INFORME FOLHA
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Youssef inicia conversas
Um dia após a defesa de Alberto Youssef divulgar que ele está disposto a tentar um acordo de delação premiada, o doleiro já iniciou as conversas com os procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que atuam na Lava Jato. O doleiro esteve ontem, na sede do MPF, em Curitiba, para antecipar o conteúdo que pode ser revelado por ele sobre o mega esquema de lavagem de dinheiro investigado pela operação deflagrada em março deste ano.
Paralisação de servidores
Servidores da Justiça Federal do Paraná e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado paralisaram ontem suas atividades durante 24 horas. A mobilização ocorreu simultaneamente em vários Estados brasileiros, para pedir agilidade na aprovação de um projeto de lei que repõe as perdas salariais dos profissionais. Tanto a assessoria de imprensa da Justiça Federal como a do TRE, porém, informaram que a população paranaense não foi prejudicada.
Ato em frente ao TRE
Segundo o coordenador geral do Sinjuspar (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e Eleitoral do Paraná), Paulo Cezar Silva dos Santos, o movimento estadual se deu principalmente em Curitiba, onde mais de 300 trabalhadores realizaram um ato em frente à sede do TRE. Houve focos também em Paranaguá, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Umuarama, Apucarana e Xambrê. Já em Londrina, as atividades se concentraram na Justiça Federal.
Perdas inflacionárias
Em tramitação no Congresso, a proposta 7920/2014 altera a tabela de vencimentos das carreiras do Poder Judiciário da União. "Estamos há oito anos sem recomposição das perdas inflacionárias, com defasagem de 50%. Como o projeto foi apresentado de forma parcelada, no final, em dezembro de 2017, já teremos novas perdas, mas queremos ao menos esse paliativo", afirmou Santos. Os trabalhadores realizariam na noite de ontem uma assembleia, que não encerrou até o fechamento desta edição.
'Presente'
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Municipal de Londrina marcou para 20 de outubro a audiência pública para discutir os dois últimos projetos de lei do Plano Diretor (PD). Os PLs 228 e 229, protocolados no ano passado, estão sob análise da Comissão de Justiça e, depois, seguem para as outras comissões darem parecer. A audiência pública para votação de leis integrantes do PD no caso, a de Uso e Parcelamento do Solo (zoneamento) e a do Plano Viário é uma exigência do Estatuto das Cidades. No caso de Londrina, moradores ainda querem mudanças no texto aprovado em conferências municipais. "Vamos fazer todo o esforço possível para dar esse presente para Londrina. Queremos finalizar a análise até o começo de dezembro. Se não for presente de Aniversário, será presente de Natal para a cidade", declarou o Vilson Bittencourt (PSL), presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano.
Imperdoável
Elza Correia (PMDB), vice-presidente da comissão, também manifestou preocupação com o atraso. A princípio a audiência pública deveria ser realizada em 9 de setembro, mas, devido à demora do parecer do Conselho Municipal da Cidade (CMC) e à necessidade de novo substitutivo pelo Executivo, o cronograma atrasou. "Seria terrível, imperdoável, não votarmos esse ano. Temos um compromisso com a cidade", declarou a parlamentar.
Aprovado
Ao contrário do que ocorreu na primeira discussão do projeto que cria a Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Criança, em que os vereadores debateram mais de uma hora, anteontem a proposta na Câmara de Londrina foi aprovada, em segundo turno, sem qualquer discussão. Mas o plenário continuou dividido. Os mesmos que votaram contra o projeto na primeira discussão mantiveram a posição: Gustavo Richa (PHS), Júnior dos Santos Rosa (PSC), Mário Takahashi (PV) e Padre Roque (PR) que fizeram parte do grupo que revisou o Regimento Interno e sugeriu a redução de 13 para nove comissões no Legislativo, com objetivo de otimizar o trabalho além de Rony Alves (PTB) e Emanoel Gomes (PRB). A Comissão dos Direitos da Criança seria extinta a partir de 2015, quando o novo Regimento Interno da Câmara entra em vigor. Suas atribuições seriam englobadas pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania. O grupo que defende a comissão acredita que é fundamental manter o assunto em uma comissão específica.
Orçamento de Londrina
A Câmara de Londrina aprovou anteontem em primeira discussão o orçamento para 2015, de quase R$ 1,5 bilhão. Agora, a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) será discutida em audiência pública a ser marcada pela Comissão de Finanças. Em seguida, os vereadores apresentam emendas e o texto segue para segunda discussão.


