INFORME FOLHA
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sexta-feira, 05 de setembro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Aécio em Cascavel
O governador do Paraná e candidato à reeleição Beto Richa (PSDB) encontrou-se ontem com o postulante do seu partido à Presidência da República, Aécio Neves, em Cascavel. Ambos participaram de encontro com lideranças partidárias da região no Tuiuti Esporte Clube. Os candidatos não tiveram agenda juntos durante o dia na cidade. Durante o dia, Beto visitou o Hospital do Câncer da cidade.
Destilando o veneno
Em entrevista a rádios de Cascavel, Aécio afirmou que enfrenta, agora, uma "nova eleição" e fez críticas a Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), adversárias que lideram as pesquisas de intenção de votos. "A grande vantagem da minha candidatura é que não preciso mudar de posição ao sabor das circunstâncias", afirmou, provocando a sucessora de Eduardo Campos (PSB). Também disse que o "modelo que está aí fracassou". Perguntado sobre do lado de qual candidata estará no segundo turno, Aécio foi rápido: "Do lado do eleitor. Eu vou estar lá", concluiu.
Conflitos no PMDB
Diante da "lamentável atitude do presidente", Sérgio Bahls, o PMDB londrinense deve convocar reunião da Excecutiva na semana que vem para discutir como ficará o comando da legenda, segundo o presidente em exercício, Tito Valle (PMDB). Bahls, conforme noticiou a FOLHA na sexta-feira, pediu licença do comando e aderiu à campanha de Beto Richa (PSDB) ao governo estadual. Valle, ex-vereador e candidato a deputado estadual, procurou a FOLHA ontem para manifestar a insatisfação com a atitude. "Ele poderia ter convocado o partido aqui em Londrina para comunicar a decisão", comentou, citando que Bahls encaminhou o pedido de licença à Executiva estadual.
Profissional
Sérgio Bahls é funcionário de carreira da Sanepar há 39 anos e, convidado pela campanha tucana, mudou de lado. "Questão profissional. Seria difícil fazer campanha contra o governo onde trabalho", afirmou. Valle evitou antecipar o que pode acontecer com o dissidente, mas explicou que "qualquer filiado pode pedir a desfiliação dele". A reunião da Executiva municipal deve ser agendada para o começo da semana. "É importante reorganizarmos o partido para as eleições."
Novos voos?
Em seu longo programa no horário eleitoral gratuito o maior entre os candidatos a senadores -, Alvaro Dias (PSDB-PR) veiculou ontem dois eleitores que dizem esperar vê-lo, um dia, presidente do Brasil. Mesmo que os depoimentos sejam espontâneos, a opção de veiculá-los ou não parte da equipe de campanha. Na tentativa de seu quarto mandato no Senado Federal, o candidato prioriza mostrar seus feitos como governador do Paraná. E, com o esvaziamento das lideranças do PSDB e a visibilidade adquirida como opositor do governo federal, pode ser que o tucano esteja preparando terreno para tentar novo mandato no Executivo.
Reforço de peso
Depois da divulgação de nova pesquisa eleitoral que mostrou sua estagnação nas intenções de votos, Gleisi Hoffmann (PT) tenta fortalecer sua própria imagem atrelando-a à do maior cabo eleitoral de sua legenda, o ex-presidente Lula. Ele praticamente dominou a "conversa" exibida no programa da candidata ao governo do Paraná no horário eleitoral gratuito de ontem à noite. Sempre segurando a mão de Gleisi, Lula teceu elogios à candidata, que foi ministra-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff (PT). Lula já havia aparecido no primeiro programa da petista veiculado e também já pediu votos para os candidatos aos cargos proporcionais, assim como para Ricardo Gomyde (PCdoB), o candidato da coligação ao Senado Federal.
Ele apareceu
O candidato ao governo do Paraná pelo Psol, Bernardo Pilotto, mostrou o rosto no horário eleitoral gratuito da legenda ontem à noite por um ou dois segundos. É ele quem termina um texto lido por várias vozes, enquanto um mosaico formado por partes de rostos de várias pessoas é exibido na tela. O texto, entretanto, fala dos diferenciais do Psol, mas não apresenta propostas do candidato.
Piva dá seu recado
Professor Piva, até então, único candidato do Psol do Paraná a dar as caras no horário eleitoral gratuito com um jingle que canta seu nome sobre a melodia de "Sociedade Alternativa", de Raul Seixas , parece preparar quase artesanalmente seu programa veiculado entre os postulantes à cadeira do Paraná no Senado Federal. Com tempo exíguo, ele se apresenta com a proposta do fim do Senado Federal e da reeleição para todos os cargos.
Anistia
Por unanimidade, os vereadores de Londrina aprovaram na quinta-feira projeto do Executivo que anistia multa para proprietários que declararem alterações cadastrais em seus imóveis, como ampliação da área, demolição ou alteração das características. Os contribuintes devem fazer a declaração ao município até 30 de novembro. A renúncia fiscal com a anistia será de R$ 505 mil, segundo estimativa da Secretaria de Fazenda. Porém, tal valor seria recuperado em dois anos com o aumento da arrecadação de IPTU. O projeto foi aprovado em primeira discussão e volta à pauta na terça-feira.


