INFORME FOLHA
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Ministro em Londrina
O ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff (PT), o petista Gilberto Carvalho, desembarca hoje em Londrina, onde faz palestra às 14h30 na APP Sindicato. O evento é aberto ao público. Segundo a ex-candidata à Prefeitura de Londrina Márcia Lopes (PT), irmã de Carvalho, na pauta estão "a conjuntura política nacional e as eleições, evidentemente, em defesa dos nossos candidatos". A senadora Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao governo do Paraná, que passou por Londrina no sábado passado, não participa do encontro hoje. O ministro está em férias para encorpar a campanha petista. A APP fica na Avenida Juscelino Kubitschek, 1834.
Demitidos
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, manteve a decisão de demitir os dois funcionários acusados pelo Ministério Público de cobrança de propina para agilizar processos de doação de áreas públicas. A demissão de José Hilário e Eduardo Reale já havia sido publicada no Jornal Oficial do Município no final de agosto. Na edição de ontem, foi publicado o indeferimento dos recursos dos dois. Eles chegaram a ser presos cautelarmente em dezembro passado. Foram afastados das atribuições na Codel e responderam a processo disciplinar (PA), que tramitou em sigilo porque há transcrições de escutas telefônicas obtidas a partir de quebra de sigilo autorizada pela 4ª Vara Criminal. Os dois foram demitidos por justa causa por afronta ao princípio da moralidade administrativa. Não cabem mais recursos administrativos.
Painel de votação
A Câmara de Londrina publicou na edição de ontem do Jornal Oficial do Município aviso de licitação para a "contratação dos serviços de manutenção preventiva e corretiva de painel eletrônico de votação", equipamento que constantemente tem apresentado falhas, gerando reclamações dos vereadores. O valor máximo a ser gasto é de R$ 54,1 mil. A sessão de lances do pregão presencial será em 2 de outubro.
Apoios
O prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD), que já se posicionou sobre o voto para o Senado inclusive gravou participação para o horário eleitoral gratuito na tevê do senador Alvaro Dias (PSDB), agora declarou seu voto na disputa por uma vaga à Câmara Federal. "Meu voto é para o Reinhold Stephanes: ele é do meu partido, já foi ministro, confio nele", disse o prefeito, mencionando também a passagem de Stephanes pela Casa Civil no governo do Beto Richa (PSDB). "Tenho outros nomes, como o Alex Canziani e o Luiz Carlos Hauly, que também trabalharam muito por Londrina. Seria fundamental reelegê-los."
Governador
Em breve, disse Kireeff que retorna ao cargo na segunda-feira após um licença de 10 dias para tratar de assuntos particulares vai também declarar seu voto para o candidato ao governo do Estado. "Já sei em quem vou votar, quem eu considero melhor para Londrina, mas vou falar na hora que achar mais adequado." Atendendo a curiosidade de eleitores, o prefeito, que diz ter lido os planos de governo dos principais candidatos ao governo federal, afirmou que logo também manifestará seu voto para presidente.
TJ responde...
Pouco mais de 28 horas depois de a FOLHA fazer uma solicitação ao Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, para saber qual o posicionamento do Judiciário acerca do pedido da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), de aumentar para R$ 4,37 mil o auxílio-moradia dos juízes e magistrados, a assessoria de imprensa do órgão retornou. Em e-mail enviado na tarde de ontem à reportagem, disse: "Quanto à solicitação da Amapar, está sendo analisada pelos órgãos técnicos e assessoria jurídica do Tribunal e depois será analisada pelo Presidente, sem previsão de apreciação do pedido". Conforme noticiado ontem, o valor do pagamento corresponde a 14,86% do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 29,4 mil.
Mas não completamente
Além da posição do TJ, porém, a FOLHA fez outros questionamentos, que seguem sem resposta: quantos magistrados, hoje, recebem o benefício? Eles teriam direito a algum retroativo? Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, uma liminar concedida em agosto pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que suspende o pagamento do auxílio no Rio Grande do Norte poderia ser estendida aos outros Estados. O Tribunal paranaense tem acompanhado essa situação?


