diminuiu o tom dos ataques à presidenciável Marina Silva (PSB). Lula disse que ama Marina, mas que eleição não pode ser considerada uma questão de amor. O tom ameno ocorreu em dois comícios na noite da última quarta-feira na região metropolitana de São Paulo, ao lado do candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Alexandre Padilha. "Agora há pouco, uma pessoa me perguntou: 'Lula, mas a Marina te ama'. Eu falei: 'Eu também amo ela, mas escolher presidente não é uma questão de amor, se não, eu escolhia a Marisa (Letícia, esposa)'. Não é uma questão de amor. Quando eu decidi escolher a Dilma e não companheiros que estavam comigo no PT, era porque eu tinha aprendido a conhecer uma coisa da Dilma que a Miriam (Belchior, ministra do Planejamento) aprendeu a conhecer: competência e lealdade", disse.
Cinco mulheres
Lula afirmou que tem cinco mulheres importantes em sua passagem na Presidência. "A Dilma, a Graça (Foster, presidente da Petrobras), a Erenice Guerra (ex-ministra da Casa Civil), a Tereza (Campelo, ministro Desenvolvimento Social) e a Miriam (Belchior). Eram cinco mulheres que valiam por 20 homens", afirmou. Lula afirmou que eleição presidencial não é brincadeira nem teste. O ex-presidente também reforçou os ataques ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), afirmando que ele está apegado ao cargo. Ele ainda criticou o candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, por ter lutado pela extinção da CPMF. Esse foi o primeiro ataque ao peemedebista, que vinha sendo preservado pela cúpula do PT.


