INFORME FOLHA
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terça-feira, 26 de agosto de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
CML suspende sessão
A Câmara Municipal de Londrina (CML) suspendeu a sessão de ontem em razão da morte do médico e ex-prefeito da cidade Dalton Paranaguá. Vereadores que conviveram com o político não pouparam elogios ao "caráter e ética" e às "grandes realizações de seu mandato". Elza Correia (PMDB) destacou as ações na área da saúde, especialmente no controle de caramujos para acabar com um surto de esquistossomose. "Ele investiu muito em saneamento básico e saúde pública. Tinha uma visão arrojada, humanista, à frente de seu tempo. É uma pessoa para quem Londrina deve muito", afirmou a vereadora.
Posto de saúde
Roberto Kanashiro (PSDB) disse que quando mudou-se para Londrina o mandato de Dalton já havia acabado, mas manteve contato constante em razão da medicina. "Ele tinha muita visão de futuro. Tinha uma excelente oratória e era capaz de motivar e empolgar com suas ideias", comentou Kanashiro, lembrando que foi o ex-prefeito que fez o primeiro posto de saúde de Londrina. Foi o posto de saúde da Vila Fraternidade (zona leste), que àquela época era uma área bastante pobre.
Debate em Londrina
Os sindicatos representativos dos servidores das Universidades Estaduais do Paraná promovem em Londrina no próximo dia 3, a partir das 9 horas, um debate com os candidatos ao governo do Paraná. O debate será no auditório Cyro Grossi, mais conhecido como Pinicão, na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Todos os oito candidatos ao Executivo foram convidados.
Comissionados em Rolândia
O Ministério Público (MP) do Paraná apresentou à Justiça, na semana passada, ação civil pública contra o prefeito de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), Jhonny Lehmann (PTB), e mais três servidores do município, por ato de improbidade administrativa. Eles seriam os responsáveis "pelo uso inadequado da máquina pública, caracterizado pela nomeação de servidores para ocupar cargos comissionados que não tinham previsão legal", segundo o MP.
Cargos extintos
Embora a ação civil pública não tenha sido divulgada, a assessoria de imprensa do MP informou que a irregularidade em Rolândia teria ocorrido a partir de duas leis sobre o funcionalismo. Em novembro de 2009 a administração municipal criou uma modalidade de cargo em comissão, que passou a contar com nove vagas. Dois anos depois, em dezembro de 2011, foi promulgada outra lei que reduziu a quantidade de vagas desse mesmo cargo, para quatro vagas. Como não houve exonerações, cinco comissionados ficaram no cargo irregularmente. "A atitude esperada do Poder Público era a exoneração dos cargos que excediam à previsão legal." O MP requer que os réus sejam responsabilizados e que devolvam aos cofres públicos a remuneração paga a esses servidores entre janeiro de 2012 e abril de 2013.
'Não houve má-fé'
O procurador-geral da Prefeitura de Rolândia, Jeferson Luiz Matias, negou má-fé da administração. Segundo ele, houve "equívoco administrativo" de servidores quando foi aprovado em 2011 o PCCS (Plano de Cargos Carreiras e Salários) no município. Ele informou que a redução dos cargos ocorreu sem o conhecimento do prefeito, "pois não havia a intenção de suprimir os cargos e isso foi descoberto apenas em 2013, quando, inclusive, foram exonerados os que estavam irregulares". Ele informou, ainda, que foi aberta sindicância que resultou em sanções administrativas aos servidores envolvidos.
Sinal de alerta
O Secretário Nacional de Organização do PT, Florisvaldo Souza, afirmou que o resultado da pesquisa Ibope divulgada ontem acende "o sinal de alerta" para a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT). "Claro que preocupa. O processo eleitoral preocupa e mostra que a campanha precisa se mobilizar", disse Florisvaldo. Apesar da preocupação, ele considera que, pelo cenário atual, em que, segundo ele, a candidatura de Marina Silva (PSB) é impulsionada pela comoção com a morte do então candidato do PSB Eduardo Campos, a pesquisa "não é ruim" para Dilma.
Caso Marina
Ele disse que a entrada de Marina na disputa eleitoral ameaça de forma imediata a candidatura tucana, de Aécio Neves, "que está ficando como coadjuvante". "Quem perde mesmo é o Aécio", disse. De acordo com ele, Marina também passará a ser cobrada com mais intensidade a partir de agora, quando se coloca como uma opção competitiva. "Até hoje a Marina nunca foi incomodada e nunca precisou explicar as suas contradições", disse.


