INFORME FOLHA
Tevê caseira
Não é de hoje que vídeos domésticos viraram a febre da internet com a explosão do Youtube, mas o programa do candidato ao governo do Paraná Roberto Requião (PMDB), transmitido pelo seu site de campanha, é mais caseiro que chá da vovó para curar resfriado. Feita da casa dele, a transmissão da tarde de ontem teve a companhia do candidato a deputado estadual Requião Filho (PMDB). À certa altura, enquanto comentava o horário eleitoral gratuito, com programas reprisados do dia anterior, foi interrompido por um áudio que surgiu fora dos microfones, mas audível. Irritado, Requião questionou à sua equipe quem era "o espírito de porco que 'botou o troço' alto", enquanto uma mulher atravessa, de costas, a porta atrás dos apresentadores. Tudo isso com a figura catatônica do galo Ezekias, um boneco de frango depenado que cacareja quando pressionado nas laterais, olhando fixamente para a câmera.
Explicações
O chefe de gabinete do vereador de Londrina Vilson Bittencourt (PSL), Reginaldo Garneiro Esteves, terá de prestar esclarecimentos acerca da denúncia de que estaria fazendo campanha para o candidato a deputado federal Leopoldo Meyer (PSB) durante o horário de expediente da Câmara Municipal. A denúncia foi protocolada por Noel Carlos de Lima (PSL), candidato a deputado estadual do mesmo partido do vereador, com base num depoimento por escrito assinado por José Pereira Loyola, assessor parlamentar do gabinete de Meyer, que diz trabalhar "cedido" ao gabinete de Bittencourt e também na campanha de reeleição de seu contratante. Em entrevista à FOLHA, Loyola afirmou que nunca teve trabalho solicitado pelo deputado, apesar de a contratação ter ocorrido em março deste ano. Meyer defendeu o assessor, dizendo que ele faz trabalho de base em Londrina.
Na escola não pode
A Justiça Eleitoral aplicou multa de R$ 2 mil ao candidato à releição para o governo do Paraná, Beto Richa (PSDB), e à sua vice, Cida Borghetti (Pros), por veicular imagens feitas dentro de unidades escolares em seu programa no horário eleitoral gratuito. As imagens internas da Escola Estadual de Pinhal Preto, do Colégio Estadual Albano G. Martins e de Centros Estaduais de Ensino Profissionalizantes (CEEP) foram usadas para comparar as administrações do tucano com seu antecessor, Roberto Requião (PMDB). O adversário na corrida eleitoral é o autor da denúncia que culminou com a penalização. Apesar de a defesa de Beto argumentar que as imagens foram feitas em local acessível a qualquer pessoa e sem servidores executando seus serviços, o juiz eleitoral Lourival Pedro Chemim argumentou que as imagens de merendeiras durante o trabalho e entrevistas feitas no local ferem o dispositivo legal que veda propaganda feita nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público.
Café da manhã sob suspeita
A equipe do candidato ao governo do Paraná Roberto Requião (PMDB) vai entrar hoje com representação contra a participação do adversário Beto Richa (PSDB) em um café da manhã promovido em um salão de beleza em um shopping center de Curitiba, ontem, onde houve distribuição de prêmios. Certidão expedida pelo oficial de Justiça Adilson Mauro Lino confirma que Beto esteve no local onde houve um discurso o servidor não conseguiu identificar o orador e que, em seguida, o candidato cumprimentou e tirou fotos com pessoas. Após a saída do candidato, teve início a distribuição de brindes. Para Luiz Fernando Delazari, que assessora Requião, houve compra de votos e conduta vedada ao candidato.
Outra interpretação
Na interpretação da campanha de Beto Richa, "o próprio TRE já constatou que não houve irregularidade durante o evento no salão de beleza", citando o relatório do oficial de Justiça. Segundo a assessoria de imprensa, Beto esteve no local, "convidado pela empresa, assim como acontece com outras empresas na campanha, conversou com as pessoas e foi embora". Sobre os brindes, "se teve alguma distribuição, não foi com o Beto, foi por conta do salão".
Afastados
A Câmara de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) afastou dois servidores por 60 dias, enquanto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) apura irregularidades de desvios de verbas públicas. O afastamento foi determinado no último dia 15 e deve durar dois meses. O PAD foi instaurado depois que uma sindicância confirmou atrasos nos pagamentos dos empréstimos consignados à Caixa Econômica Federal, atraso no pagamento das contribuições previdenciárias ao Fundo de Aposentadoria Pensões e Benefícios (FAP) e atraso e ausência de pagamento das contribuições previdenciárias. O caso veio à tona depois que a presidente da Câmara, Mari de Sá (PMDB), denunciou que um funcionário teve o nome incluído no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) por atrasar parcelas de um empréstimo consignado, apesar de o Legislativo ter liberado o valor referente à quitação. Os nomes não foram divulgados porque o processo corre em sigilo. O Ministério Público também apura o caso.
Multas
O não envio de dados obrigatórios ao Sistema de Informações Municipais Atos de Pessoal (SIM-AP) levou o Tribunal de Contas (TC) do Paraná a aplicar multas ao atual prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupim, e ao ex-prefeito da cidade Silvio Magalhães Barros II (gestão 2009-2012). Foi aplicada multa de R$ 145,10 para cada um. Cabe recurso da decisão.





