INFORME FOLHA
'Jogo dos sete erros'
A Associação dos Defensores Públicos do Estado do Paraná (Adepar) enviou ontem à FOLHA um texto que chamou de "jogo dos sete erros", em resposta às declarações do candidato do PMDB ao governo do Paraná, Roberto Requião. Em sabatina publicada anteontem nas edições impressa e on-line do jornal, o senador disse que "Defensoria Pública forte é besteira" e "reivindicação de advogado desempregado".
Equiparação
O documento, assinado pela presidente da entidade, Thaísa Oliveira, rebate pontualmente cada frase da resposta do peemedebista. "Se fortalecer a Defensoria Pública é besteira, também o é garantir o acesso à justiça de 70% da população paranaense, que é o público que se estima seja potencial usuário dos nossos serviços", diz um dos trechos. Thaísa também lista as disciplinas exigidas para ingresso na carreira e defende que os defensores ganhem sim como juízes e promotores, "pois tratam-se de carreiras jurídicas equiparadas".
Suíça
Diferentemente da Defensoria Pública do Paraná, que emitiu uma nota em resposta ao atual governador, Beto Richa (PSDB), e outra para rebater Requião, a Adepar menciona textualmente apenas o peemedebista. Mas, ao defender que o órgão precisa existir em razão de não termos no País amplo acesso aos direitos fundamentais, a Adepar repete a frase do tucano - "aqui não é a Suíça" - utilizada para justificar o veto parcial ao artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que garantiria R$ 180 milhões para a entidade em 2015, em contraponto aos R$ 47 milhões repassados em 2014.
Tucano multado
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná manteve, por unanimidade, multa aplicada ao candidato Beto Richa (PSDB), à vice Cida Borghetti (Pros) e ao presidente do Departamento de Trânsito (Detran), Marcos Elias Traad, por manter no site do órgão reportagens que beneficiam eleitoralmente o candidato à reeleição. A multa aplicada para cada um dos citados é de aproximadamente R$ 10 mil, com multa pecuniária diária de R$ 10 mil em caso de desobediência.
Requião fora do ar
O candidato ao governo Roberto Requião (PMDB) terá de suspender a exibição do TV 15, espécie de talk show via internet no qual comenta os programas do horário eleitoral gratuito de seus adversários, logo após o fim da veiculação na tevê aberta. O pedido foi feito pelo adversário Beto Richa (PSDB), que reclama que a hospedagem dos vídeos é feita em site fora do Brasil, o que é vedado pela Lei Eleitoral. O vídeo ao vivo é hospedado no servidor new.livestream.com, que não tem representante no Brasil. Em caso de descumprimento, o juiz eleitoral Lourival Pedro Chemim estipula multa de R$ 20 mil.
Ele e Ezekias
O TV 15 de Requião vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras, logo após o horário eleitoral gratuito na televisão. Nele, o candidato comenta, ao lado do galo Ezekias um boneco de galináceo depenado que emite o som de um cacarejo ao ser pressionado com os dedos , o programa de seus adversários, faz críticas a eles e responde a perguntas de internautas. Vez por outra, também tem a presença de algum prefeito local do PMDB, já que a transmissão é feita mesmo durante viagens de campanha.
Nem pesquisa escapa
Na última quarta-feira, por exemplo, Requião criticou o resultado da última pesquisa Datafolha, pela qual Beto Richa (PSDB) subiu cinco pontos percentuais na preferência dos eleitores, chegando a 44%. O resultado é bem à frente do peemedebista, que tem 28%. Requião questiona o resultado ao contrapor críticas ao governo tucano, que ele classifica de ruim. A primeira pesquisa eleitoral divulgada, que o colocou em empate técnico com Beto, não foi duramente criticada e até foi usada para abrir seu programa eleitoral na televisão.
Lesão explicada
Também no TV 15, Requião esclareceu publicamente o que ocorreu com seu pé. Ao ser questionado se passaria pela cidade de um eleitor, ele explicou que, em casa, levou um tombo e prendeu o pé embaixo de um armário, torcendo-o e quebrando a fíbula. "Dói 'pra burro' e preciso de quatro a seis semanas para recalcificação", afirmou, de Cianorte (Noroeste), justificando sua ausência em algumas cidades na campanha.
Sem IPI
A Justiça Eleitoral proibiu Roberto Requião de dizer, em seu programa eleitoral no rádio ou televisão, que vai baixar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidentes sobre as motocicletas a zero para os motoboys, caso seja eleito governador do Paraná. As determinações sobre o tributo são exclusividade da União. Em sua defesa, Requião alegou que jamais disse que faria sozinho, mas "sim o governo, trabalhar junto com o Senado, Coligação PMDB, Governo Federal". Porém, para o juiz eleitoral Lourival Pedro Chemim, "em tese, a promessa do candidato transmite, aos eleitores, uma ideia inverídica e cria, artificialmente, na opinião pública, notadamente, entre os motoboys, o estado mental de que poderá ocorrer a redução 'a zero' da alíquota de IPI", anotando que o leigo não conhece a competência sobre tal imposto.





