INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Candidatos batem boca
Os candidatos ao governo do Paraná Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) bateram boca ontem por meio do microblog Twitter, rompendo com a aparente cordialidade entre ambos, que vinha desde o início da campanha eleitoral. Tudo começou quando a petista garantiu que, se eleita, tornará permanente o subsídio do Estado ao transporte coletivo em todas as regiões metropolitanas legalmente constituídas. "Subsídio sem revisão de planilha é negociata contra o erário", postou o peemedebista. "Para com essa mania de ler só a manchete. Óbvio que minha proposta é com acompanhamento das planilhas. Mas se você é contra baixar as passagens para os trabalhadores problema é seu", rebateu a senadora.
Promessas e aliados
A troca de farpas seguiu durante a tarde, com palavras ainda mais ácidas. "Ótimo então, brigue com as manchetes e não comigo. Tarifa baixa sem maracutaia com empresário financiador de campanha", disse Requião. "Isso mesmo. Sem maracutaia. Como deve acontecer quando algo não abaixa nem acaba né @requiaopmdb?", questionou Gleisi. "@gleisi, exatamente, posição firme contra André Vargas presidindo CPI. LEALDADE E FRANQUEZA, SEMPRE!", provocou Requião.
Decide o eleitor
Depois da discussão, o ex-governador assumiu que foi "divertido o debate entre Gleisi e Genival José", chefe da manutenção a quem o peemedebista costuma atribuir a autoria de alguns de seus posts polêmicos. "Decide o eleitor", afirmou.
Na Fiep não
O candidato do PSOL ao governo do Paraná, Bernardo Pilotto, se recusou a participar ontem de um café da manhã promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Por meio de nota, ele argumentou que acredita que as propostas da entidade não representam a população paranaense. "São propostas que reforçam o atual modelo de desenvolvimento, que é concentrador de riquezas e que amplia a desigualdade social", justificou. Segundo ele, a maior parte dos candidatos e candidatas vai à Fiep para "pedir benção aos grandes empresários" ou para passar uma "caixinha" visando o financiamento de suas campanhas.
Seguidores
A campanha do candidato à reeleição ao governo do Paraná, Beto Richa (PSDB), surpreendeu ontem seus seguidores nas redes sociais. Usuários que acessavam o site www.betoricha.com.br/interatividade com o login do Facebook se deparavam com uma montagem, em que eram destacadas fotos de supostos apoiadores do tucano, ao lado do texto "o Paraná que acredita".
Até a imprensa
O problema é que quem "curte" uma página na rede não está, necessariamente, referendando seu autor. Para se ter uma ideia, jornalistas que cobrem a campanha e até assessores de imprensa dos adversários de Beto também constavam na listagem. Isso porque o "like" é a única forma de alguém seguir os candidatos e, assim, se manter informado sobre as suas atualizações.
Tiro pela culatra
A situação acabou gerando um fato curioso. Alguns peemedebistas e petistas, indignados com a marcação, alteraram suas fotos do perfil para, ao aparecer na montagem, enviar mensagens de apoio aos seus candidatos e, consequentemente, de críticas ao atual governador. A assessoria de imprensa da campanha tucana informou que a intenção da página era apenas divulgar o Facebook do candidato e que, tão logo atentou para a situação criada, tirou a peça do ar.
Voto em trânsito em Londrina
Quase 600 eleitores de outras cidades se inscreveram para votar em Londrina nas eleições de outubro. O prazo para aderir ao sistema de voto em trânsito terminou ontem. Os Tribunais Regionais Eleitorais vão publicar a relação das mesas receptoras de voto em trânsito até 5 de setembro. Em Londrina será destacada uma seção no Colégio Estadual Vicente Rijo.
Fim dos julgamentos
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná terminou ontem o julgamento dos pedidos de candidaturas para as eleições 2014, na data-limite permitida pela Justiça Eleitoral. De 1.164 processos julgados, foram deferidos os registros de 1.013 e indeferidos outros 100, além de 51 homologações de renúncias. Ainda foram julgadas 31 ações de impugnação de mandatos eletivos, dos quais nove foram julgados procedentes e 18 improcedentes, além de quatro extintas devido à renúncia dos candidatos.


