Em defesa da candidata
Nem o PSB, partido pelo qual disputa a Presidência da República, nem Rede Sustentabilidade, legenda que pretende fundar. O papel de defensor de Marina Silva no Paraná cabe ao PRP, legenda aliada na corrida presidencial. Foi a sigla que saiu em defesa dela depois que o presidenciável Aécio Neves (PSDB) a criticou em entrevista a rádios em Cascavel (Oeste), na sexta-feira passada. Na ocasião, o tucano insinuou ser diferente de Marina porque não precisa ir e vir em suas convicções. Em resposta, o PRP vai veicular no horário eleitoral gratuito trecho de discurso dela, datado de 28 de junho, no qual ela anuncia o compromisso com o crescimento do agronegócio, baseado em avanços tecnológicos. É uma maneira de afastar o medo dos ruralistas paranaenses em relação à ambientalista. Não fosse o PRP, Marina teria ficado órfã no Paraná, onde impôs restrições ao apoio a Beto Richa (PSDB), que tem como aliado o PSB.

Redeiros em campanha
O partido Rede Sustentabilidade, ainda informal, aposta na vitória da candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva, para nascer na base do governo federal, no próximo ano. Ela, principal idealizadora da nova sigla, tem evitado tratar do tema durante a campanha, mas os redeiros pretendem retomar os trâmites para a oficialização do partido com o apoio dela. O porta-voz da Rede no Paraná, Eduardo Reiner (filiou-se ao PV para concorrer a deputado federal), disse que os filiados estão na campanha de Marina. "Redeiros estão na campanha. Sobre a formalização do partido no ano que vem, nem Rede nem PSB estão colocando uma faca no pescoço da Marina."

PSB no Paraná
Marina esteve à frente da mobilização dos filiados em 2013, com o objetivo de lançar a candidatura pelo novo partido. Mas, extrapolado o prazo e com número insuficiente de assinaturas, segundo a Justiça Eleitoral, filiou-se ao PSB, do então pré-candidato Eduardo Campos, para participar das eleições. Com a morte de Campos, ela assumiu a cabeça da chapa. "No Paraná, o PSB é ligado ao governador Beto Richa (PSDB), então houve algum descontentamento naquele momento, mas agora o objetivo é somar com os melhores de cada partido para, quem sabe, o futuro governo", afirmou Reiner, em sintonia com o discurso da candidata.

Põe o vice
Em campanha pela reeleição, Beto fez elogios à Marina. "São bem-vindos", disse Reiner. "Mas ela não vai declarar apoio a ele", decretou. Campos e Beto haviam firmado apoio mútuo nestas eleições, por isso, para manter o compromisso, o vice de Marina, Beto Albuquerque (PSB), ficou responsável por aparecer na campanha tucana no Paraná.

Menos tempo na tevê
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná manteve decisão de primeira instância que determinou a perda de 46 segundos de propaganda eleitoral do candidato Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição para governador. A Corte considerou que a forma como foi utilizada a primeira pesquisa de intenção de votos pelo tucano no horário eleitoral pode levar o eleitor a erro. Isso porque a narração afirma que a sondagem indica que o candidato "sai bem à frente e pode vencer ainda no primeiro turno", enquanto os dados mostram empate técnico com o segundo colocado, Roberto Requião (PMDB). Enquanto o primeiro tinha 39% dos eleitores, o segundo tinha 33%, mas a margem de erro de 3% os coloca em empate técnico. "Não falar que o segundo colocado apresenta 33% das intenções de voto e que está bem na frente pinta a conduta como de manipulação de dados", escreve o relator Lourival Pedro Chemim.

Colunas desproporcionais
Em seu relatório, o juiz eleitoral destacou ainda que o gráfico utilizado também pode levar o eleitor a erro. As imagens traziam a barra representando as intenções de votos a Beto bem maior que as de Requião, segundo colocado, e Gleisi Hoffmann (PT), na terceira posição – a certa altura, Chemim ressalta que "a segunda coluna de Requião não vai nem até a metade da coluna de Beto". "Houve indução aos eleitores, por causa dos gráficos exibidos. Altera o estado anímico dos eleitores. Isso é manipulação de dados de pesquisa eleitoral", despacha o magistrado.

Perdão
A proposta do Executivo de cancelar o desconto de salários de 1.763 servidores que participaram da greve de 106 dias em 2006 foi aprovada na semana passada, em segunda discussão, na Câmara de Londrina. Para ressarcir o funcionalismo, o município gastará quase R$ 2 milhões. Cerca de R$ 1,5 milhão já estão depositados em conta judicial. O projeto segue para sanção do Executivo.

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